O Eng. Sócrates foi a um local, e melindrou-me um bocadinho!

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Mensagempor Azarael » Segunda Mar 06, 2006 19:58

Pois claro que não concordas... és um farmacêutico... se fôsses um reformado, um desempregado ou uma pessoa que recebe um ordenado médio, estarias de acordo.


Falácia da lógica, estás a atacar a pessoa e não o que ela disse. Pá, apesar de como é óbvio os farmaceuticos terem interesses dúvido muito que eles sejam os grandes responsáveis pelos preços. As companhias farmaceuticas e os distribuidores acho que têm muito mais peso nisso.
E não podemos negar que as fármacias são um alvo mais fácil que as grandes companhias farmaceuticas.


Já existe há muito tempo, com excelentes resultados.


Pelo o que tenho lido não foi só a venda de medicamentos em hipermercados que fez com que os preços baixassem.
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Mensagempor np81la » Segunda Mar 06, 2006 22:07

Porque é que as receitas tem um sitio para o medico assinalar se autoriza ou não que se dispense o medicamento generico, ainda por cima quando a escolha é entre duas marcas de generico, se o Infarmed diz que os genericos tem o mesmo efeito que os de marca e são equivalentes entre si.

Não é de pura logica obrigar a que seja prescrito apenas o generico mais barato?
Das duas uma ou os medicos não acreditam no que diz o infarmed e então tem a obrigaçao de vir mostrar os estudos que sustentam as suas objecoes ou então tem algum interesse ilegitimo na prescriçao do medicamento A em lugar do B.

Depois esta lei dsobre os medicamentos genericos é ridicula.

1º genericos de marca - ou é generico ou é de marca, o que temos agora é milhares de copias, o Omeprazol por exemplo tem actualmente 143 marcas comerciais como o medico pode escolher qualquer uma delas se tivermos o azar de a farmacia não ter a que leva o medico á Madeira temos de nos aguentar com a ulcera.

2º O preço de referencia é o do generico mais caro e não o do mais barato como era logico. O que faz com que os genericos sejam mais ou menos tabelados pelo preço do mais caro, o Estado só se preocupou em garantir que ele poupava, agora o Zé pode pagar. Se o preço de referencia fosse o do generico mais barato existia sempre uma pressao no sentido de baixar o preço do medicamento.

3 º O ministro da saude baixou as calças á industria farmaceutica quando retirou a majoraçao de 10% que os genericos tinham e baixou os preços dos medicamentos em 6% resultado os genericos aumentaram 4%, existem actualmente medicamentos de marca mais baratos que os genericos. O que devia ter sido feito era baixar 6% o preço dos medicamentos exepto aqueles que tivessem genericos. Resultado
seria como a diferença entre generico e marca era maior cada vez se escolhia mais o generico como o generico tinha uma pressao para baixar de preço mais o estado e o cidadão poupavam.

Este tipo de politica fazia com que o estado poupasse o cidadao poupasse e a divida á ANF ia baixando e não era preciso atacar o unico sector da saude que funciona bem.
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Mensagempor Posturas » Segunda Mar 06, 2006 23:08

Acho bem que certos medicamentos sejam vendidos em grandes superficies. Se me faz falta um Analgésico, acaba por ser mais práticos compra-lo no local mais próximo (que pode mt bem ser uma grande superficie).

No entanto acho mal, criticarem os DONOS DE FARMÁCIAS por se tentarem defender. Porque quem se queixa mais são os donos, e não propriamente os farmaceuticos... farmaceuticos há mts, donos de farmácia não.

Isso de serem receitados poucos genéricos, penso que o pessoal se devia informar melhor. Lá por terem o mesmo principio activo não significa que seja igual. Uma das coisas que mais diferem é no sabor. Mas se querem tantos genéricos, e já que há por ai mt gente que pensa que o médico esta a ganhar dinheiro por receitar isso ou akilo, podem smp pedir o generico, dizendo que não se importam de tomar algo que saba mal, e que demore mais tempo a fazer efeito. O Diltiazem certamente concordará cmg neste ponto, é que há genéricos que valem a pena, há outros que nem por isso.

Não compreendo qual é o objectivo de criticar os professores (que só por acaso não só tem de trabalhar + de 25 horas na escola, como tb tem trabalhos de casa, e aposto que a maior parte deles perde bem mais de 50 h por semana; e para quê? para ainda serem desrespeitados por quem tentam ensinar). É certo que é professores maus, mas em qualquer profissão há maus profissionais...

Mas bom os principais culpados são mesmo a Comunicação Social, e a lavagens cerebral que fazem às pessoas. Se quiserem destruir alguem conseguem-no mesmo.
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Mensagempor Diltiazem » Segunda Mar 06, 2006 23:59

Posturas Escreveu:Isso de serem receitados poucos genéricos, penso que o pessoal se devia informar melhor. Lá por terem o mesmo principio activo não significa que seja igual. Uma das coisas que mais diferem é no sabor. Mas se querem tantos genéricos, e já que há por ai mt gente que pensa que o médico esta a ganhar dinheiro por receitar isso ou akilo, podem smp pedir o generico, dizendo que não se importam de tomar algo que saba mal, e que demore mais tempo a fazer efeito. O Diltiazem certamente concordará cmg neste ponto, é que há genéricos que valem a pena, há outros que nem por isso.


Diferem no sabor? Bem, a maioria dos medicamentos não têm qualquer tipo de sabor... aliás apenas me lembro de xaropes, suspensões ou outras formas farmacêuticas orais liquidas... Não é por aí.

E quanto a haver genéricos e genéricos.... Eu quero acreditar que não, até porque por definição um genérico é um medicamento que tem biodisponibilidade e bioequivalência igual ao do medicamento de marca, sendo que esta "igualdade" tem que ser demonstrada através de ensaios. Portanto um genérico não pode demorar mais tempo a fazer efeito que o medicamento de marca, uma vêz que tem que ter uma cinética equivalente ao do medicamento de marca.

Até me provarem o contrário todos os genéricos valem a pena, porque todos são iguais. Eu pelo menos quero acreditar que o INFARMED funciona enquanto entidade reguladora, e que TODOS os medicamentos utilizados em Portugal têm qualidade.

Cumps.

EDIT: Para que saibam a maioria dos medicamentos utilizados em meio hospitalar são genéricos. E por incrível que pareça nos medicamentos em que existe concorrência os medicamentos de marca chegam a ser mais baratos que os genéricos. É questão para pensar porque não se começou por "obrigar" a indústria farmacêutica a reduzir os lucros astronómicos que tem...
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Mensagempor r25 » Terça Mar 07, 2006 1:02

Alguem já se pôs a pensar por raio de razão ainda não aparceu uma "Cura" para o vírus da sida. Razão-> não interessa a industria farmaceutica, pois (acho) que um doente consome por dia cerca de 30 comprimidos, agora multipliquem isto por milhões de pessoas infectadas (que têm acesso a medicação e que pagam do seu bolso), bem da pa ver que é só $$$$$$ em caixa. Só na vê quem não quer. Isto pa dizer que vivemos num mundo CÃO, onde só interessa o lucro e o valor humano fica pá segundo plano. :evil:
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Mensagempor gimbras » Terça Mar 07, 2006 2:22

Em primeiro lugar os meus parabéns a todos o que participaram neste tópico longo e bem escrito, algo raro no HCP ultimamente.

Em segundo e não menos importante a minha visão dos factos: quem se manifestou apenas opina mediante o seu próprio ponto de vista. E nunca o dos outros. Ou seja se lhes fere a si alguma medida do governo, manifesta-se. Quanto aos outros pouco se importa.

Explicando: se o governo diz que vai tirar regalias aos juízes e aos funcionários dos tribunais há-de aparecer um filho de uma dessas pessoas a deitar abaixo o governo. Hão-de se manifestar os juízes, os funcionários dos tribunais pq como a medida foi feita e lhes tira benefícios é sempre má.

Se acabam com escolas onde andam 1 aluno e a professora pode acabar por ficar sem emprego, a culpa é do governo.

Se o estado decide liberalizar o negócio dos medicamentos e logo isso irá tirar quota de mercado às farmácias colocar os seus empregados a ganhar menos, a culpa é do governo.

Se o estado resolve liberalizar as telecomunicações acabando com o monopólio da então única operadora nacional a culpa é do governo.
Se a Sonae resolve comprar a PT a culpa é do governo.

Ainda não vi neste nosso Portugal ng a dizer "Opá vou-me lixar e posso ficar com a vida mais dificultada mas a medida é positiva para o País. Não para mim mas para os restantes cidadãos".

Serei o único a pensar nas medidas como um todo? Um todo nacional?

Será que deixar as grandes superfícies também venderem medicamentos é assim tão prejudicial? Eles não irão vender e fazer concorrência às farmácias de modo a baixar os preços e até facilitar a vida aos utentes que assim aproveitam e compram em mais sítios os medicamentos que precisam. Se não baixarem os preços o problema é deles. Eu escolho onde estiver mais barato.

Caberá unicamente ao utente decidir se prefere um serviço assistido e de qualidade, como na farmácia, ou se prefere um serviço 'self-service'.
Qual é o mal?

Não liberalizar é proteccionismo. Isso usava-se quando os mercados europeus começaram a trocas entre si e alguns países se fecharam para defender a economia interna.

Eu acabo por não entender o pq do título do tópico incluir o nome Sonae. É só no Continente ou no Modelo que se irão vender tmb os medicamentos ou em mais hipermercados?

Apoio esta medida e mais do género deste governo. Que ao contrário do que dizem ainda vai inovando no que faz. Se o plano tecnológico for a avante, era bonito ver Portugal ter o sucesso de um país do norte como a Finlândia. Mas para isso serão tomadas medidas não populares. Que serão sempre vistas como péssimas pelas pessoas que possam ser atingidas. Quem se sente atingido está no seu direito pq não gosta da mudança para pior o que é humano e natural. Mas eu quero ver as coisas pela prespectiva nacional e global.

Estou mais de acordo com o mamilos do que com o Diltiazem.

Qto ao Diltiazem estiveste bem em defender a tua causa, mas estiveste mto mal em criticar o membro que disse que da OPA não entende mto. Primeiro pq nem se pronunciou sobre a mesma, e dps porque tu mesmo criticaste sem saber o intuito e as permissas do negócio.

Já falei imenso e expliquei a OPA noutro site: em traços gerais como foi dito já pelo Azarael é impossível haver mais monopólio do que aquele que já existe com a PT. A Alta Autoriedade para a Concorrência impedirá o negócio caso a Sonae não venda ou a rede de cobre ou a rede de cabo, pq não permitido uma empresa deter duas linhas fixas de telecomunicações. Portanto a TvCabo será de certo vendida. Logo a PT deixa de ter as duas redes como tem actualmente. Dessa forma assim é que nos livramos do monopólio.

Não vejo lobby nenhum aqui. Se a oferta é pública qq outro agente pode tentar comprar evitando que a Sonae a concretize. Aonde é o que o governo oferece a PT à Sonae? Além disso quem vende são os accionistas não o governo.

Mesmo que continuasse ou aumentasse o monopólio se mudasse para a administração do grupo Sonae ficava satisfeito.

Em relação às escolas óbvio que é pena os professores perderem o emprego. Mas todos sabemos que existem professores a mais para alunos a menos. A população está envelhecida não há miúdos. O único erro do governo é não mandar fechar cursos universitários onde há excesso de formados, ao contrário do que acontece no Japão. Mas o fecho das escolas é lógico: qual é a vontade de um miúdo ir todos os dias para a escola sozinho, estudar sozinho, brincar no recreio sozinho, não conhecer outros miúdos nem se socializar com pessoas da sua idade? Ng pensa neles?

Sacrifício em nome de todos e não apenas pensar em nós. É a única coisa de mal do país, não é as medidas que nos ferem.

Tenho dito!
E não falo de barriga cheia. Por acaso está bem vazia, e tmb tenho um primo numa farmácia que se esfola de trabalhar, mas trabalha onde gosta e ganha $$$ que dá para ir vivendo (Para mim é o mais importante: dinheiro para ter uma vida simpática). Tenho um irmão que tirou o curso de Eng. Informatico trabalha no Estado e não ganha sequer 950 (não tou a criticar o moço que disse que ganha isso). Tenho 4 tios que são professores. Um deles a minha é Educadora de Infância e anda com a casa às costas conforme é colocada. Mas se eu perguntar, se calhar responde antes de eu concluir a pergunta: "É claro que é péssimo existirem escolas só com 1 aluno". Eu penso que até para os professores é péssimo.

Temos de nos ir reciclando conforme o que for o presente. Custa. É díficil. É frustante trabalhar 20 anos e ser despedido mas é assim.
Tmb temos de pensar nos outros.
Deixo a pergunta: só vejo criticas a todos os nossos governos, gostava de saber como seria o governo perfeito. Seria o governo que não tomasse medidas??

E qto ao ar do Sócrates. Opá, please. O gajo sempre teve aquele aspecto, mesmo antes de ser eleito.
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Mensagempor Diltiazem » Terça Mar 07, 2006 9:26

Gimbras eu quero lá saber que os medicamentos sejam vendidos no supermercado. O meu problema é mesmo com o facto de o Sr. Sócrates por um lado tentar acabar com o lobby das farmácias por transferência desse lobby. Há mais locais aonde se vendem medicamentos sem ser as lojas da Sonae, o problema é que eu nunca vi o Sócrates na abertura de um desses pontos.

Agora há uma coisa que tenho de discordar... Queres comprar medicamentos como self-service? Isso não concordo, até porque quem está ao balcão de uma farmácia sabe melhor que eu o número de situações de medicação incorrecta cuja triagem é feita na farmácia, e que até será feita no posto de venda da Sonae.
Quando essa situação não se verifica vamos todos gastar mais dinheiro, porque os antigripais não fazem mal a ninguém, excepto aos milhares de homens neste país que sofrem de hiperplasia benigna da próstata, hipertensão arterial, diabetes... E depois é o belo do internamento hospitalar, que podia perfeitamente ter sido evitado.... E depois vem a administração do hospital chatear-me a cabeça a mim e aos outros directores de serviço para reduzirmos as despesas. Despesas essas que saem do bolso de todos nós (bem de todos nós e de apenas 51% dos trabalhadores da construção civil, mas isso fica para outra vez).

Quanto à OPA foi usada como exemplo, bem como a situação do Bill Gates. Porque o que me chateia é este burguesismo parvo de nos vergarmos a todo e qualquer suposto "ilustre" que apareça com dinheiro.

r25 Escreveu:Alguem já se pôs a pensar por raio de razão ainda não aparceu uma "Cura" para o vírus da sida. Razão-> não interessa a industria farmaceutica, pois (acho) que um doente consome por dia cerca de 30 comprimidos, agora multipliquem isto por milhões de pessoas infectadas (que têm acesso a medicação e que pagam do seu bolso), bem da pa ver que é só $$$$$$ em caixa. Só na vê quem não quer. Isto pa dizer que vivemos num mundo CÃO, onde só interessa o lucro e o valor humano fica pá segundo plano. :evil:


A medicação para o HIV é fornecida SEM CUSTOS para o doente nas instituições hospitalares portuguesas. É verdade que a indústria farmacêutica continua a ganhar dinheiro, mas à custa do estado. E quando perceberes um pouco mais sobre retrovírus vais compreender que a tal "cura" não é assim fácil de conseguir.

Cumps.

EDIT: Mais uma vez Gimbras e já o disse ao longo do tópico, não trabalho em farmácia, nem sou proprietário. Se queres saber trabalhei um ano em farmácia de oficina e pura e simplesmente detestei, porque profissionalmente não me satisfaz.
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Mensagempor Mamil0s » Terça Mar 07, 2006 9:42

Post duplo, por culpa minha... apenas apareceu. Lamento.
Editado pela última vez por Mamil0s em Terça Mar 07, 2006 10:03, num total de 2 vezes.
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Mensagempor Mamil0s » Terça Mar 07, 2006 9:59

Diltiazem Escreveu:Explica-me aonde é que está escrito que eu tenho que comprar a A ou a B? As farmácias são privadas e se o proprietário enquanto indivudual não quer adquirir ao armazenista que vende aos supermercados está no seu direito.


Tu não queres perceber, ou não percebes mesmo aquilo que eu estou dizer...
Uma coisa é optar pelo fornecedor A, porque vende produtos mais baratos, que o fornecedor B, outra coisa é boicotar o fornecedor B, poque ele vai vender às grandes superfícies.

Quando o boicote é usado como retaliação para manter um monopólio (neste caso contra as medidas do governo, e contra a concorrência), é ilegal.

O reformado vai continuar a ir à farmácia aonde vai à 30 anos... E mais uma vez tal como aconteceu com os combustiveis o preço dos MNSRM subiu após a liberalização quer vás à farmácia quer vás ao supermercado! O mesmo produto que referi está €0,60 mais caro no Continente do que custava à 6 meses nas farmácias, graças à preciosa liberalização!


Alguns produtos podem estar mais caros aqui ou ali... no entanto, a grande maioria dos medicamentos são mais baratos que nas farmácias... e à medida que o tempo passa, à medida que mais e mais lojas vendam medicamentos, o preço vai descer. Isto só tem um ano...

Outra coisa é que não existe comparação possível entre medicamentos e petróleo. São coisas completamente diferentes. Uma vez mais eu digo-te... olha para os outros países que já liberalizaram o mercado de medicamentos hà muito, e compara os preços deles, com os nossos.

Pois é o problema de muita gente... Falar do que não percebe.


Idem, uma vez que também não percebes da OPA da Sonae.

Mais uma vez volto a dizer Ordem? O Aranda da Silva é que é o bastonário e não o João Cordeiro, presidente da ANF. Aliás o Aranda tomou a posição que se lhe impunha como a de alguém que está preocupado com a saúde pública. E sim 50% das intoxicações em Inglaterra são provocadas pelo Ácido Acetilsalicílico, a vulgar aspirina. Resultado, internamento hospitalar com uma bela de uma hemorragia digestiva alta a gastar um balurdio em Omeprazol injectável para que vossa excelência possa comprar o comprimido para a dor de cabeça na bomba de gasolina ou no quiosque. E depois o Sr. Sócrates quer que a despesa dos hospitais com medicamentos não aumente mais de 4%... Right!


Desculpa, mas se estás a dizer que a liberalização dos medicamentos vai ser mais perigosa para as pessoas não tens razão nenhuma...
Eu consigo comprar na farmácia medicamentos que precisam de receita médica, sem a receita!
É verdade! Os farmacêuticos que me atendem, dizem-me para trazer a receita mais tarde.

Esse argumento não tem valor.

Mas acho que o que há mesmo a reter é, toda a gente quer meter a colher. E o português como perito em todos os assuntos acha sempre que o estão a tramar e sem estar por dentro do assunto cria uma opinião.


Então o ideal para ti é pessoas a comprarem medicamentos como zombies... sem questionar o porquê dos preços altos... como não somos todos farmacêuticos, devemos tar caladinhos, comprar e calar...

E então os reformados, os desempregados e os pobres que não compram
os medicamentos todos, por custarem balúrdios? Esses não têm direito a uma opinião?
Toda a gente compra medicamentos, toda a gente precisa de tratamento... toda a gente paga por eles... toda a gente tem direito a formular opinião sobre o assunto. O regime salazarista acabou.

É o país que temos e que merecemos... enfim.


É o país que temos... mas há que melhorar... não continuar a dar isto a órgãos corporativos, beneficiando poucos à custa da grande maioria. O monopólio é uma forma de ditadura. Monopólio e democracia são incompatíveis.

Azarael Escreveu:E não podemos negar que as fármacias são um alvo mais fácil que as grandes companhias farmaceuticas.


Desculpa mas discordo. O lobby das farmácias é dos mais poderosos em Portugal (senão o mais poderoso). E a prova disso é este tumulto todo em torno desta liberalização... ameaças a fornecedores, a quase constante publicidade às farmácias e como as farmácias são boas e que todos os farmacêuticos são simpáticos...
Para mim as companhias farmacêuticas e o lobby das farmácias são dois grupos de pressão.

Pelo o que tenho lido não foi só a venda de medicamentos em hipermercados que fez com que os preços baixassem.


Não foi só isso não... mas essa razão foi a principal para que isso acontecesse. Quanto mais concorrência houver, mais baratos serão os produtos. Claro que num mercado (como o da Suécia), onde 40% dos medicamentos são genéricos, o preços destes ainda desce mais.

Posturas Escreveu:Mas se querem tantos genéricos, e já que há por ai mt gente que pensa que o médico esta a ganhar dinheiro por receitar isso ou akilo, podem smp pedir o generico, dizendo que não se importam de tomar algo que saba mal, e que demore mais tempo a fazer efeito.


Não sei onde foste buscar essa, mas não tens razão... só se fôres à Índia comprar genéricos é que isso pode acontecer. Desde que a dosagem esteja certa, não existe diferença nenhuma entre medicamentos de marca e genéricos. O princípio activo é o mesmo. Agora se os comprares no mercado negro, isso acontece, porque o medicamento é cortado como na droga, para que os falsificadores tenham mais lucro.

gimbras Escreveu:Eu acabo por não entender o pq do título do tópico incluir o nome Sonae. É só no Continente ou no Modelo que se irão vender tmb os medicamentos ou em mais hipermercados?


As grandes superfícies todas não só as da Sonae. A Sonae foi a primeira. Mais de certeza que se seguirão... só têm é de ter coragem para enfrentar o lobby das farmácias. Outra coisa é de que os medicamentos também passem a ser vendidos nos postos de abastecimentos de combustível... isso se as farmácias deixarem e se o governo se acobarda ou não.
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Mensagempor XEDAS » Terça Mar 07, 2006 13:39

Em relação a tudo o que se disse no tópico, há coisas que concordo e outras não. De tudo o que disse no meu post atrás, não foi dirigido a ninguém em particular, nem tentei colocar toda a gente no mesmo saco.

Na minha simples opinião, o nosso grande problema e limitação, é a falta de tolerância a mudanças. Ou seja, tudo o que mude um pouco o nosso modo de vida, é logo visto como mau. Nunca se tenta ver o aspecto positivo.

Vou falar no caso dos professores, já que no caso das farmácias reconheço algum desconhecimento do que realmente acontece e não quero cair em erro. É fácil generalizar...

Em relação aos professores, tb o meu conhecimento não é muito vasto, mas é bastante maior. Por exemplo no meu caso a minha mãe é professora e actualmente presidente do conselho directivo da escola. Tá quase na reforma o que faz com que receba já uma quantidade considerável de dinheiro. Não se pode queixar muito.

Agora é assim: a minha mãe sp foi professora. Alguns anos atrás, tirou a licenciatura em psicologia, o que sp foi um objectivo. Subiu mais um escalão na progressão da carreira e valorizou-se. O que eu quero dizer com isto, é que desde que eu conheço a minha mãe, sp a vi como uma pessoa que se preocupa com as outras pessoas, que lhes tenta mostrar o que deve ser feito, no fim, preocupa-se com ensinar. O que actualmente (não generalizando outra vez) não acontece. Como é que está o estado da educação em portugal!? Vamos culpar só os sucessivos governos e a "burrice" dos alunos? Em todo o meu trajecto académico, o que não faltou foi professores a descarregar matéria e a cagar-se prós alunos. Actualmente, a percentagem é bastante maior.

Os professores têm horários completos de 22 horas semanais. Têm de preparar as aulas em casa (ou escola), têm as avaliações, reuniões... uma quantidade de coisas que lhes permite efectivamente fazer as 35 horas que por lei são obrigados. Agora, têm aulas de substituição para quando um professor falta, têm de organizar actividades de substituição. Mas é claro que são contra! Atão a minha profissão é professor de português e vou substituir uma aula de fisica!? Atão e o tempo para as minhas aulas? e para as preparar? à e tal mas se mas pagarem como extra já as faço!

Bem, não me vou alargar muito mais. No que disse pode haver algum exagero e até algum desconhecimento, mas o que eu quero realmente dizer, é que as pessoas têm de encarnar as profissões que têm e respeitar sp as outras pessoas. Pq se os professores respeitassem os pais que lhes entregam grande parte do trabalho de educação dos filhos, portugal não teria tantos problemas de educação.

Se não queriam tanta responsabilidade, pelo menos humana, podiam ter ido pró meu curso. Eu tenho muitas responsabilidades, mas se falhar vou prá rua, onde directamente não prejudico ninguém nem a sua formação pessoal.

bem, já chega...

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Mensagempor Azarael » Terça Mar 07, 2006 15:33

As grandes superfícies todas não só as da Sonae. A Sonae foi a primeira. Mais de certeza que se seguirão... só têm é de ter coragem para enfrentar o lobby das farmácias. Outra coisa é de que os medicamentos também passem a ser vendidos nos postos de abastecimentos de combustível... isso se as farmácias deixarem e se o governo se acobarda ou não.


Sinceramente não consigo imaginar os grandes hipermercados a terem "mêdo" de um lobby de farmaceuticos. É que o que é eles vão fazer ? Negar a venda de medicamentos quando os chefes precisarem :roll: ?
É que até quero saber o que é que podem fazer.


Desculpa, mas se estás a dizer que a liberalização dos medicamentos vai ser mais perigosa para as pessoas não tens razão nenhuma...
Eu consigo comprar na farmácia medicamentos que precisam de receita médica, sem a receita!
É verdade! Os farmacêuticos que me atendem, dizem-me para trazer a receita mais tarde.


Se o medicamento tivesse contra-indicações que se aplicassem no teu caso a farmácia venderia-te o na mesma?
E não percebo a tua lógica, quer dizer que por algumas vezes o menos aconselhavel passar as excepções devem passar a ser a regra?


A minha opinião quanto a isto é um grave cepticismo porque acredito que as companhias farmaceuticas têm um maior peso no preço do que as farmácias. E não me consigo imaginar estar a comprar medicamentos sem um farmaceutico por perto. Chamam-se drogas por alguma razão...
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Mensagempor Red_Beret » Terça Mar 07, 2006 15:44

Azarael Escreveu:
Se o medicamento tivesse contra-indicações que se aplicassem no teu caso a farmácia venderia-te o na mesma?


Vendia. Se fores a uma farmacia comprar um pacote e aspirinas, ou um antigripal, ou umas pastilhas pa dor de garganta, na maioria das situaçoes eles não te pedem explicações, simplesmente vendem-te. Ora, se posso ir a um hiper, e comprar esses mesmos medicamentos, mais baratos, e nas mesmas condições, porque raio é que irei a farmacia? É logico que isto não se aplica a todos os medicamentos, mas a maioria dos medicamentos que estao a venda nos hiper, são medicamentos deste genero. Para alem disso, o hiper é obrigado a ter la um tecnico de saude qualificado para vender e recomendar os medicamentos, que ira (ou devera) desempenhar exactamente a mesma função que o farmaceutico na farmacia.

Sinceramente, este assunto, só peca por vir tarde, ja devia ter sido aplicado ha anos, mas como de costume, Portugal é o ultimo.
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Mensagempor Mamil0s » Terça Mar 07, 2006 16:08

Azarael Escreveu:Sinceramente não consigo imaginar os grandes hipermercados a terem "mêdo" de um lobby de farmaceuticos. É que o que é eles vão fazer ? Negar a venda de medicamentos quando os chefes precisarem Rolling Eyes ?
É que até quero saber o que é que podem fazer.


Não te faças de ingénuo... tu sabes aquilo que se pode fazer quando se puxam os cordelinhos certos.

Se o medicamento tivesse contra-indicações que se aplicassem no teu caso a farmácia venderia-te o na mesma?


Há uns dois anos tive uma infecção urinária. O doutor receitou-me entre dois outros medicamentos, ciprofloxacina... sabes o que é ciprofloxacina, não sabes?
Eu tinha-me esquecido da receita em casa no dia em que era para comprar os medicamentos. Mesmo assim, passei numa farmácia, e comprei ciprofloxacina sem receita. "Pode trazer a receita mais tarde".
Aí está um dos exemplos que se passaram comigo... e eu ainda poderia dizer-te quantas vezes a minha mãe comprou antibióticos sem receita nas farmácias, durante os anos em que eu era pequeno.

E não percebo a tua lógica, quer dizer que por algumas vezes o menos aconselhavel passar as excepções devem passar a ser a regra?


Não... o que eu acho estranho é que certas pessoas queixam-se de que os anti-gripais vão intoxicar (e até matar) pessoas que os compram nos hipermercados... no entanto se calhar nunca olharam para a venda de antibióticos de largo espectro no esquema "pode trazer a receita mais tarde".

A minha opinião quanto a isto é um grave cepticismo porque acredito que as companhias farmaceuticas têm um maior peso no preço do que as farmácias.


Então será que me podias explicar porque é que no resto dos estados-membro da UE, (onde o mercado de medicamentos é liberal), os preços são mais baixos, e porque as zonas com menos densidade populacional (menos rentável) nesses estados, têm melhor acesso aos medicamentos?

E não me consigo imaginar estar a comprar medicamentos sem um farmaceutico por perto. Chamam-se drogas por alguma razão...


Drogas que servem para tratamento... não para apanhar pedradas. É por isso que devem ser mais acessíveis (não só no preço, mas também em disponibilidade) às pessoas. E sinceramente não acredito que toda a gente se vai matar com anti-gripais, por passarem a comprá-los nos hipers. Isso é um argumento sem qualquer fundamento. São estatísticas inventadas pelo lobby de que estamos a falar. Olham para os outros países e vejam lá se isso é verdade... só tretas de quem quer continuar agarrado à teta.
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Mensagempor Azarael » Terça Mar 07, 2006 16:35

Drogas que servem para tratamento... não para apanhar pedradas. É por isso que devem ser mais acessíveis (não só no preço, mas também em disponibilidade) às pessoas. E sinceramente não acredito que toda a gente se vai matar com anti-gripais, por passarem a comprá-los nos hipers. Isso é um argumento sem qualquer fundamento. São estatísticas inventadas pelo lobby de que estamos a falar. Olham para os outros países e vejam lá se isso é verdade... só tretas de quem quer continuar agarrado à teta.


USA ! USA ! :lol:
Um dos países com maior consumo de medicamentos sem necessidade do mundo. Já tens um exemplo. As coisas não são assim tão lineares.



Não te faças de ingénuo... tu sabes aquilo que se pode fazer quando se puxam os cordelinhos certos.


Está tudo. Mas diz-me quêm é que terá mais peso hipermercados que normalmente fazem parte de um grupo qualquer ou um lobby de farmaceuticos?


Há uns dois anos tive uma infecção urinária. O doutor receitou-me entre dois outros medicamentos, ciprofloxacina... sabes o que é ciprofloxacina, não sabes?
Eu tinha-me esquecido da receita em casa no dia em que era para comprar os medicamentos. Mesmo assim, passei numa farmácia, e comprei ciprofloxacina sem receita. "Pode trazer a receita mais tarde".
Aí está um dos exemplos que se passaram comigo... e eu ainda poderia dizer-te quantas vezes a minha mãe comprou antibióticos sem receita nas farmácias, durante os anos em que eu era pequeno.


O que não quer dizer que seja correcto fazê-lo. Isso pede é controlo mais apertado.


Então será que me podias explicar porque é que no resto dos estados-membro da UE, (onde o mercado de medicamentos é liberal), os preços são mais baixos, e porque as zonas com menos densidade populacional (menos rentável) nesses estados, têm melhor acesso aos medicamentos?


Não sei bem, mas dúvido que seja apenas por se venderem em mais sitios.
Talvez não sigam o nosso sistema de tabulação de medicamentos de receita, a média do preço praticado em 3 países. Talvez as entidades reguladoras apertem mais o cerco às farmaceuticas.
Resumindo, dúvido que seja apenas por se venderem em mais lados.


Aparte, não sou contra venderem em mais sitios medicamentos logo que tenham lá o técnico. Agora não me acredito que seja a panaceia que dizem que será.
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Mensagempor Diltiazem » Terça Mar 07, 2006 17:10

A discussão já está a sair completamento fora do que argumentei inicialmente.

1º - Nunca me ouviram dizer que o meu problema era contra os medicamentos nos supermercados. Até porque os pontos de venda actuais têm pessoal mínimamente qualificado.

2º - Não concordo com a ida do Sr. Sócrates a um ponto de venda específico. E sim a Sonae foi a primeira, mas na abertura do Loures Shopping à meses, desde aí já houve muitos pontos de venda de medicamentos a abrir, a maioria fora do grupo Sonae, pergunto-me o porquê de o Sr. Sócrates escolher um ponto de venda em específico para decidir aparecer.

3º - O facto de na farmácia serem vendidos medicamentos sujeitos a receita médica sem a respectiva receita, é de facto errado. Portanto tem é que se mudar o que está errado, e não utilizar isso como justificação. Deve-se aumentar a fiscalização nessa área e mais difícil ainda mudar mentalidades, tanto de quem vende como de quem compra. Porque às vezes quem compra, quer porque quer e se não lho for dispensado responde com um rotundo "Não percebo porque é que não me vende. Não confia em mim?" , ou algo de bem pior.

4º - Relativamente ao uso incorrecto de medicamentos, ele existe mesmo não foi um papão inventado pelos farmacêuticos. O que mais me preocupa ao ler este tópico é o ânimo leve com que se encaram os medicamentos. A maioria das pessoas que responderam a este tópico não fazem ideia de que os medicamentos têm de facto o potencial para prejudicar a saúde de quem os utiliza. Mesmo quando são utilizados correctamente isso pode acontecer, agora ponderem bem no que uma utilização incorrecta pode provocar.

5º - Quando escasseiam os argumentos o mais fácil é atacar directamente as pessoas, e foi o que aconteceu neste tópico, em que constantemente tentaram dar a ideia de que eu estava era a queixar-me porque estava a sair prejudicado da situação. E apesar de por várias vezes ter tentado explicar que apesar de ser farmacêutico não estou envolvido com as farmácias todas essas explicações cairam em saco roto. E querem saber, o Sócrates pode não valer nada como primeiro-ministro, mas é um excelente patrão ;) Paga-me mais para fazer menos horas que numa farmácia. Aliás uma outra pergunta... Porque é que não se olha para o sector público da saúde que está uma rebaldaria.

6º - O provincianismo da medida populista é de facto impressionante. Dois dias depois das notícias que deram origem a este tópico é anunciado o aumento em 22% nas taxas moderadoras dos Serviço Nacional de Saúde. Parece-me que faz mais mossa no bolso dos portugueses este aumento que a tal redução de preço dos MNSRM, até porque este mercado representa apenas 10% do mercado total das farmácias.

7º - Penso que com esta explicação terei deixado bem claro o meu ponto de vista. E apenas espero que não volte a ser distorcido. Porque o objectivo deste tópico, e como o disse no início, era apenas um desabafo de uma preocupação na possível transferência de um lobby. Esse desabafo está feito, até já entrei em discussões completamente fúteis sobre assuntos que não estão de maneira nenhuma relacionados com a ida do Eng. Sócrates ao tal ponto de venda. E também não espero que as pessoas fora do Sistema de Saúde, ou sem as bases necessárias na área entendam os problemas técnicos do sector.

Cumps.
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