jim-lamego Escreveu:Bad_Cop Escreveu:entao se diferenciarmos as propinas um aluno pobre nao pode ser medico porque os pais no maximo pagam o curso de engenharia. e lá vai o aluno ter de estudar contrariado...
Para isso é que existem as bolsas!
Ou seja um aluno de medicina carenciado tb receberia mais bolsa que um aluno de outro curso. Tb n tem logica um aluno de medicina receber o mesmo de bolsa que um aluno de outro curso.
Entendes o meu raciocinio

entendo mas nao concordo até porque nao me estava a referir a alunos carenciados. estava-me a referir a alunos que têm possibilidades mas que perante a difrença sejam "obrigados" a optar pela mais barata.
como disse atras concordo com propinas quando estas têm como objectivo moderar o acesso e de maneira nenhuma como suporte à educaçao do aluno. até porque, mesmo no caso em que o nukke falou de cursos que sejam só salas e professores os 900€ nao chegam nem de perto nem de longe para suportar os custos do aluno. lembro-me de ter falado disto com um colega meu que estuda biologia em que ele me diss que estiveram a fazer um orçamento de uma aula e que numa simples aula apenas em materiais se gastam 600€. fora os equipamentos que já lá estao e que se pagam ao longo do tempo, fora limpezas, fora segurança, etc..
o ensino é extremamente caro e a isso ainda se soma o financiamento para a investigaçao porque é a investigaçao a base do desenvolvimento das universidades e é com boas condiçoes de investigaçao que se atraem professores com grandes conhecimentos (nao significa que sejam bons professores, mas que há professores em portugal com CV de outro mundo há).
felizmente, pelo menos na UA, o financiamento ou o patrocinio se assim quisermos do sector privado já é uma realidade e hoje sao mtas as empresas que já contribuem, pelo menos a nivel de investigaçao, para o desenvolvimento das universidades.
quanto aos alunos que fazem 3 cadeiras em 2 anos.. eu fiz 5 no primeiro ano e nenhuma no segundo. posso ter tido um qq motivo para isso, no entanto se me perguntarem se acho que devia ser expulso, a minha resposta é clara: NÃO. há trabalhadores estudantes que fazem menos cadeiras no mesmo periodo de tempo com a agravante que têm bolsa e o custo deles enquanto aluno é maior que o meu. e se vierem com a desculpa que eles nao vao às aulas, well, eu tb nao fui. nestas coisas nao podemos ter dois pesos e duas medidas. se do ponto de vista moral os trabalhadores estudantes têm "vantagem" nesta situaçao, do ponto de vista pratico estamos a falar da mesma situaçao de alunos com aproveitamente reduzido e até nulo que ocupam o lugar de outro e que pagam propinas. é obvio que casos extremos em que alunos tao 3 e 4 anos sem fazer cadeiras devem ser punidos mas temos que olhar individualmente e nao devemos nunca defenir regras globais nem aplicar essas regras aos alunos do ensino nos primeiros anos de curso. e digo especimente nos primeiros anos por duas grandes razoes:
1) o "gap" entre o secundario e o superior na dificuldade das cadeiras e no tempo e metodos necessarios de estudo é enorme.
2) no sistema pre-bolonha o grosso das cadeiras de matematica e fisica bem como a politica de "1º ano comum" que mtas universidades seguem tornam o primeiro ano e meio/segundo ano de curso completamente atipico se comparados ao restante periodo do curso (eu só "descobri" que gostava do meu curso no segundo semetre do segundo ano apesar de ter entrado na primeira fase e do grosso das cadeiras que fiz serem de fisica e matematica).
portanto nao apoio, talvez tambem por experiencia propria, a expulsao de jogadores que fazem pcas ou nenhumas cadeiras em 1 ou 2 anos, especialmente se estivermos a falar dos primeiros anos do curso.