Review: Microsoft Security Essentials

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Review: Microsoft Security Essentials

Mensagempor Vinícius Alexandre » Quinta Ago 06, 2009 18:14

A partir do momento em que a Microsoft lançou seu Windows Live On Care (que ao contrário do que a maioria pensa não foi o primeiro Anti Vírus da empresa, sendo que na década de 90 ela lançou uma ferramenta para remover os poucos vírus que existiam na época) ela estava de certa forma mexendo com o tradicionalismo do mercado de Anti Vírus, visto que as empresas dominantes nesta área, Symantec e McAfee, tiveram que enfrentar uma suíte de aplicativos que além de detectar e remover vírus e spywares também incluía ferramentas para a manutenção do SO e que era vendida por cerca da metade do preço da maioria das soluções de segurança que existiam. A resposta veio em seguida: a Symantec criou o Norton 360 e o a McAfee o Total Protection, ambas soluções completas de segurança e manutenção que são vendidas por preços baixos se levarmos em conta o custo benefício.
A empreitada acabou não sendo bem sucedida, já que os testes especializados a princípio apontaram que o motor de detecção da recém adquirida GeCad (empresa de origem romena) não era dos melhores. Diante desta realidade, a Microsoft mergulhou seu software em um beta perpétuo com o objetivo elevar o patamar de qualidade do On Care, tendo sido bem sucedida ao passo de que o nível de detecção subiu consideravelmente nos gráficos destas empresas.
O Security Essentials representa portanto, uma nova reinvenção no conceito de Anti Vírus que já havia sido previsto a alguns anos por especialistas: os AVs gratuitos é que serão capazes de gerar impactos no mercado. Essa é a maneira que as empresas de segurança passarão a enxergar os usuários e a buscar junto a enorme gama deles que este tipo de AV consegue atingir, a popularização de suas marcas. O lançamento tardio da versão gratuita (porém, quase sem nenhuma limitação) do Rising Anti Vírus e o disponibilidade da nova tecnologia das “nuvens” do Panda Could só vêm a comprovar isto.
Apesar do estranhamento e preconceito inicial em se ter um AV desenvolvido pela Microsoft, é necessário considerar que esta é uma empresa de softwares, ou seja, ela é capaz de desenvolver qualquer tipo de programa de computador, desde editores de fotografia até games e, porque não, Anti Vírus.

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Buscando familiarizar o usuário com este tipo de software, a empresa tomou os devidos cuidados na criação da interface do AV (que investe no minimalismo sem exagerar) , como por exemplo, não permitir que o usuário altere a sensibilidade do escaneamento heurístico, que se jogado a níveis muito altos, pode acarretar falsos positivos com os quais ele provavelmente não saberá lidar. Aliás, a baixíssima taxa de falsos positivos é um dos pricipais trunfos do software que o colocam em um nível acima do Anti Vir, visto que as taxas de detecção do Security Essentials não destoam dramaticamente do famoso Anti Vírus alemão, que por acaso, esta longe de possui o melhor motor de detecção do mercado, já que taxa de detecção não é o que torna um AV bom, e sim a sua capacidade de adaptar-se ao usuário e as novas ameaças a segurança. Neste cenário vale dizer que o Security Essentials deixa a desejar, já que suas atualizações levam muitas horas até serem disponibilizadas, ao passo de que AVs como o Kaspersky não precisam de mais do que 3 horas para criar e disponibilizar novas vacinas. Porém, talvez seja necessário considerar que por esta ser uma solução de segurança visando os usuários comuns e que provavelmente será muito utilizada (pelo menos em um primeiro momento) a equipe da Microsoft esteja preocupada em testar minuciosamente suas atualizações para que as mesmas não venham a gerar falsos positivos para seus usuários. Este é o principal motivo pelo qual a Symantec a McAfee demoram para disponibilizar suas atualizações: como são AVs muito utilizados por usuários e por empresas, elas tomam um cuidado maior que as outras empresas para não disponibilizar atualizações defeituosas que possam prejudicar o sistema, como a atualização do AVG lançada em 2008 que deletava um importante arquivo do SO fazendo-o entrar em um série infinita de reinicializações.

Trazendo consigo a possibilidade de emitir alertas de novas ameaças mediante sua detecção pelo Security Essentials para a comunidade SpyNet, característica também presente no famigerado Windows Defender, o Anti Vírus dá um importante passo em direção a comunicação com seu usuário final, que no fim das contas acaba contribuindo para melhorar sua própria segurança, e considerando que este é um AV gratuito, não é nenhum sacrifício que ele aceite participar desta comunidade.
No mais, todas as ferramentas essenciais de um AV estão lá: lista branca, proteção em tempo real, escaneamento programado e atualizações automáticas. Vale ainda destacar a leveza do AV, algo pouco comum nos softwares do gênero.

Por fim, gostaria de comentar o selo Advanced+ recebido pelo futuramente descontinuado On Care no teste Retrospective/Proactive Test da AV Comparatives. No passado, o On Care só conseguia obter fraquíssimas classificações para este teste ( por vezes nem recebia classificação alguma), e desde o anúncio oficial de que ele seria descontinuado, a equipe da Microsoft só se dedicou a oferecer as atualizações de definições de malwares, sendo que a engine do On Care em si permaneceu imutável. Ou seja, não existe nada que possa ter feito o poder pró ativo deste AV melhorar desde o último teste Retrospective/Proactive Test no qual ele fracassou, justiçando assim, a máxima classificação por ele recebida.Tudo leve a crer portanto, que a Microsoft deve ter comprado este resultado, justamente as vésperas do lançamento da versão reformulada do On Care.
E ao dizer isto eu não estou dando um tiro no escuro, já que o possível forjamento dos testes da AV Comparatives é a causa da Panda Security não ter seus produtos participando dos testes da empresa. Isto porque a AV Comparatives é uma instituição sem fins lucrativos, realizando seus testes de forma gratuita. No entanto, ela aceita doações, sendo que por muitas vezes estas doações são realizadas pelas empresas de segurança que participam dos testes. A Panda questiona justamente se os AVs de empresas que não realizam doações são testados com a mesma boa vontade que os das que realizam as tais doações. Isto serviria para explicar, por exemplo, porque muitas vezes os resultados dos testes da AV Comparatives ficam tão diferentes dos da AV Test.org.
E para aqueles que apontarem a mudança de metodologia da AV Comparatives como a responsável pela drástica mudança, vale dizer que ela ficou ainda mais rigorosa este ano, sendo que AVs como o AVG que antes recebiam a classificação Advanced+ (a mais alta) no teste On-demand passaram a receber a Stardart ( a mais baixa). Portanto, AVs que fracassavam antes nos testes, por lógica, deveriam se sair ainda pior atualmente.

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Vinícius Alexandre
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