Muitas questões interessantes se colocaram aqui, mas ninguém foi capaz de as responder. A triste verdade é que mesmo os cientistas sabem muito menos do que aquilo que nos é dado a acreditar. Todas aquelas teorias que conhecemos, muitas delas dos tempos de escola, não passam disso mesmo, teorias. Algumas são mais populares que outras e são as que acabam por singrar.
Não nos podemos esquecer que já foi válido que a terra era plana, que os planetas e o sol giravam à nossa volta, que os selenitas habitavam a lua (se bem que duvido um pouco da validade científica desta última, mesmo naquela altura).
Se algum dia vamos obter respostas concretas a questões como: o que é que existia antes de "nascer" o universo ou, se ele sempre existiu, como é que é isso é possível, se há sempre um início e um fim para tudo; o que há para além do universo (tenho uma obsessão especial por esta desde que, em miúda, li uma história do Tio Patinhas em que ele viajava ao fim do universo e lá havia... nada); o que originou que naquela pasta esquisita, que não era bem água, uma minúscula partícula resolvesse ganhar vida e reproduzir-se, para evoluir até nós; o que é que faz com que o homem seja o único ser com, não apenas capacidade de viver, mas capacidade de se aperceber da vida... Bem, sinceramente, penso que nunca serão emcontradas respostas a estas questões. Muito simplesmente porque estão acima do nosso nível de compreensão. Não é possível, para o ser humano, compreender conceitos como o infinito. Temos uma vaga noção que é algo que nunca começa e nunca acaba, mas alguém consegue realmente abarcar tal conceito? Somos demasiado pequenos para isso e o nosso cérebro, prodigioso que é, não está capacitado para tal. Basta ver quantas pessoas conseguem realmente compreender a Teoria Geral da Relatividade, o tempo como 4ª dimensão, a gravidade como consequência e não como causa...
E esta é a razão porque todas as sociedades têm uma religião. Precisamos de explicar tudo aquilo que desconhecemos... O Universo? Ah e tal, foi deus... A Vida, ah foi fulano de tal, sicrano e jorge

A religião permite que o homem possa viver a vida em paz e sossego, sem necessidade de grandes esforços cerebrais. Dá-lhe um sentido de existência que, sem religião, não existiria. Porque se pensarmos bem, afinal que raio estamos aqui a fazer? Desde que nascemos o nosso único destino é morrer... Tudo o resto é só para nos andarmos a enganar, a fingir que somos inportantes. Até porque, na realidade, somos o ser vivo mais inútil na Terra. Não alimentamos nenhum animal, logo não somos necessários para a sobrevivência de mais nenhuma espécie. A não ser as larvas e outros insectos e, mesmo esses, só depois de estarmos mortos. E, para piorar, só destruímos. O que salva o planeta é que caminhamos no sentido da auto-destruição. Não precisamos de ajuda. Depois de irmos, os outros já podem viver em paz.
Enfim, é o que dá estar a responder a tópicos às 9h da manhã sem ter ido à cama... É melhor ficar por aqui que já abusei da paciência aos pobres coitados que tiveram a infelicidade de aterrar neste tópico.
Mas, antes de terminar, gostava de recomendar um livro muito interessante sobre estas questões que foram postas aqui. Breve História de Quase Tudo, de Bill Bryson. É realmente muito fixe e faz-nos pensar sobre muita coisa (como acho que deu para reparar pelo tamanho do meu post).
Sem mais, vou xonar.
