.(29-06-07) - Uma campanha publicitária pode mudar a forma dos australianos dirigirem. Imaginem a cara daqueles que pilotam à lá Velozes e Furiosos deparando-se com um outdoor cuja mensagem é a seguinte: "Alta velocidade. Ninguém te acha grande". No fundo, a imagem de uma modelo acena com dedo mínimo dobrado que, naquela cultura, tem conotação de pênis pequeno.
Esse é o mote da nova campanha realizada pela agência de Trânsito do Estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, em que o número de mortes em acidentes chega a 220 ao ano, aproximadamente 40% do total de acidentes fatais na região. A campanha custou o equivalente a R$ 3,15 milhões e tem jovens de 17 a 25 anos, do sexo masculino, como público-alvo.
Além de cartazes em pontos de ônibus, propagandas na TV e no cinema, alguns anúncios oferecem preservativos “extra extra pequenos” para quem pisar fundo no acelerador. Funcionará?
Ainda não se sabe. O certo é que apelar para o literal, ou seja, imagem de mortos e feridos no trânsito, não tem dado resultado, segundo constataram os criadores da campanha. Na opinião do diretor da agência de trânsito, John Whelan, a insensibilidade deve-se à exposição do jovem a “jogos de computador e a filmes de terror”.
Na análise da psicanalista e coordenadora da Escola de Psicanálise, em São Paulo, Debora Damasceno Jacinto, há outros aspectos que merecem atenção. “Para muitos jovens na faixa etária que a campanha quer atingir, a morte não representa uma perda, e sim uma glória. Morrendo desastrosamente eles podem, além de aparecer nos jornais, ganhar importância na vida de inúmeras pessoas que nem sequer reconheciam sua existência”, diz.
Pênis e velocidade – uma relação delicada
No contexto dessa campanha, o que velocidade teria a ver com pênis? Tudo, segundo a psicanalista, que considera o argumento feliz e correspondente à realidade, não necessariamente no tamanho, mas na potência e capacidade de sentir prazer.
“A relação acontece entre potência e velocidade. As propagandas antigas dos grandes (potentes) carros vendiam isso muito bem quando associavam um carro potente a belas mulheres. Ao dirigir em alta velocidade um jovem busca, inconscientemente, experimentar a sensação de potência e prazer que deveria experimentar durante o contato sexual. Daí, pensando que grande é ‘muito potente’, há a associação dos ‘velozes’ ao pênis pequeno e, portanto, à impotência”, explica Debora.
A campanha, que apostou em uma leitura psicanalítica da questão, explora o fato de o carro ser para o homem uma extensão, uma representação de seu próprio pênis. “Ele procurará fazer do carro uma compensação para as deficiências que reconhece no seu pênis (em si mesmo)”, afirma a psicanalista.
Será que a idéia, se adotada no Brasil, provocaria os jovens a repensarem as aceleradas no trânsito? Na avaliação da psicanalista, “o brasileiro é muito vaidoso e se gaba, em todas as pesquisas, de seu grande pênis. Portanto, aqui, esse apelo ao tamanho não seria tão eficaz como um apelo à potência. Mais eficaz, talvez, fosse algo do tipo: gosta de alta velocidade porque é brocha; é grande, mas não funciona. Seria um sucesso!”, finaliza.
Confira a propaganda no site: http://www.youtube.com/watch?v=v2vDCucSxJo
Fonte:
http://www.webmotors.com.br/wmpublicado ... d=%2037785
Vídeo para a propaganda:
http://www.youtube.com/watch?v=v2vDCucSxJo
Há gente para tudo........mas a ideia até está engraçada


