"Crise" versus Lucros fabulosos

Forum de conversa geral, provavelmente não relacionada com hardware. Apesar de ser treta, mensagens sem interesse serão moderadas!

Moderadores: Administradores, Moderadores

Algumas empresas têm lucros fabulosos porque

Exploram os seus trabalhadores com o pretexto da crise
39
58%
Efectuam uma boa gestão
16
24%
Reestruturam a empresa
4
6%
O mercado cresceu
2
3%
A Economia está a recuperar
2
3%
Saiu-lhes o Euromilhões e não disseram nada a ninguém :)
4
6%
 
Total de votos : 67

Mensagempor cla_pereira » Quarta Jan 17, 2007 15:33

Azarael Escreveu:Não, não é. Aumento de salários normalmente têm a ver com o aumento dos ganhos de uma empresa.
Os funcionários estão a ser recompensados pelo seu trabalho, que gerou dinheiro no primeiro lugar.

Certissimo, mas não é isso que acontece na prática.
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Mensagempor Azarael » Quarta Jan 17, 2007 16:52

cla_pereira Escreveu:
Azarael Escreveu:Não, não é. Aumento de salários normalmente têm a ver com o aumento dos ganhos de uma empresa.
Os funcionários estão a ser recompensados pelo seu trabalho, que gerou dinheiro no primeiro lugar.

Certissimo, mas não é isso que acontece na prática.


O que disse acontece, tal como concordo contigo em que há casos em que isso não acontece.
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Mensagempor cla_pereira » Quarta Jan 17, 2007 16:55

Azarael Escreveu:
cla_pereira Escreveu:
Azarael Escreveu:Não, não é. Aumento de salários normalmente têm a ver com o aumento dos ganhos de uma empresa.
Os funcionários estão a ser recompensados pelo seu trabalho, que gerou dinheiro no primeiro lugar.

Certissimo, mas não é isso que acontece na prática.


O que disse acontece, tal como concordo contigo em que há casos em que isso não acontece.


Estou a falar do assunto do tópico, Lucros fabulosos, na prática não significa aumento de salários de acordo com os lucros.
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Mensagempor Azarael » Quarta Jan 17, 2007 17:07

cla_pereira Escreveu:
Azarael Escreveu:
cla_pereira Escreveu:
Azarael Escreveu:Não, não é. Aumento de salários normalmente têm a ver com o aumento dos ganhos de uma empresa.
Os funcionários estão a ser recompensados pelo seu trabalho, que gerou dinheiro no primeiro lugar.

Certissimo, mas não é isso que acontece na prática.


O que disse acontece, tal como concordo contigo em que há casos em que isso não acontece.


Estou a falar do assunto do tópico, Lucros fabulosos, na prática não significa aumento de salários de acordo com os lucros.


Não, não é uma consequência obrigatória, mas isso é óbvio.
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Mensagempor cla_pereira » Quarta Jan 17, 2007 18:19

Azarael Escreveu:
cla_pereira Escreveu:
Azarael Escreveu:
cla_pereira Escreveu:
Azarael Escreveu:Não, não é. Aumento de salários normalmente têm a ver com o aumento dos ganhos de uma empresa.
Os funcionários estão a ser recompensados pelo seu trabalho, que gerou dinheiro no primeiro lugar.

Certissimo, mas não é isso que acontece na prática.


O que disse acontece, tal como concordo contigo em que há casos em que isso não acontece.


Estou a falar do assunto do tópico, Lucros fabulosos, na prática não significa aumento de salários de acordo com os lucros.


Não, não é uma consequência obrigatória, mas isso é óbvio.


Não estou a dizer que o é, mas quer dizer, tu defendes que "sim senhor" é legitimo haver lucros da empresa A e B na ordem dos muitos milhões de euros porque têm capital aqui e além. É legitimo terem-no(lucro) se for preciso anos seguidos, mas não és capaz de dizer que "sim senhor" também deveria haver um aumento...
Parece que estás a argumentar pelos "ses" e não pelos factos praticados.
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Mensagempor pagc » Quarta Jan 17, 2007 18:34

Cla_pereira

Posso concordar contigo quando dizes que caso haja lucros os ordenados deveriam subir, porque resultam de um aumento de productividade por parte dos trabalhares. É um excelente principio. Mas para sermos coerentes, se o inverso se passar, isto é a empresa tiver preguizo tens de aceitar que os ordenados diminuam.

Nota que o preguizo de uma empresa não é necessáriamente má gestão dos patrôes ou administradores. O mercado melhora numas alturas e piora noutras e os lucros em principio comportam-se da mesma maneira

Mais grave é se os clientes não pagarem. Técnicamente nãos tens preguizo mas não tens dinheiro para pagar e tens de ir ao banco buscar dinheiro, Faz isso durante vários meses seguidos e comecas a ter preguizos. Conheco câmaras a pagar a 7 e 8 anos.
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Mensagempor Azarael » Quarta Jan 17, 2007 19:38

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Mensagempor cla_pereira » Quarta Jan 17, 2007 19:43

pagc Escreveu:Cla_pereira

Posso concordar contigo quando dizes que caso haja lucros os ordenados deveriam subir, porque resultam de um aumento de productividade por parte dos trabalhares. É um excelente principio. Mas para sermos coerentes, se o inverso se passar, isto é a empresa tiver preguizo tens de aceitar que os ordenados diminuam.

Nota que o preguizo de uma empresa não é necessáriamente má gestão dos patrôes ou administradores. O mercado melhora numas alturas e piora noutras e os lucros em principio comportam-se da mesma maneira

Mais grave é se os clientes não pagarem. Técnicamente nãos tens preguizo mas não tens dinheiro para pagar e tens de ir ao banco buscar dinheiro, Faz isso durante vários meses seguidos e comecas a ter preguizos. Conheco câmaras a pagar a 7 e 8 anos.


Há duas situações:
1ª A empresa é pública:
Se der lucro, pode ser aplicado de diversas maneiras, aumento de salários, formação, investimento em melhores condições(a todos os níveis). Concerteza que uma das melhores medidas era a da criação de mais emprego, mesmo que para isso significasse não aumentar salários, se há desempregados, pois que sejam introduzidos no mercado de trabalho. Um desempregado ganha menos que um trabalhador que não recebe aumento.
Se der prejuízo, a "receita" não pode passar, inevitavelmente, pelo despedimento. Tal como quando há lucro os cofres são "abastecidos", quando há prejuízo recorre-se a esse dinheiro.

2ª A empresa é privada:
Se der lucro o dinheiro vai para o(s) patrão(ões) e ele(s) aplica(m) como bem entender(em).
Se der prejuizo a "receita" costuma ser despedimentos porque não está para suportar o défice.
Falando do tópico, ou seja, das grandes empresa, se um empresário recebe lucros astronómicos quando dá lucro porque não há-se suportar o prejuízo quando dá lucro?

E já agora, porque o estado, muitas vezes injecta dinheiro na empresa quando ela é privada e efectua corte nas públicas que são de todos? ;)
Tem o exemplo que já tinha dado, a Yazaki Saltano. E agora o que aconteceu? Deslocalização e 550 trabalhadores para a rua!
A isso chama-se política de classe!
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Mensagempor XMAN » Quinta Jan 18, 2007 10:03

cla_pereira Escreveu:
Azarael Escreveu:
cla_pereira Escreveu:
Azarael Escreveu:
cla_pereira Escreveu:
Azarael Escreveu:Não, não é. Aumento de salários normalmente têm a ver com o aumento dos ganhos de uma empresa.
Os funcionários estão a ser recompensados pelo seu trabalho, que gerou dinheiro no primeiro lugar.

Certissimo, mas não é isso que acontece na prática.


O que disse acontece, tal como concordo contigo em que há casos em que isso não acontece.


Estou a falar do assunto do tópico, Lucros fabulosos, na prática não significa aumento de salários de acordo com os lucros.


Não, não é uma consequência obrigatória, mas isso é óbvio.


Não estou a dizer que o é, mas quer dizer, tu defendes que "sim senhor" é legitimo haver lucros da empresa A e B na ordem dos muitos milhões de euros porque têm capital aqui e além. É legitimo terem-no(lucro) se for preciso anos seguidos, mas não és capaz de dizer que "sim senhor" também deveria haver um aumento...
Parece que estás a argumentar pelos "ses" e não pelos factos praticados.


as poucas empresas que conseguem dar esses lucros fabulosos, já implementaram varios tipos de "best practices" como bonus anuais consoante objectivos (o que significa, que melhores resultados para a empresa = objectivo alcançado = bonus = maior remuneração ao fim do ano para os colaboradores).
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Mensagempor Azarael » Quinta Jan 18, 2007 13:58

cla_pereira Escreveu:Há duas situações:
1ª A empresa é pública:
Se der lucro, pode ser aplicado de diversas maneiras, aumento de salários, formação, investimento em melhores condições(a todos os níveis). Concerteza que uma das melhores medidas era a da criação de mais emprego, mesmo que para isso significasse não aumentar salários, se há desempregados, pois que sejam introduzidos no mercado de trabalho. Um desempregado ganha menos que um trabalhador que não recebe aumento.
Se der prejuízo, a "receita" não pode passar, inevitavelmente, pelo despedimento. Tal como quando há lucro os cofres são "abastecidos", quando há prejuízo recorre-se a esse dinheiro.

2ª A empresa é privada:
Se der lucro o dinheiro vai para o(s) patrão(ões) e ele(s) aplica(m) como bem entender(em).
Se der prejuizo a "receita" costuma ser despedimentos porque não está para suportar o défice.
Falando do tópico, ou seja, das grandes empresa, se um empresário recebe lucros astronómicos quando dá lucro porque não há-se suportar o prejuízo quando dá lucro?


Ok... quanto à tua primeira. Por momentos até pensei que estavas a criticar o sistema.
Então a empresa pública está a dar lucros, e emprega mais trabalhadores (o governo da altura até gosta do plano, que traduz quase de certeza em mais eleitores para o seu lado), mesmo que não sejam necessários. Isso não gerará um excesso de trabalhadores? Até tenho a ligeira impressão que isso aconteceu por cá... :roll: Tenho a certeza que já ouviste aquela piada que nos CTT há um tipo para lamber o selo e outro para o colar.

Respondendo à segunda, a ideia é os gestores aplicarem os lucros na empresa. Vais me dizer que não fazem isso. Bem, acredito que alguns não o farão, mas quando o mercado é livre e a concorrência saudável não o fazerem é o chamado suícido, a empresa vai ao charco.
E dependendo da situação e do gestor há mesmo quêm suporte os prejuízos. Acontece sempre ? Não. Mas sistema perfeito não existe, digamos que é menos mau.


E já agora, porque o estado, muitas vezes injecta dinheiro na empresa quando ela é privada e efectua corte nas públicas que são de todos?
Tem o exemplo que já tinha dado, a Yazaki Saltano. E agora o que aconteceu? Deslocalização e 550 trabalhadores para a rua!
A isso chama-se política de classe!


A Yazaki Saltano até é uma das empresas menos más, está a tentar arranjar emprego para muitos trabalhadores.
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Mensagempor cla_pereira » Quinta Jan 18, 2007 14:19

Azarael Escreveu:Então a empresa pública está a dar lucros, e emprega mais trabalhadores (o governo da altura até gosta do plano, que traduz quase de certeza em mais eleitores para o seu lado), mesmo que não sejam necessários.


O sistema não é para ganhar eleitores, mas para empregar os que ainda estão desempregado...uma questão de lógica...

Azarael Escreveu:Isso não gerará um excesso de trabalhadores? Até tenho a ligeira impressão que isso aconteceu por cá... :roll: Tenho a certeza que já ouviste aquela piada que nos CTT há um tipo para lamber o selo e outro para o colar.


Essa foi uma hipotese avançada em vez de aumento de salários. Mas, respondendo à tua pergunta, obviamente que a entrada de novos trabalhadores era para expandir a actividade da empresa, alargar o leque de serviços, a empresa crescer.

Azarael Escreveu:Respondendo à segunda, a ideia é os gestores aplicarem os lucros na empresa. Vais me dizer que não fazem isso. Bem, acredito que alguns não o farão, mas quando o mercado é livre e a concorrência saudável não o fazerem é o chamado suícido, a empresa vai ao charco.


Certo, mesmo que o apliquem, só será uma parte e o resto do lucro ficará para ele. Não estou a dizer que isso seja digno, estou a transportar a questão para grandes empresário, grandes grupos económicos que têm lucros "fabulosos" e que a sua fortuna é igual ao PIB de muitos países.
Há pouco tempo saiu a lista dos 10 mais ricos do país onde dizia que essas 10 pessoas detinham recebiam mais rendimento do que 50% da população TODA! Isso deve-se a quê, trabalho árduo?
Não será má distribuição da riqueza? Um país que tem ricos cada vez mais ricos e há cada vez mais pobres? Mais uma vez, uma questão de lógica...

Azarael Escreveu:A Yazaki Saltano até é uma das empresas menos más, está a tentar arranjar emprego para muitos trabalhadores.


Sim, não estou a ver é serem todos "absorvidos" por outras empresas.
E quanto ao dinheiro injectado na empresa pela estado e agora levanta a tenda e vai para outro lado depois de milhões de euros facturados(note-se que é uma das empresas mais bem sucedidas do país)?!
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Mensagempor pagc » Quinta Jan 18, 2007 14:28

cla_pereira Escreveu:Há duas situações:
1ª A empresa é pública:
Se der lucro, pode ser aplicado de diversas maneiras, aumento de salários, formação, investimento em melhores condições(a todos os níveis). Concerteza que uma das melhores medidas era a da criação de mais emprego, mesmo que para isso significasse não aumentar salários, se há desempregados, pois que sejam introduzidos no mercado de trabalho. Um desempregado ganha menos que um trabalhador que não recebe aumento.
Se der prejuízo, a "receita" não pode passar, inevitavelmente, pelo despedimento. Tal como quando há lucro os cofres são "abastecidos", quando há prejuízo recorre-se a esse dinheiro.


Primeiro estás a dar pressupor que uma empresa publica primeiro deu lucro e guardou o dinheiro para tempos dificieis. Mas ainda assim quando der prejuizo já não tens dinheiro porque o gastaste quando admitiste mais funcionários, em formação, investimento em melhores condições(a todos os níveis). O que estás a dizer é o seguinte: Em época de vacas gordas gastamos os lucros nos pontos acima descritos. Quando der preujuizo e já não houver dinheiro pede-se ao orçamento de estado. Como o orçamento de estado somos nós pagamos nós .

cla_pereira Escreveu:Se der prejuízo, a "receita" não pode passar, inevitavelmente, pelo despedimento. Tal como quando há lucro os cofres são "abastecidos", quando há prejuízo recorre-se a esse dinheiro.


Os despedimentos não são maus por natureza, podem ser a unica maneira de salvar alguns em vez de os perder a todos.. Se uma empresa já não têm trabalho para 100 pessoas mas para 60, pode fazer duas 2 coisas:
1ª Despede 40 e salva o emprego aos restantes
2ª Não despede ninguém e todos perdem o emprego por ela vai à falência.

O não poder despedir, têm ainda um efeito secundário muito grave. Se não posso despedir também não contracto ninguém e os que cá estão que se desenrascem e trabalhem o que for preciso. Actualmente é a solução.

Não defendo despedimentos selvagens mas também não posso defender o emprego selvagem. Tanto um como o outro são maus e têm que se encontrar um equilibrio.
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Mensagempor cla_pereira » Quinta Jan 18, 2007 14:46

pagc Escreveu:
cla_pereira Escreveu:Há duas situações:
1ª A empresa é pública:
Se der lucro, pode ser aplicado de diversas maneiras, aumento de salários, formação, investimento em melhores condições(a todos os níveis). Concerteza que uma das melhores medidas era a da criação de mais emprego, mesmo que para isso significasse não aumentar salários, se há desempregados, pois que sejam introduzidos no mercado de trabalho. Um desempregado ganha menos que um trabalhador que não recebe aumento.
Se der prejuízo, a "receita" não pode passar, inevitavelmente, pelo despedimento. Tal como quando há lucro os cofres são "abastecidos", quando há prejuízo recorre-se a esse dinheiro.


Primeiro estás a dar pressupor que uma empresa publica primeiro deu lucro e guardou o dinheiro para tempos dificieis. Mas ainda assim quando der prejuizo já não tens dinheiro porque o gastaste quando admitiste mais funcionários, em formação, investimento em melhores condições(a todos os níveis). O que estás a dizer é o seguinte: Em época de vacas gordas gastamos os lucros nos pontos acima descritos. Quando der preujuizo e já não houver dinheiro pede-se ao orçamento de estado. Como o orçamento de estado somos nós pagamos nós .


Parece que só quiseste ler o que te interessou, eu disse, "Tal como quando há lucro os cofres são "abastecidos", quando há prejuízo recorre-se a esse dinheiro." Logo, NÃO disse que o lucro seria TODO para aplicar nos pontos de referi. Temos de ser coerentes, aplica-se uma parte e guarda-se outra para uma possivel crise futura.

pagc Escreveu:Os despedimentos não são maus por natureza, podem ser a unica maneira de salvar alguns em vez de os perder a todos.. Se uma empresa já não têm trabalho para 100 pessoas mas para 60, pode fazer duas 2 coisas:
1ª Despede 40 e salva o emprego aos restantes
2ª Não despede ninguém e todos perdem o emprego por ela vai à falência.


A Autoeuropa deve ser ficção! Teve uma quebra de produção acentuada e não despediu ninguém, não foi magia!
Há empresas mal organizadas e há as Autoeuropas...

pagc Escreveu:Não defendo despedimentos selvagens mas também não posso defender o emprego selvagem. Tanto um como o outro são maus e têm que se encontrar um equilibrio.


Claro, há empresas que podem suportar uma má altura, a Autoeuropa foi uma delas porque durante anos soube organizar-se devidamente.
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Mensagempor Azarael » Quinta Jan 18, 2007 15:45

cla_pereira Escreveu:O sistema não é para ganhar eleitores, mas para empregar os que ainda estão desempregado...uma questão de lógica...


É uma das consequências. Se foi uma das razões que levaram a abrir as portas admito que é extremamente discutivel, e nem vou ir por aí.
Mas é inegavel que o governo ganha "clientes". É só olhares para a ultima década e o estado actual das coisas para ter provas empíricas do que falo.
E com o excesso de trabalhadores que vêm sido gerado entre outras coisas, é extremamente dificil fazer reformas necessárias.
Daí a minha pergunta que fiz atrás: "Nas eleições estarias a votar em quêm? Nos teus patrões ou nos teus governantes políticos?"


cla_pereira Escreveu:Essa foi uma hipotese avançada em vez de aumento de salários. Mas, respondendo à tua pergunta, obviamente que a entrada de novos trabalhadores era para expandir a actividade da empresa, alargar o leque de serviços, a empresa crescer.


O pagc explicou bem isso.

cla_pereira Escreveu:Certo, mesmo que o apliquem, só será uma parte e o resto do lucro ficará para ele. Não estou a dizer que isso seja digno, estou a transportar a questão para grandes empresário, grandes grupos económicos que têm lucros "fabulosos" e que a sua fortuna é igual ao PIB de muitos países.
Há pouco tempo saiu a lista dos 10 mais ricos do país onde dizia que essas 10 pessoas detinham recebiam mais rendimento do que 50% da população TODA! Isso deve-se a quê, trabalho árduo?
Não será má distribuição da riqueza? Um país que tem ricos cada vez mais ricos e há cada vez mais pobres? Mais uma vez, uma questão de lógica...


Ou mais uma vez uma questão de pôr tudo no mesmo saco. Generalizas casos extremos.


cla_pereira Escreveu:Sim, não estou a ver é serem todos "absorvidos" por outras empresas.
E quanto ao dinheiro injectado na empresa pela estado e agora levanta a tenda e vai para outro lado depois de milhões de euros facturados(note-se que é uma das empresas mais bem sucedidas do país)?!


Por isso é que temos coisas como subsidio de desemprego, para termos sustento enquanto procuramos outro emprego. São os sinais dos tempos, vamos ter que trabalhar mais, e provavelmente ter vários empregos ao longo da vida.
Desconheço as razões do encerramento, melhores condições em outro lado talvez, não sei. Mas não há muito a fazer. Quanto ao dinheiro lá enterrado, aquilo já deve ter dado retorno há algum tempo.
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Mensagempor pagc » Quinta Jan 18, 2007 17:29

cla_pereira Escreveu:Parece que só quiseste ler o que te interessou, eu disse, "Tal como quando há lucro os cofres são "abastecidos", quando há prejuízo recorre-se a esse dinheiro." Logo, NÃO disse que o lucro seria TODO para aplicar nos pontos de referi. Temos de ser coerentes, aplica-se uma parte e guarda-se outra para uma possivel crise futura.

O problema é que estás a pressupor que a empresa deu lucro primeiro e passou pela crise depois. E se nunca tiver havido lucro como na maior parte das EP? Antes de gastar dinheiro é preciso ganhá-lo.

cla_pereira Escreveu:A Autoeuropa deve ser ficção! Teve uma quebra de produção acentuada e não despediu ninguém, não foi magia!
Há empresas mal organizadas e há as Autoeuropas....

O acordo na Autoeuropa provocou ondas de choque no PC e nas centrais sindicais porque eram contra e foram os trabalhadores que conseguiram o acordo com um sindicalista do BE (Não sou BE)
http://www.apfn.com.pt/Noticias/Jun2005/290605a.htm
Este artigo é especilamente interessante

http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=3065
Nos casos concretos onde foi necessária a colaboração dos trabalhadores para garantir a continuidade dos postos de trabalho, o PCP saiu derrotado, como aconteceu na AutoEuropa, onde um sindicalista do Bloco de Esquerda acabou por liderar a negociação que garantiu a manutenção do investimento alemão na península de Setúbal e, por outro lado, na Opel, o PCP teve que ser afastado.

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Os ultimos estudos nos Estados unidos referentes ao emprego ao longo da vida, apontam que um universitário terá 18 empregos em 12 áreas diferentes. Significa que quando estamos numa área temos de estar a estudar para a próxima. Em Portugal penso que cada área dura cerca de 5 anos.
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