CryptorX Escreveu:Sim, no fim são tudo instruções binárias, dai eu ter referido o CUDA com eixo entre o PhysX e o GPU. Pelo que percebi o CUDA compila a informação gerada pelo PhysX para assembly. E quanto ao facto de eu me ter referido a C como linguagem de baixo nível, foi confusão minha uma vez que C trabalha com comandos de assemby. E o que te disse, não sei como mas tenho conceito.
Posto assim e usando esses termos, já gosto mais. PhysX é de facto um motor físico e foi implementado recorrendo ao Cuda, que no fundo são as bibliotecas de funções que permitem usar o GPU para processar cálculos. E sim, felizmente o C dá para trabalhar com assembly (embora, sendo correcto, dizer que aceita comandos assembly não seja verdade) tal como dá para fazer muitas outras coisas. Não é por acaso que contínua a ser usada, 30 anos depois e continua a ser actual (a última revisão é de 1999 - C99 - e está desde 2007 a ser desenvolvido no novo standard - novo de código C1X) e portanto dizeres que "qualquer dia voltamos ao pascal" tira do sério qualquer pessoa que goste da linguagem.
CryptorX Escreveu:Sim são poucos os jogos que tiram partido dessa capacidade, e nesses vamos ter alguma perda de FPS pela quantidade adicional de informação a processar, mas seguindo esse raciocinio ninguem usava efeitos especias nos jogos para que não houvesse perdas de desempenho. E para os jogos que não usem o PhysX então não percebo qual é o problema, se não há efeitos fisicos ou se os que existem não tiram partido do PhysX então não vai haver cores reservados para esses efeitos, logo não havera perda de performance.
O dilema é relacionar o beneficio gráfico com a performance. Dou-te um exemplo, o crysis.. É poderosissimo, tem um motor físico capaz de resultados fantasticos como podes consultar no youtube, por exemplo os vários videos dos barris a cair. Pesquisa por "crysis barrels" no youtube e vês do que falo.. Até parece que é o PhysX, mas não é, é mesmo CPU a dar o litro. E todos concordamos que é um jogo visualmente excelente, mas também rapidamente concluímos que nem toda a gente tem sistema para correr o crysis decentemente. O problema da indústria dos videojogos sempre foi esse, adequar a qualidade gráfica à capacidade de processamento média, e isso dá trabalho. Se for bem implementado, obviamente que o PhysX tem vantagens, mas também pode ser mal implementado. Os primeiros teaser traillers do mirror's edge, por exemplo, tinham frame drops terríveis. É preferível ver vidrinhos a partir a 10 fps ou jogar constantemente a 40 fps? Bem, depende das pessoas. Por outro lado, tens jogos como o HL2, que são graficamente muito bons para os recursos que exigem. Outro exemplo, são as consolas. O hardware é o mesmo, mas os jogos no fim do seu ciclo de vida são muito melhores do que os do seu inicio.. Optimizar as coisas leva tempo e neste caso específico é preciso que as massas adiram a esta tecnologia. Só que uma consola compramos para 5-6 anos, uma gráfica não.
Bottom line sobre o PhysX ou não PhysX, tanto aceito uma opinião de que vale a pena, como de que não vale a pena. Eu acho que até vale, mas se alguém me diz que não vale por motivos válidos, também aceito.. Isto de facto vai muito de cada um. Também deve haver malta que diz que o DX10.1 compensa.
CryptorX Escreveu:Quanto á tua proposta de debatermos isto no msn parece-me bem mas para isso é preciso paciência tanto de mim como de ti, ainda para mais porque pare que me estás a rotular de um modo que não me agrada minimamente, e a substimar-me.
Em primeiro, não tinha nem tenho intenção de te rotular do que quer que seja ou sequer substimar. Em segundo, paciência tenho muita, senão não estava aqui a escrever, posso não ter é eventualmente tempo.
Fico contente que sigas engenharia informática, é uma area em que se aprende muito e onde há muita areas especificas a que te podes dedicar, quase todas elas interessantes.
Eu sei que te vais rir do que escreveste, e quando olhares para o que eu escrevi se calhar também vais perceber porque é que disse que não sabias do que estavas a falar. Como disse, também já fiz o mesmo que tu, e eventualmente ainda faço em alguns temas. Saber pregar preços não faz de nós carpinteiros, por vezes temos a sensação que o pouco que sabemos é muito, e na realidade não é.
Eu sei que te sentes tentado a informar sobre determinados temas, mas por vezes uma pesquisa rápida no google não chega.

