Os nossos Sr.s das finanças governam se mas é a si mesmos, tomara que o PC tome conta deste país, pois haveriam resultados!!
Fundo Monetário Internacional 2008-07-18 00:05
“Portugal vive acima das suas possibilidades”
O Fundo Monetário Internacional divulgou novas previsões: a economia vai crescer ainda menos em 2009. O endividamento das famílias, empresas e Estado são o principal problema.
Luís Reis Ribeiro
A crise chegou em força à economia portuguesa este ano, mas o impacto no crescimento será ainda mais grave em 2009, sobretudo do lado do consumo e do investimento, avisou ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI), que alertou para o facto de Portugal “viver acima das suas possibilidades” e dos agentes – famílias e empresas – continuarem “indefinidamente” dependentes do crédito exterior.
As projecções da missão de Washington para Portugal (Artigo IV) contrariam os cálculos mais recentes do Banco de Portugal e do Governo, que apontam para uma retoma ligeira da economia em 2009.
Para o FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer 1,3% em 2008 e bastante menos do que o esperado no próximo ano. O Fundo manteve o número deste ano, mas reviu em baixa a previsão para 2009 de 1,4% (divulgada em Abril) para 1%. Se assim for, Portugal continuará a ser o segundo país que menos cresce na zona euro; mas, mais grave, prolonga a divergência face à zona euro até 2010. Espanha, maior cliente das exportações portuguesas e fonte de investimento estrangeiro, também foi contemplada com uma revisão significativa da expansão de 2009, e já está a arrastar a actividade interna.
Na passada terça-feira, o Banco de Portugal defendeu que, apesar da crise mundial em curso, a economia conseguiria resistir aos choques externos (menor procura externa, juros mais altos, petróleo mais caro e euro mais alto), crescendo 1,2% em 2008 e 1,3% em 2009. Vítor Constâncio, o governador do banco central, defende que as dores de crescimento da economia são essencialmente importadas, elogiando a ajuda dada pelas reformas.
O FMI coloca a questão de outra forma: também elogia as reformas, mas diz que “os problemas fundamentais que restringem a economia portuguesa são internos”. E apresenta a lista: os défices das contas públicas e externas continuam demasiado elevados; o endividamento das famílias, empresas e Estado também; a competitividade e produtividade são baixas.
O FMI alerta ainda para o endividamento, apontando que Portugal “tem estado a viver acima das possibilidades há muitos anos” e que “não pode” viver indefinidamente do crédito contraído junto do exterior através dos bancos. Não pode porque continua a ser pouco produtivo e competitivo internamente, onde a concorrência falha, e face ao estrangeiro.
Os riscos para o cenário ontem apresentado são mais negativos do que positivos – tal como já tinha indicado o Banco de Portugal – e estão sobretudo ligados a uma eventual travagem ainda mais brusca do crédito disponível devido à crise financeira.
Contactado pelo Diário Económico, o ministro das Finanças, que tem qualificado os diagnósticos do FMI de pessimistas, optou por não comentar.
Fundo preocupado com saúde da banca
O FMI aconselha os bancos portugueses a manterem o rácio de fundos próprios (Tier I ou indicador que mede a saúde financeira da instituição ou o peso dos capitais próprios nos capitais alheios) em níveis tendencialmente superiores a 7%. Caso este rácio caia para valores significativamente abaixo de 7% significa que os bancos entram em risco de insolvência, o que consiste num problema grave para a estabilidade de todo o sistema financeiro.
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 47318.html
Uma foto vale por mil palavras.
