O que pensam do primeiro ministro José Socrates .

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JOSÉ SOCRATES É

O melhor ministro de todos os tempos
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31%
O Santana faria melhor
8
9%
O Luis Felipe Menezes vai ganhar em 2009
11
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Dentro da porcaria toda que já tivemos n tem melhor
29
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O paulo portas vai ganhar em 2009
2
2%
Que saia este e venha um pior que fique este
11
13%
 
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Mensagempor pagc » Segunda Jan 21, 2008 14:21

forunista Escreveu:
Produtividade passa obrigatóriamente pela organização. Ser produtivo não passa só pelo "chicote", passa pela gestão das tarefas e em Portugal a formação é escassa e o nivel de conhecimento dos empregadores é baixo.
Lembrando-me de um caso, foram vários trabalhadores para a Alemanha realizar um trabalho em 1 semana. Houve um alemão que perguntou que trabalho iam fazer, um português disse que ia fazer tal e tal em 1 semana. E o alemão, ironizando, respondeu: a semana portuguesa deve ter mais tempo que a semana alemã! Conclusão, o trabalho foi feito com montes de horas extra, ficou ao mesmo preço do que se fosse com mais tempo e foi feito à pressa comprometendo a qualidade do mesmo.

Cumps pagc, bom trabalho.


Porra, mas é isso mesmo que estamos a falar com uma pequena diferença. A organização doo trabalho passa pelo patrão e pelos empregados. Quando falei nos programas de trabalhos (não sei se sabes o que é) é a mapa onde tens as diversas actividades sequenciais e onde és obrigado a pensar no trabalho antes de fazer.

Aqui na empresa estamos a chegar ao ponto de ter despedir directores de obra, porque simplesmente não os querem fazer, uns porque não sabem outros porque se estão nas tintas, não veem utilidade. E depois fazem a gestão do preservativo, só quando precisam é que se lembram de encomendar materiais e fazer horas extras para acabar.

Isto tem custos e muitos e o tempo em que as margens davam para isto tudo acabou. Ou programamos ou falimos.

Cumps

Eu sei que disse que não continuava mas estou a almoçar em frente ao monitor.
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Mensagempor Azarael » Segunda Jan 21, 2008 16:17

Mamil0s Escreveu:OK, é a tua opinião...


Não é a minha opinião, é o que é.

Mamil0s Escreveu:
Cá também há coligações, PSD com o CDS/PP nada de mais aconteceu.
E voltamos ao mesmo o que é "centro" ? Vejamos que o CDS do CDS/PP quer dizer centro democrata social. E dependendo do que queres dizer com liberal, o partido pode o ser.


Em Portugal, os nomes dos partidos estão muito ligados à sua origem...
O CDS/PP já há algum tempo que não é de centro... O seu fundador que o diga...
Para mim, o liberalismo significa ser-se liberal não só na economia, mas também no aspecto social.
Podemos discutir se o CDS/PP é liberal no campo económico, no entanto, não considero o corporativismo como liberalismo económico.
Na minha perspectiva, o liberalismo económico é um Estado ser ordoliberal...
Não um Estado que entrega tudo a uma corporação privada omnipotente, ligada ao mesmo através da política...


Bem liberalismo engloba muita coisa, muitas vezes contraditórias.
Por isso, é melhor se seguir pela sua base, ou seja, a única coisa que costuma unir as várias correntes do liberalismo é o apoio da liberdade de expressão, liberdade de pensamento, o estado de direito e o apoio de um sistema de governo "transparente".
Depois não tenho seguido o discurso do CDS/PP, mas não me lembro de nenhuma defesa do corporativismo.

Mamil0s Escreveu:AJJ tem sido reeleito devido ao que disse acima... A população madeirense é, na sua maioria, rural, e estão bastante sujeitos à influência de um igreja política, e que apoia o regime...(...)
Isto vai contra o espírito europeu de economia, o liberalismo económico de um Estado ordoliberal, baseado na livre e justa concorrência.


Já foste à Madeira? Conheces alguém de lá?
Como é óbvio, as obras públicas mandam muito por lá, e o AJJ é um populista. No entanto, a Madeira é um óptimo sítio para se viver, que é a bem ou a mal, a razão do AJJ ser sempre reeleito e ser o quase senhor feudal de lá. Foi muito obra dele, além de saber jogar muito bem neste país centralizado.
E sim, existe uma população rural, e depois? Qual é o problema?
Não gosto muito de estar a o "defender", mas não é mesmo pela Igreja que ele se deixa estar.

Mamil0s Escreveu:Sim... o tempo é tudo... no entanto, já existem resultados... As estatísticas económicas dizem isso mesmo. As contas do Estado já estão em ordem.


Aí, as mui sagradas estatísticas... Diz-me a que estatísticas te referes?
As contas do estado estão longe de estar em ordem. Por exemplo, o crescimento da despesa ainda não foi menor ou igual que a inflação. A despesa continua a aumentar sem grande controlo, mas pronto é verdade que reformas demoram algum tempo a ter impacto, no entanto foi mesmo já feito o suficiente? Ou meros remendos?
É que a ideia com que fico é que a estratégia do governo é esperar que a economia cresça o suficiente para suportar o crescimento do estado... Dúvido que seja o único a reparar nos problemas disto.

PS: Com as declarações do TC e o que estão a fazer com a EP, fico com dúvidas acerca dos números no primeiro lugar...


Mamil0s Escreveu:Ataque aos outros partidos? Só disse a verdade... Estão a fazer uma oposição desesperada, agarrando tudo e mais alguma coisa, para lançar ao Sócrates...
Por exemplo, olha aquela pouca vergonha em Anadia, que deu nas TVs todas... Uma histeria colectiva, porque uma criança morreu devido às urgências terem sido fechadas...
O que muita gente não sabe, é que os próprios pais da criança, disseram que ela foi atendida prontamente e bastante bem... Aliás, até disseram que ela já vinha morta de casa... Além disso, as urgências não estavam fechadas... estavam em pleno funcionamento.
O presidente de câmara de Anadia, é do PSD, e usou a morte de uma criança e a dor dos pais, de forma política...
Já nem respeito pela vida humana estas pessoas têm...
Está a passar das marcas.


Estava-me a referir aos "actores". Mas quanto ao bébé, acho que a oposição não merece aqui o mérito. Essa honra acho que cabe ao Ministro da Saúde :lol: . Ele conduziu o processo muito mal, este tipo de reformas (sem entrar se é boa ou má) têm que ser feita com a população. É que com razão ou sem razão, foi a população que atribuiu a morte do bébé ao fecho das urgências.
Não foi a oposição que criou essa ideia no seio de nós.


Mamil0s Escreveu:
Qual é o problema de ter feito coligação? Uma das grandes vantagens do sistema parlamentar é essa possiblidade. Não é um jogo de soma zero.
O que é que se viu? Sinceramente tirando dali o Santana Lopes como PM, não vi o que fizeram assim tão pior que este.


Discordo... Mas é que discordo mesmo...
É preciso ter cuidado com as coligações...
E o que aconteceu é uma prova disso mesmo...
Durão Barroso e Santana Lopes foram um desastre para o país... Ambos não tinham mão em nada, e deixaram os tubarões do CDS/PP dar dentadas em tudo e mais alguma coisa...
O PSD passou a ter um papel secundário, quando devia ser um contrário...
Quando Durão Barroso lá chegou, o desemprego deu um salto, de 4,1% para 7%...
A dívida pública também disparou...
Ah, e o "esquecimento" de 1,5 mil milhões de euros de despesa do Orçamento de Estado, só para fazer crer que o défice estava nuns 2,9%...
Valia tudo e mais alguma coisa...
Para mim, não há comparação possível entre os dois governos da coligação, e este governo...


Huh? O que é que fizeram em concreto?
O PSD continuou a ter o papel principal. Não será mais uma questão da tua percepção?
Na minha opinião a comparação é fácil: O governo de Durão Barroso foi em muita coisa uma oportunidade perdida, este estou a ver que será a mesma coisa... ou pior, é que este têm (ou teve) condições excelentes para fazer reformas de fundo.
E a dívida pública continua a subir, aliás mesmo durante o governo de Guterres, em que havia uma grande expansão economica, a dívida pública subiu...
Depois, quanto à "comissão constâncio". Pá, se não estou em erro, eles deixaram de fora as receitas extroardinárias entre outras coisas. Não digo que procederam mal ou bem... Mas, é bem provavel que com os mesmos critérios uma segunda "comissão constâncio" colocaria o actual défice em outros números também... Não é mesmo por aí.

forunista Escreveu:O problema não está no estado ser dono dos meios de produção, mas na maneira como gere os sectores! O problema não está em uma empresa ser publica ou privada, são pessoas que a gerem. O estado deve ter controlo nos meios de produção, senão criam-se monopólios. Sabes que, como comunista, sou a favor de empresas publicas nos sectores estratégios nacionais de produção, desde electricidade, água, telecomunicações, industria...


Corrige-me se estiver errado, mas isso não cria na mesma monopólios só que do estado? Não foi até o que aconteceu por cá?
E sim, o estado deve fazer todos os seus possíveis para combater cartéis e monopólios, nada contra.


forunista Escreveu:Então, mas no inicio dizias que era por ser um novo secretário geral e referi que o Carvalhas não obteve grande simpatia.
Deviamos ter vergonha de querer descer as taxas de juro ? Refereste a quê em concreto, impostos ?
Achas mesmo que é por dizerem que querem descer as "taxas de juro" que conseguem mais apoio ? Não será mesmo pelas pessoas começarem a identificar-se com as ideias do partido e estarem desacreditadas com nesta politica ? (...)


Huh ? Eu estava a falar do Jerónimo de Sousa, o PCP reentrou de cara lavada com ele.
Quando digo taxas de juro, digo taxas de juro. Digo os juros dos bancos.
Dúvido muito que andem a identificar-se com as ideias do partido...
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Mensagempor Azarael » Segunda Jan 21, 2008 16:39

pagc Escreveu:Foi o Manuel Pinho na China


Sim, foi ele. Apartir daí fiquei à espera de o ver a tentar vender gelo aos esquimós. :lol:
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Mensagempor pagc » Segunda Jan 21, 2008 16:43

Azarael Escreveu:
pagc Escreveu:Foi o Manuel Pinho na China


Sim, foi ele. Apartir daí fiquei à espera de o ver a tentar vender gelo aos esquimós. :lol:


e produzido no deserto da margem sul :lol:
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Mensagempor forunista » Segunda Jan 21, 2008 17:01

Azarael Escreveu:Corrige-me se estiver errado, mas isso não cria na mesma monopólios só que do estado? Não foi até o que aconteceu por cá?
E sim, o estado deve fazer todos os seus possíveis para combater cartéis e monopólios, nada contra.


Exactamente, e que crie, é mesmo para o estado ter o controlo desses sectores.

Azarael Escreveu:Quando digo taxas de juro, digo taxas de juro. Digo os juros dos bancos.
Dúvido muito que andem a identificar-se com as ideias do partido...


Não sei até que ponto estamos ligados ao banco central europeu que define as taxas. Mas que têm lucros enormes, têm e destacam-se dos demais bancos europeus. O fosso entre ricos e pobres passa mesmo por aí, sectores como a banca com lucros gigantescos e a população cada vez mais pobre, nada que já não tenha dito...
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Mensagempor Azarael » Segunda Jan 21, 2008 17:08

forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Corrige-me se estiver errado, mas isso não cria na mesma monopólios só que do estado? Não foi até o que aconteceu por cá?
E sim, o estado deve fazer todos os seus possíveis para combater cartéis e monopólios, nada contra.


Exactamente, e que crie, é mesmo para o estado ter o controlo desses sectores.


E em que aspecto é que isso é bom? Um monopólio economico é mau. Se é do estado ou não, não muda nada.

EDIT: Admito que possa haver excepções, mas são isso excepções não a regra.


forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Quando digo taxas de juro, digo taxas de juro. Digo os juros dos bancos.
Dúvido muito que andem a identificar-se com as ideias do partido...


Não sei até que ponto estamos ligados ao banco central europeu que define as taxas. Mas que têm lucros enormes, têm e destacam-se dos demais bancos europeus. O fosso entre ricos e pobres passa mesmo por aí, sectores como a banca com lucros gigantescos e a população cada vez mais pobre, nada que já não tenha dito...


Eu digo-te, não estamos de modo nenhum ligado, de facto não há muito, se é que há alguma coisa, que se possa fazer. Era aí que queria chegar.
E o BCE não é bem, bem um "banco".
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Mensagempor forunista » Segunda Jan 21, 2008 18:01

Azarael Escreveu:
forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Corrige-me se estiver errado, mas isso não cria na mesma monopólios só que do estado? Não foi até o que aconteceu por cá?
E sim, o estado deve fazer todos os seus possíveis para combater cartéis e monopólios, nada contra.


Exactamente, e que crie, é mesmo para o estado ter o controlo desses sectores.


E em que aspecto é que isso é bom? Um monopólio economico é mau. Se é do estado ou não, não muda nada.

EDIT: Admito que possa haver excepções, mas são isso excepções não a regra.


É bom no sentido em que o país não dependerá de empresas privadas e/ou multinacionais. As empresas não estão sujeitas a deslocalizações, quando algum sector dá prejuizo os impostos estão lá para isso, quando dá lucro pode ser aplicado nessa área ou outra. No fundo, é dinheiro de todos.
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Mensagempor Azarael » Segunda Jan 21, 2008 19:07

forunista Escreveu:É bom no sentido em que o país não dependerá de empresas privadas e/ou multinacionais. As empresas não estão sujeitas a deslocalizações, quando algum sector dá prejuizo os impostos estão lá para isso, quando dá lucro pode ser aplicado nessa área ou outra. No fundo, é dinheiro de todos.


Porque é que haverei de sustentar o prejuízo de uma empresa? Esse tipo de coisas dá azo a má gerência.
E depois tira grandes incentivos para melhorar a operação da empresa.
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Mensagempor forunista » Segunda Jan 21, 2008 23:22

Azarael Escreveu:Porque é que haverei de sustentar o prejuízo de uma empresa? Esse tipo de coisas dá azo a má gerência.
E depois tira grandes incentivos para melhorar a operação da empresa.


E se der lucro, não queres os dividendos ?
Numa empresa privada nunca verás mais nada que não o teu salário...
E porque haveremos de sustentar os milhões que são gastos pelas ajudas do estado a empresas privadas e muitas vezes são deslocadas para outro país ?
Todos nós já pagamos impostos, são é mal aplicados. Quando a empresa publica da lucro, que vá para os cofres do estado, seja aplicado, etc., para quando der prejuízo já conseguirmos aguentar o "barco", afinal trata-se sempre de gestão.
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Mensagempor Azarael » Terça Jan 22, 2008 0:29

forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Porque é que haverei de sustentar o prejuízo de uma empresa? Esse tipo de coisas dá azo a má gerência.
E depois tira grandes incentivos para melhorar a operação da empresa.


E se der lucro, não queres os dividendos ?
Numa empresa privada nunca verás mais nada que não o teu salário...
E porque haveremos de sustentar os milhões que são gastos pelas ajudas do estado a empresas privadas e muitas vezes são deslocadas para outro país ?
Todos nós já pagamos impostos, são é mal aplicados. Quando a empresa publica da lucro, que vá para os cofres do estado, seja aplicado, etc., para quando der prejuízo já conseguirmos aguentar o "barco", afinal trata-se sempre de gestão.


O problema é dar lucro. :lol:
E daí num monopólio talvez não seja assim tão dificil não dar, não há escolha não é ? Claro que a qualidade também sofre já para não falar da gerência...
E a parte do estado ficar com controlo total... Só me faz lembrar coisas como na China, em que o tabaco era vendido como panaceia, porque como o estado tinha o monopólio do tabaco (e até certo ponto ainda têm) era uma fonte gigantesca de receitas.
Basta olhares para o nosso país e a sua história economica, as nacionalização e as criações de monopólios do estado não nos ajudaram. O nosso país é prova viva de como isso não funcionou. É que foi mesmo testado e fracassou.
Criar monopólios é coisa a ser evitada, eliminam incentivos para o aumento de eficiência e o aumento da inovação. E depois empresas estatais têm o problema de conciliar interesses políticos com economicos. Por um lado têm que agradar aos grupos de interesses por outro têm que se preocupar em manter a empresa fora do vermelho.
E depois o problema que descreves é outro, é "dar" assim dinheiro a privadas.
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Mensagempor Mamil0s » Terça Jan 22, 2008 9:51

Azarael Escreveu:Não é a minha opinião, é o que é.


Eh lá... Temos aqui um ser perfeito...
Deixa-me pôr o uniforme de gala...

Bem liberalismo engloba muita coisa, muitas vezes contraditórias.


Só o liberalismo? Toda a ideologia é assim...
As coisas contraditórias a que te referes, são aquelas coisas tipo "liberalismo dentro do conservatismo", que vêm lá da "Cuba da direita"?
É que isso não é liberalismo nenhum... É um eufemismo para fascismo.

Por isso, é melhor se seguir pela sua base, ou seja, a única coisa que costuma unir as várias correntes do liberalismo é o apoio da liberdade de expressão, liberdade de pensamento, o estado de direito e o apoio de um sistema de governo "transparente".


Concordo.

Depois não tenho seguido o discurso do CDS/PP, mas não me lembro de nenhuma defesa do corporativismo.


Eles não dizem a palavra, porque ela é muito negativa, num país com um passado fascista, integrado no contexto liberal que é a UE...
Eles passam logo à acção, assim que podem... Foi o que fizeram entre 2002 e 2005.

Já foste à Madeira? Conheces alguém de lá?


Que relevância tem isso para a discussão?
Se eu te dissesse que sim, que até vivo na Madeira, porque haverias acreditar em mim?
Eu poderia dizer que sim, para não ficar mal...

Como é óbvio, as obras públicas mandam muito por lá, e o AJJ é um populista. No entanto, a Madeira é um óptimo sítio para se viver, que é a bem ou a mal, a razão do AJJ ser sempre reeleito e ser o quase senhor feudal de lá. Foi muito obra dele, além de saber jogar muito bem neste país centralizado.


Ah... a "obra" dele... :lol:

E sim, existe uma população rural, e depois? Qual é o problema?


O défice de educação e as tradições, deixam as pessoas sujeitas a forças externas. Não formam opinião própria.
Adoram o AJJ porque "ele dá-nos alguma coisa para podermos sobreviver"...
A mentalidade que se tinha no tempo de Salazar.

Não gosto muito de estar a o "defender", mas não é mesmo pela Igreja que ele se deixa estar.


A igreja é parte fundamental do regime que se vive na Madeira...
Não só participam na campanha política a favor desse regime, como também fazem parte e tiram partido do Estado...
Como já disse, a doutrina social da igreja é um dos métodos omnipresentes na Madeira.
Por exemplo, faz-se um Centro de Apoio aos Idosos com dinheiro dos impostos, e entrega-se à igreja para o gerir...
É uma afronta ao Estado laico, e ao respeito pelo dinheiro dos contribuintes.
No entanto, há que reconhecer que neste aspecto, as coisas têm vindo a melhorar... Há um novo bispo no Funchal, que já deu a entender que não é como o anterior e que não quer ter nada a ver com a política...
AJJ ainda tentou fazer um "acordo", mas não teve sucesso.

Aí, as mui sagradas estatísticas... Diz-me a que estatísticas te referes?


Eurostat, Fórum Económico Mundial...

As contas do estado estão longe de estar em ordem. Por exemplo, o crescimento da despesa ainda não foi menor ou igual que a inflação. A despesa continua a aumentar sem grande controlo, mas pronto é verdade que reformas demoram algum tempo a ter impacto, no entanto foi mesmo já feito o suficiente? Ou meros remendos?


O país cresce a 1,8% ao ano... O PIB per capita aumentou, pouco mas aumentou... O défice orçamental está abaixo dos três por cento...
Acho que isto é o reflexo de muito mais que meros remendos.

É que a ideia com que fico é que a estratégia do governo é esperar que a economia cresça o suficiente para suportar o crescimento do estado... Dúvido que seja o único a reparar nos problemas disto.


Pois... outras pessoas dizem que nunca houve tanta parceria público-privado e privatização como agora...
Por exemplo, este novo aeroporto internacional, será feito em parceria com os privados... 60% do capital investido é privado...
Outro exemplo é a reforma na saúde (o qual está a ter alguma polémica, e com razão, embora eu ache que é mais uma tempestade num copo de água "Made in Portugal"), que vai no sentido de uma cooperação entre o público e o privado... Hospitais e clínicas privadas estão a nascer, e integrarão o SNS...
Não vejo como o Estado esteja a crescer, até muito pelo contrário...
Mas enfim, cada um tem a sua opinião (ah, já me esquecia, não é a tua opinião, mas é o que é... Perdoa-me que ainda não vesti o uniforme de gala...)

PS: Com as declarações do TC e o que estão a fazer com a EP, fico com dúvidas acerca dos números no primeiro lugar...


E não desconfiaste quando o governo CDS-PP/PSD anunciou um défice de 2,9% em 2004?

Estava-me a referir aos "actores".


O que é que querias saber?

Mas quanto ao bébé, acho que a oposição não merece aqui o mérito. Essa honra acho que cabe ao Ministro da Saúde :lol: . Ele conduziu o processo muito mal, este tipo de reformas (sem entrar se é boa ou má) têm que ser feita com a população. É que com razão ou sem razão, foi a população que atribuiu a morte do bébé ao fecho das urgências.
Não foi a oposição que criou essa ideia no seio de nós.


Discordo... Quem apareceu à frente na histeria perante as televisões?
Pois... E a SIC adora esse tipo de coisas... Desde que seja contra o governo, a SIC está sempre lá...
SIC = PSDtv


Huh? O que é que fizeram em concreto?


Já disse alguma coisa acima... Se continuasse, entupia o fórum todo...

O PSD continuou a ter o papel principal. Não será mais uma questão da tua percepção?


Mas é claro que é... Eu sou um ser imperfeito, e as opiniões de seres imperfeitos vêm carregadas de subjectividade...
Só a tua opinião é que não é assim... "É o que é..."

Na minha opinião a comparação é fácil: O governo de Durão Barroso foi em muita coisa uma oportunidade perdida, este estou a ver que será a mesma coisa... ou pior, é que este têm (ou teve) condições excelentes para fazer reformas de fundo.


Não é a mesma coisa, porque ao contrário dos outros governos da "AD", este já tem resultados a apresentar...
Os outros governos da "AD" levaram o país ao fundo, entravam em disputas, em intrigas palacianas e deixaram de governar...
O governo e o Estado estavam em caos... Impostos que não se cobravam, serviços que não funcionavam, contratos feitos à pistola para despachar antes de saírem do poleiro...
Hoje em dia é completamente diferente.

E a dívida pública continua a subir, aliás mesmo durante o governo de Guterres, em que havia uma grande expansão economica, a dívida pública subiu...


Mas a dívida pública sobe sempre de ano para ano... O que realmente interessa é a dívida em relação ao PIB...
Em 2007, o PIB aumentou muito mais que dívida, pela primeira vez em muitos anos, como resultado do aumento das exportações.
Sim, Portugal está a exportar mais do que importa, uma coisa que também já não acontecia há muito tempo.

Depois, quanto à "comissão constâncio". Pá, se não estou em erro, eles deixaram de fora as receitas extroardinárias entre outras coisas. Não digo que procederam mal ou bem... Mas, é bem provavel que com os mesmos critérios uma segunda "comissão constâncio" colocaria o actual défice em outros números também... Não é mesmo por aí.


Há sempre razão para desconfiar de dados, especialmente quando estes vêm de um governo...
Mas olhando para as instituições internacionais, pelo menos para mim, é facto adquirido que Portugal, de facto, tem um défice orçamental abaixo dos três por cento.
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Mensagempor forunista » Terça Jan 22, 2008 10:00

Azarael Escreveu:Basta olhares para o nosso país e a sua história economica, as nacionalização e as criações de monopólios do estado não nos ajudaram. O nosso país é prova viva de como isso não funcionou. É que foi mesmo testado e fracassou.
Criar monopólios é coisa a ser evitada, eliminam incentivos para o aumento de eficiência e o aumento da inovação. E depois empresas estatais têm o problema de conciliar interesses políticos com economicos. Por um lado têm que agradar aos grupos de interesses por outro têm que se preocupar em manter a empresa fora do vermelho.
E depois o problema que descreves é outro, é "dar" assim dinheiro a privadas.


As nacionalizações no nosso país foram a principal alavanca para o desenvolvimento económico. Antes do 25 de Abril eram meia duzia de familias que detinham a maioria da riqueza do país. Não foram só as condições sociais que melhoraram após o 25 de Abril, a economia deixou de estar(na maioria) nas mãos privadas.
Se não funcionou, as privatizações foram mais benéficas ? Da EDP, PT, por aí fora, o que aconteceu ? Preços dispararam, empregos extintos e a qualidade aumentou ? Muitas instalações da EDP estão quase ao abandono, reduzem tanto o pessoal que não há quem faça manutenção das linhas.
Claro que as empresas publicas conciliam interesses políticos com economicos, mas uma empresa privada também não é isso mesmo ? Se for para lá outro chefe não pode mudar a politica da empres a ?
Há aqui um factor a reter, privado significa caça ao lucro, publico significa de todos, ponto final. O publico pode funcionar tão bem ou melhor que o privado, desde que haja eficácia, boa gestão. No privado se não houver boa gestão também não resulta.
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Mensagempor Azarael » Terça Jan 22, 2008 20:57

Mamil0s Escreveu:
Azarael Escreveu:Não é a minha opinião, é o que é.


Eh lá... Temos aqui um ser perfeito...
Deixa-me pôr o uniforme de gala...


Vamos lá ver, não estamos a discutir o sexo dos anjos, nem a nossa cor favorita, ou estamos?
Em que é que te baseias para chegar à conclusão anterior? Proclamas que é a tua opinião, mas baseias-a em alguma coisa, certo?

Mamil0s Escreveu:(...)É que isso não é liberalismo nenhum... É um eufemismo para fascismo.


Huh ? Não percebi.

Mamil0s Escreveu:Eles não dizem a palavra, porque ela é muito negativa, num país com um passado fascista, integrado no contexto liberal que é a UE...
Eles passam logo à acção, assim que podem... Foi o que fizeram entre 2002 e 2005.


Mesmo coisa que em cima, como é que chegas a essa conclusão? O que é que exactamente fizeram e/ou disseram que faz com que aches que é um partido fascista?

PS: Portugal têm um histórico de uma ditadura. No entanto (e vou ser queimado por dizer isto) não era um regime fascista. Faltava ali vários elementos. Nem que seja a falta de um chefão que gostasse de andar de uniforme.


Mamil0s Escreveu:Que relevância tem isso para a discussão?
Se eu te dissesse que sim, que até vivo na Madeira, porque haverias acreditar em mim?
Eu poderia dizer que sim, para não ficar mal...


Têm relevância, para saber em que é que te baseias para dizer o que dizes.
E o AJJ deixou "obra". É só visitar a Madeira para se chegar aí.


Mamil0s Escreveu:O défice de educação e as tradições, deixam as pessoas sujeitas a forças externas. Não formam opinião própria.
Adoram o AJJ porque "ele dá-nos alguma coisa para podermos sobreviver"...
A mentalidade que se tinha no tempo de Salazar.


Para poderem sobreviver?! Vive-se muito bem na Madeira, não vão mentir e dizer que toda a gente vive muito bem, mas é um dos sitios aonde se vive melhor.
E sim, as gentes do campo são mesmo burras, pobrezinhas não sabem pensar por si... Dúvido que serão mais ou menos influenciavéis que muita gente da "cidade".

Mamil0s Escreveu:A igreja é parte fundamental do regime que se vive na Madeira...
Não só participam na campanha política a favor desse regime, como também fazem parte e tiram partido do Estado...
Como já disse, a doutrina social da igreja é um dos métodos omnipresentes na Madeira.
Por exemplo, faz-se um Centro de Apoio aos Idosos com dinheiro dos impostos, e entrega-se à igreja para o gerir...
É uma afronta ao Estado laico, e ao respeito pelo dinheiro dos contribuintes.
No entanto, há que reconhecer que neste aspecto, as coisas têm vindo a melhorar... Há um novo bispo no Funchal, que já deu a entender que não é como o anterior e que não quer ter nada a ver com a política...
AJJ ainda tentou fazer um "acordo", mas não teve sucesso.


Pá, é o próprio AJJ que assegura os votos. Aliás na última eleição até teve a ajuda indirecta do PS.
E depois não vejo a afronta ao Estado laico nesse exemplo de entregar a gestão de um centro de apoio à Igreja. Se estiverem a fazer uma boa gestão e seguirem as regras, qual é a diferença entre entregar a gestão a uma companhia qualquer?

Mamil0s Escreveu:
Aí, as mui sagradas estatísticas... Diz-me a que estatísticas te referes?


Eurostat, Fórum Económico Mundial...


Podes ser mais específico? Que indicadores em concreto?

Mamil0s Escreveu:
As contas do estado estão longe de estar em ordem. Por exemplo, o crescimento da despesa ainda não foi menor ou igual que a inflação. A despesa continua a aumentar sem grande controlo, mas pronto é verdade que reformas demoram algum tempo a ter impacto, no entanto foi mesmo já feito o suficiente? Ou meros remendos?


O país cresce a 1,8% ao ano... O PIB per capita aumentou, pouco mas aumentou... O défice orçamental está abaixo dos três por cento...
Acho que isto é o reflexo de muito mais que meros remendos.


Apesar de 1,8% ser melhor que nada, é um resultado péssimo, precisamos de crescer muito mais. Não é nenhum motivo para ter orgulho. Compara o nosso crescimento, com o resto da Europa.
E aproxima-se agora o verdadeiro teste, a ver se a nossa economia ficou mais forte ou não. Com a crise do sector bancario a alastrar-se a prova dos nove não está mesmo longe...
Voltando atrás, o défice desceu não o nego (se desceu tanto como as contas o dizem, o TC faz me ter dúvidas, mas já é outra coisa), mas como é que desceu ? Com o aumento dos impostos. A despesa continua a não estar controlada.

Mamil0s Escreveu:
É que a ideia com que fico é que a estratégia do governo é esperar que a economia cresça o suficiente para suportar o crescimento do estado... Dúvido que seja o único a reparar nos problemas disto.


Pois... outras pessoas dizem que nunca houve tanta parceria público-privado e privatização como agora...
Por exemplo, este novo aeroporto internacional, será feito em parceria com os privados... 60% do capital investido é privado...
Outro exemplo é a reforma na saúde (o qual está a ter alguma polémica, e com razão, embora eu ache que é mais uma tempestade num copo de água "Made in Portugal"), que vai no sentido de uma cooperação entre o público e o privado... Hospitais e clínicas privadas estão a nascer, e integrarão o SNS...
Não vejo como o Estado esteja a crescer, até muito pelo contrário...
Mas enfim, cada um tem a sua opinião (ah, já me esquecia, não é a tua opinião, mas é o que é... Perdoa-me que ainda não vesti o uniforme de gala...)


Se a despesa cresceu 4% ano passado ( mais que a inflacção) pelos próprios números do governo, a que outra conclusão se pode chegar ?


Mamil0s Escreveu:E não desconfiaste quando o governo CDS-PP/PSD anunciou um défice de 2,9% em 2004?


Não tinha razões para desconfiar na altura.


Mamil0s Escreveu:Discordo... Quem apareceu à frente na histeria perante as televisões?
Pois... E a SIC adora esse tipo de coisas... Desde que seja contra o governo, a SIC está sempre lá...
SIC = PSDtv


A oposição aproveitou-se do sentimento de revolta que existia, não o criou.
Isso são notícias, é natural que estejam. E desculpa que te diga, mas os media, para o que podiam já ter feito em várias outras ocasiões não têm feito nada de mais.

Mamil0s Escreveu:
Huh? O que é que fizeram em concreto?


Já disse alguma coisa acima... Se continuasse, entupia o fórum todo...


O que é que já me disseste me concreto?
Pá, eu quero perceber a sério. O que é te incomoda tanto?

Mamil0s Escreveu:
O PSD continuou a ter o papel principal. Não será mais uma questão da tua percepção?


Mas é claro que é... Eu sou um ser imperfeito, e as opiniões de seres imperfeitos vêm carregadas de subjectividade...
Só a tua opinião é que não é assim... "É o que é..."


:roll:


Mamil0s Escreveu:Não é a mesma coisa, porque ao contrário dos outros governos da "AD", este já tem resultados a apresentar...
Os outros governos da "AD" levaram o país ao fundo, entravam em disputas, em intrigas palacianas e deixaram de governar...
O governo e o Estado estavam em caos... Impostos que não se cobravam, serviços que não funcionavam, contratos feitos à pistola para despachar antes de saírem do poleiro...
Hoje em dia é completamente diferente.


Isso foi quando o Santana chegou lá. Referia-me ao tempo do Durão Barroso antes de fugir para Bruxelas.
E reformas de fundo ainda demoram.

Mamil0s Escreveu:
E a dívida pública continua a subir, aliás mesmo durante o governo de Guterres, em que havia uma grande expansão economica, a dívida pública subiu...


Mas a dívida pública sobe sempre de ano para ano... O que realmente interessa é a dívida em relação ao PIB...
Em 2007, o PIB aumentou muito mais que dívida, pela primeira vez em muitos anos, como resultado do aumento das exportações.
Sim, Portugal está a exportar mais do que importa, uma coisa que também já não acontecia há muito tempo.


A Espanha no mesmo tempo, consegiu descer a dívida pública. Acredita interessa que a dívida pública desça.
E não, Portugal ainda têm uma balança comercial negativa, o que aconteceu em 2007 foi que o défice da balança comercial desceu bastante, o que apesar de ser bom, é bem diferente:

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 44447.html

Mamil0s Escreveu:
Depois, quanto à "comissão constâncio". Pá, se não estou em erro, eles deixaram de fora as receitas extroardinárias entre outras coisas. Não digo que procederam mal ou bem... Mas, é bem provavel que com os mesmos critérios uma segunda "comissão constâncio" colocaria o actual défice em outros números também... Não é mesmo por aí.


Há sempre razão para desconfiar de dados, especialmente quando estes vêm de um governo...
Mas olhando para as instituições internacionais, pelo menos para mim, é facto adquirido que Portugal, de facto, tem um défice orçamental abaixo dos três por cento.


Pá, o TC levantou bastante dúvidas, e depois acho que as contas dos governos do PSD/PP também foram aprovadas por Bruxelas...
E agora com isto das EP, uma pessoa fica mesmo a pensar...
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Mensagempor Azarael » Terça Jan 22, 2008 21:58

forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Basta olhares para o nosso país e a sua história economica, as nacionalização e as criações de monopólios do estado não nos ajudaram. O nosso país é prova viva de como isso não funcionou. É que foi mesmo testado e fracassou.
Criar monopólios é coisa a ser evitada, eliminam incentivos para o aumento de eficiência e o aumento da inovação. E depois empresas estatais têm o problema de conciliar interesses políticos com economicos. Por um lado têm que agradar aos grupos de interesses por outro têm que se preocupar em manter a empresa fora do vermelho.
E depois o problema que descreves é outro, é "dar" assim dinheiro a privadas.


As nacionalizações no nosso país foram a principal alavanca para o desenvolvimento económico. Antes do 25 de Abril eram meia duzia de familias que detinham a maioria da riqueza do país. Não foram só as condições sociais que melhoraram após o 25 de Abril, a economia deixou de estar(na maioria) nas mãos privadas.
Se não funcionou, as privatizações foram mais benéficas ? Da EDP, PT, por aí fora, o que aconteceu ? Preços dispararam, empregos extintos e a qualidade aumentou ? Muitas instalações da EDP estão quase ao abandono, reduzem tanto o pessoal que não há quem faça manutenção das linhas.
Claro que as empresas publicas conciliam interesses políticos com economicos, mas uma empresa privada também não é isso mesmo ? Se for para lá outro chefe não pode mudar a politica da empres a ?
Há aqui um factor a reter, privado significa caça ao lucro, publico significa de todos, ponto final. O publico pode funcionar tão bem ou melhor que o privado, desde que haja eficácia, boa gestão. No privado se não houver boa gestão também não resulta.


Alavancas para desenvolvimento economico não foram de certeza, porque o crescimento economico chegou a ser negativo, e depois quando as coisas acalmaram (ainda antes das reformas constitucionais) muito baixo. Já para não falar da incrivel dívida que as empresas no seu conjunto acumularam.
Concedo que de facto conseguiram quebrar a concentração de poder económico em alguns grupos industriais/financeiros. Mas uniram várias empresas numa, criando monopólios. Por exemplo, acho que tinhas mais de 10 empresas de electricidade, de repente ficaste com a EDP, quer gostes ou não. Ou até um exemplo melhor uniram as várias empresas fabricantes de cerveja em duas, a Unicer e a Centralcer.
Foram as nacionalizações que criaram em parte o problema do que se depois viu.
E não uma empresa privada não terá tantos problemas. E não estou até a falar em ter melhores ou piores gestores (embora o sector privado neste momento normalmente tenha...). Por exemplo, imaginemos uma companhia chamada Gasosa Nacional, um ministro qualquer quer arranjar alguns votos facéis e faz assim pressão para que o gestor contrate mais gente, quer precise dela ou não. E a companhia também está bastante mais vulnerável a exigências pouco razoáveis de sindicatos a pedir mais dinheiro que a companhia pode dar. Ou grupos podem começar a exigir a venda dos produtos abaixo do preço de fabrico. Ou até um ministro que queira expandir a sua área de influência e faça algumas mudanças. Tudo isto leva a que uma empresa se arrisque a ir ao charco.
Para uma empresa privada, a preocupação principal é só uma, vender o produto. Por isso, os gestores até podem ter o mesmo nivel de competência, só que o do privado não têm tanto para tratar.
E uma empresa pública pode funcionar bem e tal, só que se for mal gerida quêm paga somos todos nós, e no fundo não há grandes consequências ou demoram a aparecer. É só ver o estado da câmara de Lisboa com as suas várias empresas públicas.
No privado, se for mal gerida, normalmente os efeitos são mais depressa vistos, e muito mais depressa corrigidos.

Não estou a dizer que seja perfeito e não tenha falhas, é óbvio que têm. E é para isso que o estado serve também para intervir quando for necessário e para aplicar uma regulação mínima.

E até nem percebo como vens a este fórum e não te apercebes que o mercado livre não é assim tão mau. Por exemplo, a evolução dos preços de processadores, discos e afins têm sido incrivel, tudo fruto de competição e a procura de dinheiro. E no meio disto tudo, deves gostar de saber, que as margens de lucro têm sido bem apertadas no meio destas companhias todas.
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Mensagempor forunista » Terça Jan 22, 2008 23:16

Azarael Escreveu:Por exemplo, acho que tinhas mais de 10 empresas de electricidade, de repente ficaste com a EDP, quer gostes ou não. Ou até um exemplo melhor uniram as várias empresas fabricantes de cerveja em duas, a Unicer e a Centralcer.


Não conheço a história de ambas as empresas, sei que, no caso da EDP, depois de privatizada os preços subiram bastante, assim como a PT para dar outro exemplo...
A livre concorrência não é significado dos preços baixarem. Basta olhares para a liberalização dos combustíveis e vê a concorrência que existe entre gasolineiras, nenhuma! Metem todas ao mesmo preço e está feito.
Graças à nacionalizações, o país conseguiu ter dinheiro para dar uma melhor condição social e financeira aos trabalhadores, aos portugueses em geral. Se assim não fosse, sem "anéis" nos dedos, não era possível termos suportados os vários direitos conquistados. É certo que os resultados não foram imediatos, dado que a constituição veio mudar as leis e ao mesmo tempo nacionalizava-se as empresas.

No estado em que as coisas estão, vês Pina Mouras que arranjou(arranjaram-lhe) um belo tacho na Iberdrola, daqui a uns tempos se for preciso, correm com ele de lá e salta para o cargo de administração de outra empresa, o que interessa é ter o tacho.
Não admira que o governo incline-se para o lado direito, para o lado dos patrões, os próprios deputados são gestores de empresas, querem garantir os seus próprios interesses, como é óbvio.

Azarael Escreveu:E até nem percebo como vens a este fórum e não te apercebes que o mercado livre não é assim tão mau. Por exemplo, a evolução dos preços de processadores, discos e afins têm sido incrivel, tudo fruto de competição e a procura de dinheiro. E no meio disto tudo, deves gostar de saber, que as margens de lucro têm sido bem apertadas no meio destas companhias todas.


O sector informático está numa evolução constante e um processador topo de gama hoje, já não o é amanhã, por isso a baixa de preços!
Hoje compras um topo de gama por 300 euros(exemplo), amanhã já custa 250, mas já não é topo de gama, o novo que apareceu que veio substituir o de ontem também custa 300 euros...
Neste meio não se tem grande margem de lucro porque realmente pode haver várias lojas a vender material dado que para abrir uma loja não é preciso ter-se uma fortuna. Isso passa-se tanto a informática como em qualquer outro sector que "qualquer" pessoa pode abrir um estabelecimento nem que seja do tamanho de um quiosque.
No sector bancário, seguradoras, energias, telecomunicações, etc. não é qualquer um que abre uma "loja".
Estamos a falar de sectores estratégicos para o país e sectores de "tremoços"
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