Para que não haja dúvidas na escolha , entre ATA e SATA , aqui vos deixo alguma informação sobre ambos.
"PARALLEL ATA" (normalmente conhecido só por ATA)
(1988)ATA-1: O padrão ATA original era o ATA-1. ,foi desenvolvido alguns anos depois do padrão SCSI ser definido.
Foi introduzido o conector de 40 pinos e o cabo tipo ribbon ("ribbon cable")
,asim como as opções de configuração e seleção de
master/slave/cable select.
Também definiu especificações para o "signal timing for Programmed I/O" (PIO)
,o modo de acesso direto à memória (
Direct Memory Access - DMA)
, os parâmetros de disco
Cylinder Head Sector (CHS) e Logical Block Address (LBA).
Outra grande inovação introduzida no ATA-1 foi o comando de identificar o disco (
Identify Drive command),
onde o programa de configuração (setup) da BIOS poderia usar para auto-detectar as especificações do disco.
Nos discos antigos era necessário que a configuração fosse colocada na BIOS manualmente
, seja através de identificação do "tipo de disco", seja através da entrada de informação do número de cilindros, cabeças, etc.
(1996)ATA-2: Introduziu a capacidade de usar outros dispositivos de armazenamento na interface ATA,e
não apenas discos rígidos.
Este padrão também permitiu PIO e modos de transferência DMA mais rápidos, suporte para discos PC-Card (
PCMCIA),
e suporte para
gerenciadores de energia que permitiam que o disco rígido diminuísse a sua velocidade
depois de um certo período sem uso para economia de energia (especialmente para os alimentados por bateria como um portátil).
Finalmente, o padrão definiu também a tradução CHS/LBA para discos de até
8.4 GB.
O padrão ATA-2 também foi conhecido por outros nomes como Fast-ATA, Fast ATA-2, e EIDE
, contudo, nem todos os fabricantes concordam que o ATA-2 é realmente EIDE.
(1997)ATA-3: Uma pequena atualização do padrão ATA-2.
O ATA-3 adicionou suporte para a tecnologia
SMART, adicionou o modo de segurança por proteção de senha,
e
eliminou o protocolo de transferência de 8-bit DMA. Discos do padrão ATA-3 são referenciados como EIDE.
(1998)ATA-4: Veio introduzir o
Ultra DMA (UDMA), com taxas de transferência de até
33 Mbps.
Este padrão também é conhecido como UDMA/33 ou Ultra ATA/33.
O UDMA/33 opera duas vezes mais rápido que o mais rápido PIO ou modo DMA.
Para poder usufruir desta vantagem, a placa-mãe ou controladora devem possuir o suporte para UDMA/33 ou maior.
O UDMA/33 usa
CRC (cyclical redundancy checks) para garantir que o dado que está a ser escrito está correto.
O padrão ATA-4 também introduziu o suporte para o opcional de cabo ribbon cable de 80-fios/40-pinos
que ajuda a reduzir o ruído e resistência (crosstalk) e integra o padrão AT Attachment Packet Interface (ATAPI)
, que vinha sendo um padrão com definições em separado.
Esta integração permitiu que discos, CD-ROM, fitas, e outros dispositivos removíveis
trabalhassem sob um mesmo padrão de interface, comum a todos.
(1999)ATA-5: Disponibilizou o
UDMA/66, provendo taxas de transferência de até
66 Mbps.
O único "senão" é que para tal, é necessário um cabo de 80-condutores, para que possa ser utilizada esta taxa de transferência maior.
Caso seja utilizado um cabo comum padrão IDE, o disco irá operar em modo UDMA/33.
O disco automaticamente detecta o tipo de cabo utilizado.
A placa-mãe ou placa de I/O deve ser capaz de suportar o padrão UDMA/66 para que possa ser utilizado.
Vale lembrar que a placa/controladora, possui apenas os 40 pinos normais.
Os 40 condutores extras são para "isolamento", colocados entre cada condutor, para proteção, prevenindo interferências.
Em teoria, o cabo normal de 40 pinos poderia funcionar se ele possuísse qualidade e imunidade a ruído suficiente
, mas não é rentável a fabricação de um cabo nestas condições.Note que o cabo de 80 condutores é muito mais delicado
que um cabo padrão de 40 condutores porque os condutores são mais finos para comportar os 40 adicionais.
(2000)ATA-6: Este é o novo padrão disponibilizado em 2000, fornecendo UDMA/100 com taxas de transferência de até 100 Mbps. Assim como o padrão ATA-5, ele exige um cabo de 80 condutores, caso contrário o disco irá trabalhar no padrão de UDMA/33. Lembrando também que a placa-mãe ou placa controladora deve suportar este padrão. Caso não tenha este suporte, o disco irá trabalhar em UDMA/33 ou UDMA/66, conforme o maior padrão suportado pela controladora.
"SERIAL ATA"
O Serial ATA, usa dois "pares" de cabos de alta frequência e a funcionar a baixa voltagem(0.25v)
Com isso, o problema de interferência simplesmente não existe
(desde que o cabo seja blindado por fora - todos os cabos Serial ATA são obviamente blindados).
Outra vantagem é que o cabo é fino e não atrapalha em nada na ventilação interna da caixa.
Devido aos tempos de processadores de alta freqüência de operaçãos
que geram muito calor, essa é uma preocupação importante.
A primeira versão do Serial ATA terá uma taxa de transferência de 150 MB/s.
Especula-se que a segunda versão terá o dobro dessa taxa de transferência, ou seja,
300 MB/s.
Ao contrário do que ocorre na porta IDE tradicional, na porta Serial ATA
só podemos instalar UM dispositivo Serial ATA.
É possível instalar dispositivos IDE convencionais em portas Serial ATA através de placas adaptadoras.
Existem também placas adaptadoras para converter portas IDE comuns em portas Serial ATA,
para que se consiga instalar discos Serial ATA em placas-mãe que não tenham esse tipo de porta.
EMPRESAS QUE ADOPTARAM O SERIAL-ATA
EMPRESAS QUE ADOPTARAM O SERIAL-ATA v2
Parallel vs Serial ATA
Para quem percebe de inglês ou quer ver mais fotos veja este link:
http://www.tech-report.com/reviews/2003 ... dex.x?pg=1
Quanto a "misturar" discos de "velocidades" diferentes no MESMO cabo...DESACONCELHO !!!!
Como acontece tambêm nas memórias (RAM) , NÃO DEVEMOS USAR TECNOLOGIAS DIFERENTES !!!!!!
Exemplo:
IDE1 ---- DISCO ATA100 ----- DISCO ATA133
(Independentemente da ordem (master/slave) ou da posição dos discos no cabo)
Se no mesmo cabo usarem dispositivos de técnologias diferentes ,o mais rápido funcionará à velocidade do mais lento.
Boas transferências
PS: ATA History (clica aqui)