Não vejo diferença entre comprar via Internet e num qualquer supermercado. Se é permitido num local, também o pode ser noutro.
A teoria que os farmacêuticos estão lá para ajudar e evitar a sobre medicamentacão é interessante, mas conforme demonstrou um estudo da proteste, 84% das vezes o farmacêutico vendeu medicamentos de venda livre sem questões e portanto,não houve diferenciação entre a farmácia e o supermercado
Alguma vez o farmacêutico o aconselhou a não comprar um
determinado medicamento de venda livre (que pode ser vendido sem receita médica)? Sim, responderam 16% dos inquiridos.
Razões: o medicamento não era o mais adequado, pelo que seria aconselhável consultar o médico (quase 50% dos casos) ou comprar um outro medicamento mais indicado (42%).
Fonte: Proteste
Continuando nas ajudas, de acordo com o mesmo artigo na parte relativa à venda de medicamentos sujeitos a receita médica:
De qualquer forma, ainda houve uma percentagem importante de utentes (22%) que conseguiu comprar este tipo de medicamentos em farmácias onde ninguém os conhecia e 10% dos inquiridos afirmaram tê-lo conseguido sem que o farmacêutico lhe fizesse qualquer observação
Os medicamentos sujeitos a receita médica mais vendidos aos nossos inquiridos (sem que estes apresentassem a respectiva prescrição) foram o Ben-u-ron (analgésico e antipirético), o Nimed (anti-inflamatório), o Clamoxyl (antibiótico), o Lexotan e o Lorenin (ansiolíticos).
Embora, perante a lei, a venda de qualquer um destes medicamentos sem receita médica seja condenável, do ponto de vista da saúde (é o que realmente interessa proteger) há diferenças a assinalar. Na verdade, o facto de as farmácias dispensarem o Ben-u-ron sem prescrição não é muito grave, até porque existem outros medicamentos de venda livre (mais caros) com a mesma composição. Em relação aos antibióticos e aos ansiolíticos (medicamentos que combatem a ansiedade), a situação é bem mais grave. O uso incorrecto de antibióticos, tal já referimos várias vezes, pode originar o aparecimento de bactérias resistentes ao próprio medicamento, o que evidentemente não é nada desejável (ver também a página 2 desta edição). Quanto aos ansiolíticos, entre outros efeitos secundários, podem criar dependência, pelo que só deverão ser usados quando absolutamente necessários.
Fonte: Proteste
Se quiseres o artigo completo, manda MP
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