caveiramix Escreveu:1- Porque razão os processadores intel sempre(desde que me lembro) foram e são os melhores em termos de capacidade de overclock em relação aos da AMD, o que falta aos AMD?
Até aos P6 e à chegada dos Athlon, a vantagem da AMD prendia-se com a qualidade / preço, não com overclock, ainda que a maioria dos CPU's da AMD até então tivessem o multiplicador desbloqueado. Com os Athlon (K7) já se pode enumerar casos de maior overclock que a contraparte Intel (P6). A partir dos Netburst e até agora (Core), em termos de MHz puros a Intel detêm vantagem, ainda que pelo meio dessa fase muitos Athlon 64 consigam overclocks de 1GHz +. Ainda que grande parte dos processadores Intel da mesma altura também o consigam, aqui não vejo clara vantagem para a Intel.
Porque razão é que isto acontece? Está relacionado com a arquitectura e o processo de fabrico. Os Netburst foram feitos para clocks elevados, por exemplo. Mas isso não significaria melhor performance, como grande parte do consumidor final viria a aprender (a custo)...
caveiramix Escreveu:2- Porque é que até a intel sair com a arquitectura "core", os AMD tinham uma melhor performance por mhz, o que é que os fazia mais rápidos?
Isto só acontece a partir dos K7 (principalmente os Athlon B, Thunderbird) da AMD e até aos Core. O dWzOoR já te respondeu em parte: O número de instruções processadas por ciclo de relógio era maior nos AMD, devido em grande parte aos pipelines.
Pipelining tem a ver com o facto de as instruções terem de passar por diversos stages para obter resultados. Os pipelines dos K7 tinham menos stages, o que quer dizer que para o mesmo clock, era mais fácil manter os diversos stages ocupados, ainda que cada um dos stages tenha de realizar mais trabalho, desde que os stages estejam ocupados acaba por se realizar mais trabalho. Quanto mais stages se adicionar ao pipeline, mais complicado se torna mantê-los ocupados, obrigando ao aumento do clock para tirar todo o partido da eficácia do processador.
De qualquer maneira, nem só disto depende a performance por clock, já que existem outras unidades num CPU que podem atenuar a penalidade de ter um pipeline mais longo / mais stages. Lê
aqui e quase de certeza que ficas melhor esclarecido do que com a minha explicação.
caveiramix Escreveu:3- Os processadores com arquitectura "core" não são basicamente um Pentium 3(arquitectura P6) aperfeiçoados(mais cache, maior frequecia, etc...)?
Diz-se frequentemente que os Core são basicamente um processador da família P6 porque se assemelha com um Pentium M (este baseado em grande parte nos P6). Mas eu acho que é mais do que isso: A Intel combinou o melhor dos dois mundos (Netburst e P-M), ainda que muito desse "melhor" tenha vindo do P-M

caveiramix Escreveu:4- Os pentium 2, com arquitectura P6, tal como os pentium 3, eram processadores RISC com descodificador CISC, pensando eu que os "core" são derivados de P6, terão os "core" um núcleo RISC com descodificador CISC tal como os pentium 2?
Pessoalmente, acho que já não se pode (não se deve) olhar para um processador pelos parâmetros RISC e CISC, especialmente pelo crescente poder de realizar instruções em paralelo. Mas se tivesse de utilizar esses parâmetros, diria que hoje em dia temos núcleos que trabalham instruções CISC sob "tutela" de instruções RISC. Mas isto é uma opinião pessoal
Espero ter ajudado.
Cumps.