Megaoperação da ASAE encerra vários bares e discotecas do Porto
Meia centena de bares e discotecas do Porto foram alvo de uma operação de grande envergadura por parte da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), durante a noite de ontem e a madrugada de hoje. À hora de fecho desta edição, sete estabelecimentos já tinham recebido ordem de encerramento, por falta de licenças, deficientes condições de segurança ou de higiene. Concluída a acção dos inspectores da ASAE, entraram em campo, pela uma da madrugada, os homens da PSP, estes com uma atenção particular ao problema dos seguranças.
Foram cerca de 70 os inspectores da ASAE envolvidos numa gigantesca "rusga" sobre a noite do Porto. Um plano que os levou, em duas fases, a todas as zonas da cidade e a quase meia centena de casas nocturnas. Na primeira, "atacaram" em simultâneo 24 bares e discotecas, situados em áreas como a Zona Industrial, Boavista, Cedofeita, Santo Ildefonso, envolvente à Faculdade de Ciências e Sé. E os resultados não se fizeram esperar. Na zona industrial, por exemplo, a discoteca "Sublime" foi imediatamente encerradA, uma vez que não tinha as licenças regulamentares.
"Falta licença a quase todas as casas nocturnas do Porto", começou por dizer Cristiano Marques, proprietário daquele espaço aberto ao público há um ano. "É um processo que demora muito tempo, há imensa burocracia que dificulta o licenciamento e há uma falta de resposta da Câmara", acrescentou, visivelmente nervoso. Cristiano Marques sublinha que "não é interesse das casas trabalhar sem licença" e, quanto a questões de segurança, garante que só trabalha com "seguranças credenciados".
Triplex fechado
Na mesma zona, o "Act" - próximo do "Chic", onde, há duas semanas, foi assassinado Aurélio Palha, patrão da noite portuense -, que tinha as necessárias licenças, estava a ser sujeito a uma acção inspectiva.
Noutra zona da cidade, na Avenida da Boavista, o conhecido bar "Triplex" foi imediatamente encerrado, mais uma vez por não ter as devidas licenças. Segundo a sócia--gerente, "a licença foi pedida há muitos anos, mas, até hoje, a resposta da autarquia não chegou". Revoltada e "aterrorizada com os homens armados" que faziam a segurança da acção de fiscalização da ASAE, a responsável diz que não considera que trabalha sem licença: "A partir do momento em que dou entrada com todos os procedimentos necessários na Câmara, que esta casa tem os impostos em dia, que não tem trabalhadores ilegais, que não trafica, que, em suma, é uma casa decente, é dever da autarquia responder de forma célere ao pedido de licenciamento".
Pela mesma razão - falta de licença - seriam mais tarde encerradas as portas do "Maus Hábitos", na Rua de Passos Manuel, e o "Brasília Club", no centro comercial com o mesmo nome, à Rotunda da Boavista, enquanto os responsáveis do "Sangria Louca" eram autuados por usurpação de DVD.
Na Rua de Gonçalo Cristóvão, em Santo Ildefonso, a dancetaria "Arrasta o Pé" via a sua cozinha encerrada por falta de higiene, pelo que o espaço se mantinha aberto ao público, mas sem os serviços de restauração.
Alguns minutos depois da uma da madrugada a ASAE dava por encerrada a sua parte na "rusga" sobre a noite portuense. Um total de nove bares e discotecas estavam com a portas fechadas, enquanto outros quatro se puderam manter em funcionamento, mas à condição. Argumentaram que tinham todas as licenças em dia e os polícias deram-lhes 24 horas para provarem que têm razão. Caso contrário fecham também as portas.Sobre a operação da PSP, que se seguiu, não havia, à hora de fecho desta edição, nenhuma informação.
(FONTE JN)
E a cruzada continua...





