AEP quer despedimentos mais fáceis

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Mensagempor Azarael » Domingo Set 23, 2007 16:27

Já nas últimas eleições tinha tido maioria absoluta mas fez questão de ter no seu executivo representantes de outras forças vivas da fábrica, nomeadamente um dirigente da CGTP, não se fechou como poderia (mas nunca deveria) acontecer depois de uma vitória esmagadora.


Mas também não interessa já que a maneira de actuação não têm mesmo nada a ver com o discurso da CGTP.
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Mensagempor forunista » Domingo Set 23, 2007 18:39

Azarael Escreveu:
Já nas últimas eleições tinha tido maioria absoluta mas fez questão de ter no seu executivo representantes de outras forças vivas da fábrica, nomeadamente um dirigente da CGTP, não se fechou como poderia (mas nunca deveria) acontecer depois de uma vitória esmagadora.


Mas também não interessa já que a maneira de actuação não têm mesmo nada a ver com o discurso da CGTP.


Ainda não percebi qual o teu ponto...
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Mensagempor Azarael » Domingo Set 23, 2007 19:21

forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:
Já nas últimas eleições tinha tido maioria absoluta mas fez questão de ter no seu executivo representantes de outras forças vivas da fábrica, nomeadamente um dirigente da CGTP, não se fechou como poderia (mas nunca deveria) acontecer depois de uma vitória esmagadora.


Mas também não interessa já que a maneira de actuação não têm mesmo nada a ver com o discurso da CGTP.


Ainda não percebi qual o teu ponto...


Huh?

Voltando muito atrás na "conversa"... Comecei por dizer que a centrais sindicais, concentram-se em defender quêm já têm emprego, e a suas propostas são isso basicamente. Disseste-me que estava enganado, e acrescentaste que principalmente a CGTP chega-se à frente com propostas para gerar emprego.
Depois disse que aumentar o salário mínimo em 5.8% não ia ajudar ninguém neste momento, e algo parecido, é só leres atrás...
Em resposta atiraste-me o exemplo da Autoeuropa. E eu agora estive a dizer-te como isso não é um exemplo de nada, porque a CGTP não parece mandar absolutamente nada lá. Ou pelo menos não seguem as linhas gerais do disco riscado da central sindical.
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Mensagempor forunista » Domingo Set 23, 2007 20:18

Azarael Escreveu:
forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:
Já nas últimas eleições tinha tido maioria absoluta mas fez questão de ter no seu executivo representantes de outras forças vivas da fábrica, nomeadamente um dirigente da CGTP, não se fechou como poderia (mas nunca deveria) acontecer depois de uma vitória esmagadora.


Mas também não interessa já que a maneira de actuação não têm mesmo nada a ver com o discurso da CGTP.


Ainda não percebi qual o teu ponto...


Huh?

Voltando muito atrás na "conversa"... Comecei por dizer que a centrais sindicais, concentram-se em defender quêm já têm emprego, e a suas propostas são isso basicamente. Disseste-me que estava enganado, e acrescentaste que principalmente a CGTP chega-se à frente com propostas para gerar emprego.
Depois disse que aumentar o salário mínimo em 5.8% não ia ajudar ninguém neste momento, e algo parecido, é só leres atrás...


Sim, eu li e não respondi porque o aumento de 5.8% do salário mínimo nada tem haver com a falta de emprego.

Azarael Escreveu:Em resposta atiraste-me o exemplo da Autoeuropa. E eu agora estive a dizer-te como isso não é um exemplo de nada, porque a CGTP não parece mandar absolutamente nada lá. Ou pelo menos não seguem as linhas gerais do disco riscado da central sindical.


O que queria dizer em relação à Autoeuropa era que os acordos com os sindicatos podem resultar em criar ou manter os postos de trabalho. Quando a produção de mono-volumes da AE baixou, houve poucas saídas, porque adoptaram outro método de trabalho.
Consoante as condições existentes é que se define um acordo entre as partes e quase nunca se consegue que ambas as partes fiquem satisfeitas a 100%. Assim, o acordo conseguido na AE, na altura da quebra de produção, foi talvez, a melhor possível! Obviamente que isso não passou por aumentos salariais, mas daí a dizer que vai contra as "linhas gerais do disco riscado da central sindical" vai muito. O disco riscado é o usado pelo governo, de mais sacrifícios, mais aperto de cinto. Que o défice tem de baixar, agora abaixo de 3%, para o ano já dizem 2,5...esse disco já não pega e os sacrifícios que andam a pedir desde que o Guterres fugiu já ultrapassa o limite. Porque uns lucram com os sacrifícios dos outros.
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Mensagempor Azarael » Domingo Set 23, 2007 20:49

forunista Escreveu:Sim, eu li e não respondi porque o aumento de 5.8% do salário mínimo nada tem haver com a falta de emprego.


Para mim têm na maneira que iria ter efeitos adversos...

forunista Escreveu:O que queria dizer em relação à Autoeuropa era que os acordos com os sindicatos podem resultar em criar ou manter os postos de trabalho. Quando a produção de mono-volumes da AE baixou, houve poucas saídas, porque adoptaram outro método de trabalho.
Consoante as condições existentes é que se define um acordo entre as partes e quase nunca se consegue que ambas as partes fiquem satisfeitas a 100%. Assim, o acordo conseguido na AE, na altura da quebra de produção, foi talvez, a melhor possível!


Claro! Não vou contra nada do que disseste até aqui. É mesmo assim que os sindicatos devem funcionar. Só digo que a CGTP não é propriamente exemplo disso...


forunista Escreveu:Obviamente que isso não passou por aumentos salariais, mas daí a dizer que vai contra as "linhas gerais do disco riscado da central sindical" vai muito. O disco riscado é o usado pelo governo, de mais sacrifícios, mais aperto de cinto. Que o défice tem de baixar, agora abaixo de 3%, para o ano já dizem 2,5...esse disco já não pega e os sacrifícios que andam a pedir desde que o Guterres fugiu já ultrapassa o limite. Porque uns lucram com os sacrifícios dos outros.


Não, pode ser por ignorância minha, mas nunca ouvi qualquer posição da CGTP que tenha ido no sentido que o que se passou na Autoeuropa.
Por exemplo, com a Opel da Azambuja a diferença é marcante. Os trabalhadores não souberam negociar, e contudo a CGTP ainda aplaudiu e tudo quando anunciaram greves e a sua "intransigência". Acabou bem não acabou?
Não nego que provavelmente não foi a única razão, tinham mais problemas, mas as jogadas dos trabalhadores face ao problema foram no mínimo irreais.

Sim, sim, o governo também têm o seu disco riscado. Não que certos sacrificios não tenham que ser feitos, apenas a retórica também é bastante vazia...
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Mensagempor forunista » Segunda Set 24, 2007 9:18

Azarael Escreveu:
forunista Escreveu:O que queria dizer em relação à Autoeuropa era que os acordos com os sindicatos podem resultar em criar ou manter os postos de trabalho. Quando a produção de mono-volumes da AE baixou, houve poucas saídas, porque adoptaram outro método de trabalho.
Consoante as condições existentes é que se define um acordo entre as partes e quase nunca se consegue que ambas as partes fiquem satisfeitas a 100%. Assim, o acordo conseguido na AE, na altura da quebra de produção, foi talvez, a melhor possível!


Claro! Não vou contra nada do que disseste até aqui. É mesmo assim que os sindicatos devem funcionar. Só digo que a CGTP não é propriamente exemplo disso...


A CGTP é o exemplo disso! Agora, não é propriamente como a UGT que antes diz uma coisa e depois assina outra! Quando os trabalhadores precisam de apoio, onde está a UGT ? Quando uma empresa está em processo de falência, onde está a UGT ? Só se vê o pessoal da CGTP! Por isso, não me venhas dizer que a CGTP não é exemplo!

forunista Escreveu:Obviamente que isso não passou por aumentos salariais, mas daí a dizer que vai contra as "linhas gerais do disco riscado da central sindical" vai muito. O disco riscado é o usado pelo governo, de mais sacrifícios, mais aperto de cinto. Que o défice tem de baixar, agora abaixo de 3%, para o ano já dizem 2,5...esse disco já não pega e os sacrifícios que andam a pedir desde que o Guterres fugiu já ultrapassa o limite. Porque uns lucram com os sacrifícios dos outros.


Azarael Escreveu:Por exemplo, com a Opel da Azambuja a diferença é marcante. Os trabalhadores não souberam negociar, e contudo a CGTP ainda aplaudiu e tudo quando anunciaram greves e a sua "intransigência". Acabou bem não acabou?
Não nego que provavelmente não foi a única razão, tinham mais problemas, mas as jogadas dos trabalhadores face ao problema foram no mínimo irreais.


Pois, é normal teres essa opinião, a culpa de uma empresa despedir é sempre dos trabalhadores!
É claro, havia a hipótese de alguns irem para Espanha, deixando a sua vida cá, largando tudo e todos para ganhar quase o mesmo.
Por acaso, em relação à Opel da Azambuja, quando isso foi noticia, ía eu no comboio e num grupo de 4 pessoas, houve uma que levantou o assunto para comentar a situação. Então veio com a conversa do costume de que a vida tem de ser assim, que os trabalhadores querem tudo e não sabem negociar. Como se o carissimo sr. estivesse a viver na pele um despedimento. O certo é que, quando chegámos a uma estação onde saia muita gente, veio uma senhora que pelo que disse deveria estar bem por dentro do assunto, isto é, dentro da Opel da Azambuja. "O sr. não sabe o que diz, estivesse você lá para saber o que se passa." E de seguida deu uma descasca ao sr. "bem informado" sobre o papel do sr. Primeiro Ministro nas negociações, que foi zero.
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Mensagempor Azarael » Segunda Set 24, 2007 14:32

A CGTP é o exemplo disso! Agora, não é propriamente como a UGT que antes diz uma coisa e depois assina outra! Quando os trabalhadores precisam de apoio, onde está a UGT ? Quando uma empresa está em processo de falência, onde está a UGT ? Só se vê o pessoal da CGTP! Por isso, não me venhas dizer que a CGTP não é exemplo!


Exemplo disso como ? Dá me algo concreto, só aparecer, apesar de já ser alguma coisa, não é suficiente. Dá me propostas.


Pois, é normal teres essa opinião, a culpa de uma empresa despedir é sempre dos trabalhadores!
É claro, havia a hipótese de alguns irem para Espanha, deixando a sua vida cá, largando tudo e todos para ganhar quase o mesmo.
Por acaso, em relação à Opel da Azambuja, quando isso foi noticia, ía eu no comboio e num grupo de 4 pessoas, houve uma que levantou o assunto para comentar a situação. Então veio com a conversa do costume de que a vida tem de ser assim, que os trabalhadores querem tudo e não sabem negociar. Como se o carissimo sr. estivesse a viver na pele um despedimento. O certo é que, quando chegámos a uma estação onde saia muita gente, veio uma senhora que pelo que disse deveria estar bem por dentro do assunto, isto é, dentro da Opel da Azambuja. "O sr. não sabe o que diz, estivesse você lá para saber o que se passa." E de seguida deu uma descasca ao sr. "bem informado" sobre o papel do sr. Primeiro Ministro nas negociações, que foi zero.


Errr... não disse que a culpa seria dos trabalhadores, pelo que fui lendo a culpa estava bastante distribuida, mas a reacção dos trabalhadores foi completamente irreal, além de como é claro as centrais sindicais aplaudirem como de costume...
É que tens uma fábrica de uma companhia com um défice maior que o português, a GM, com competição de outras fábricas europeias, e com custos logísticos acrescidos. Achas que uma jogada sensata é exigir um aumento salarial bem acima do sugerido, e não permitir alguma flexibilidade com os horários? O que estava em causa não era os salários, era o emprego!

E tu tens também tens essa noção. Depois do que escreveste acerca do acordo dos trabalhadores da Autoeuropa, tens que a ter.
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Mensagempor forunista » Segunda Set 24, 2007 22:33

Azarael Escreveu:
A CGTP é o exemplo disso! Agora, não é propriamente como a UGT que antes diz uma coisa e depois assina outra! Quando os trabalhadores precisam de apoio, onde está a UGT ? Quando uma empresa está em processo de falência, onde está a UGT ? Só se vê o pessoal da CGTP! Por isso, não me venhas dizer que a CGTP não é exemplo!


Exemplo disso como ? Dá me algo concreto, só aparecer, apesar de já ser alguma coisa, não é suficiente. Dá me propostas.


Pois, é normal teres essa opinião, a culpa de uma empresa despedir é sempre dos trabalhadores!
É claro, havia a hipótese de alguns irem para Espanha, deixando a sua vida cá, largando tudo e todos para ganhar quase o mesmo.
Por acaso, em relação à Opel da Azambuja, quando isso foi noticia, ía eu no comboio e num grupo de 4 pessoas, houve uma que levantou o assunto para comentar a situação. Então veio com a conversa do costume de que a vida tem de ser assim, que os trabalhadores querem tudo e não sabem negociar. Como se o carissimo sr. estivesse a viver na pele um despedimento. O certo é que, quando chegámos a uma estação onde saia muita gente, veio uma senhora que pelo que disse deveria estar bem por dentro do assunto, isto é, dentro da Opel da Azambuja. "O sr. não sabe o que diz, estivesse você lá para saber o que se passa." E de seguida deu uma descasca ao sr. "bem informado" sobre o papel do sr. Primeiro Ministro nas negociações, que foi zero.


Errr... não disse que a culpa seria dos trabalhadores, pelo que fui lendo a culpa estava bastante distribuida, mas a reacção dos trabalhadores foi completamente irreal, além de como é claro as centrais sindicais aplaudirem como de costume...
É que tens uma fábrica de uma companhia com um défice maior que o português, a GM, com competição de outras fábricas europeias, e com custos logísticos acrescidos. Achas que uma jogada sensata é exigir um aumento salarial bem acima do sugerido, e não permitir alguma flexibilidade com os horários? O que estava em causa não era os salários, era o emprego!

E tu tens também tens essa noção. Depois do que escreveste acerca do acordo dos trabalhadores da Autoeuropa, tens que a ter.


Quanto ao caso da Opel da Azambuja, não se estava à espera que a empresa despedi-se 1200 trabalhadores, visto que não estava em causa a produtividade, apoios e até era um modelo dentro da GM!
Existiam todos os motivos para demonstrarem a sua indignação e aqui podes ver quais eram.

Em relação às propostas apresentadas pela comissão de trabalhadores e pelos sindicatos em que a USL/CGTP-IN faz parte, houve uma tentativa de diálogo com a administração para solucionar o problema levantado e que levava à deslocação da empresa. A administração não quis dialogar e não aceitou uma negociação.
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Mensagempor Azarael » Terça Set 25, 2007 2:31

Quanto ao caso da Opel da Azambuja, não se estava à espera que a empresa despedi-se 1200 trabalhadores, visto que não estava em causa a produtividade, apoios e até era um modelo dentro da GM!
Existiam todos os motivos para demonstrarem a sua indignação e aqui podes ver quais eram.


Eu sei que não estavam à espera, senão o comportamento dos trabalhadores não poderia ser descrito de outra forma senão de suicida. É esse completo afastamento da realidade que crítico, o que inclui a CGTP. A comissão de trabalhadores da Autoeuropa apercebeu-se muito melhor da situação.
E pelo contrário estava em causa a produtividade, é que tens que ver que estavam em concorrência com outras fábricas. Pior, concorriam pelo único modelo fabricado na Azambuja, a razão da fábrica.
Deviam ter feito todos os possíveis para segurar o modelo, tal como na AE.
Não se pode contar com a divina providência, ou neste caso, o estado providência, para resolver as coisas, que é o que me dá a ideia que estavam à espera.

Li os motivos, e percebo a ideia, simplesmente são coisas que não se ajustam à realidade de hoje.

Porque assinaram um acordo social que está em vigor até Dezembro de 2007, no pressuposto de assim estar assegurada a produção da “Combo” até 2009, bem como o inicio dos preparativos para a vinda de um novo modelo para Portugal;


Infelizmente não estamos a falar do estado, por isso "acordo social" não faz lá muito sentido. Além disso estamos a falar da GM, uma multinacional que têm vindo a ter alguns problemas com as contas...
E ironicamente, segundo entendo, devido às suas obrigações sociais, o fundo de pensão dos trabalhadores dos EUA, têm tido mesmo pressão para equilibrar as contas.

Porque a GM foi subsidiada com mais de 40 milhões de euros dos nossos impostos, com o compromisso de se manter no nosso país


É completamente injusto, mas se a GM achar que a fábrica não é viavel acaba depressa. E de qualquer maneira, por esta altura esse investimento já teve o seu retorno.

Porque há mais de 40 anos que os trabalhadores portugueses contribuem com a sua dedicação e o seu trabalho para garantir o lucro e o prestigio de que a opel tem desfrutado em Portugal e na Europa;
- Porque, graças a esse esforço, a fábrica da Azambuja é produtiva, dá lucro e é considerada um modelo dentro dos padrões estabelecidos pela própria GM;


Não dúvido, outras fábricas seguiram bem o modelo...

Porque, face à disponibilidade manifestada pelo trabalhadores para negociar, propondo soluções para corrigir a desvantagem de 500 Euros por carro que a Direcção da GM diz existir relativamente a outras fábricas, esta fugiu ao diálogo e à negociação, o que mostra que se trata de uma decisão política e não de um problema de competitividade.
É contra este comportamento e esta ameaça que os trabalhadores das fábricas da GM(...)


Decisão política ?! E que diálogo? Segundo me lembro nem mudar o horário de trabalho queriam.

Em relação às propostas apresentadas pela comissão de trabalhadores e pelos sindicatos em que a USL/CGTP-IN faz parte, houve uma tentativa de diálogo com a administração para solucionar o problema levantado e que levava à deslocação da empresa. A administração não quis dialogar e não aceitou uma negociação.


Hmm... mas os trabalhores queriam dialogar?
Além que isso (o link da TSF) não me parece uma proposta muito realista... Esperava mais...


É mesmo um afastamento da realidade... e tu deves ter também uma noção disso.
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Mensagempor forunista » Terça Set 25, 2007 9:28

Azarael Escreveu:Hmm... mas os trabalhores queriam dialogar?
Além que isso (o link da TSF) não me parece uma proposta muito realista... Esperava mais...


É mesmo um afastamento da realidade... e tu deves ter também uma noção disso.


Quem faltou ao diálogo não foi a comissão de trabalhadores ou os sindicatos que até apresentaram propostas e fácilmente desmentiram a justificação que a administração da empresa deu para a deslocação.
Não há nenhum afastamento da realidade. Há sim uma realidade diferente da Autoeuropa em que a administração não teve como objectivo fechar portas mas sim manter os postos de trabalho alterando a forma de trabalho(por algum tempo). Desde o inicio que a administração da Opel Azambuja se mostrou pouco interessada em seguir outro caminho que não o despedimento. A decisão já estava tomada!
As outras fábricas da Opel espalhadas pela Europa solidarizaram-se com os trabalhadores da Opel da Azambuja fazendo greve de 2h(salvo erro). Não acho que haja aqui afastamento da realidade ou reacção inadequada por parte da comissão de trabalhadores, sindicatos e outras fábricas europeias!

E já que estamos a falar de despedimentos e é esse o titulo do tópico, será que a administração da GM teve problemas para despedir não 1 mas 1200 trabalhadores, mesmo que se tivesse comprometido em se manter no nosso país, dando lucro e sendo um modelo para a GM ?
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Mensagempor Azarael » Terça Set 25, 2007 12:09

forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Hmm... mas os trabalhores queriam dialogar?
Além que isso (o link da TSF) não me parece uma proposta muito realista... Esperava mais...


É mesmo um afastamento da realidade... e tu deves ter também uma noção disso.


Quem faltou ao diálogo não foi a comissão de trabalhadores ou os sindicatos que até apresentaram propostas e fácilmente desmentiram a justificação que a administração da empresa deu para a deslocação.
Não há nenhum afastamento da realidade. Há sim uma realidade diferente da Autoeuropa em que a administração não teve como objectivo fechar portas mas sim manter os postos de trabalho alterando a forma de trabalho(por algum tempo). Desde o inicio que a administração da Opel Azambuja se mostrou pouco interessada em seguir outro caminho que não o despedimento. A decisão já estava tomada!
As outras fábricas da Opel espalhadas pela Europa solidarizaram-se com os trabalhadores da Opel da Azambuja fazendo greve de 2h(salvo erro). Não acho que haja aqui afastamento da realidade ou reacção inadequada por parte da comissão de trabalhadores, sindicatos e outras fábricas europeias!

E já que estamos a falar de despedimentos e é esse o titulo do tópico, será que a administração da GM teve problemas para despedir não 1 mas 1200 trabalhadores, mesmo que se tivesse comprometido em se manter no nosso país, dando lucro e sendo um modelo para a GM ?


Há um óbvio afastamento. Se os trabalhadores nunca esperaram que a GM fechasse a fábrica, nem consideraram essa possibilidade, (tu próprio o disseste) podemos concluir que não estavam conscientes da realidade, não ?
Qual remoção da justificação para a deslocalização? "Poderem" usar as prensas da AutoEuropa? Não me parece que isso fosse para a frente... e de qualquer maneira havia outros custos logísticos. Mas não estou a ir por aí, havia vários problemas se bem me lembro, mas o que me marca é mesmo a falta de flexibilidade dos trabalhadores.
Não estava fácil, não. E se os trabalhadores tivessem demonstrado outra posição podia ter acabado da mesma maneira. Agora, nunca saberemos ao certo, não é?
E a administração não chegou a sugerir alteração do horário de trabalho, e um aumento mais modesto dos salários ?

A Opel da Azambuja não tinha perdido o modelo que produzia? Qual era então a razão da fábrica?
E esses compromissos são válidos enquanto houver produção. É triste mas é a realidade.
Por isso, volto, os trabalhadores deviam ter feito o possível para segurar o modelo, e mais tarde com o futuro assegurado fazer outras negociações.

EDIT: A GM não estava (está?) assim tão bem de contas, sabes... http://money.cnn.com/2005/04/19/news/fo ... gm_losses/
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Mensagempor forunista » Terça Set 25, 2007 13:02

Azarael Escreveu:Há um óbvio afastamento. Se os trabalhadores nunca esperaram que a GM fechasse a fábrica, nem consideraram essa possibilidade, (tu próprio o disseste) podemos concluir que não estavam conscientes da realidade, não ?


Vamos lá ver, esperar que a fábrica fechasse eles não esperavam. Mas após o anuncio inalteravel que a administração fez é que já não esperavam outra coisa que não o despedimento colectivo.
Como disse, não existiam motivos para o fecho, por isso é que não se estava à espera!
A reacção da comissão de trabalhadores e sindicatos foi de, em 1º lugar fazer com que a GM cumprisse com as suas obrigações.

Azarael Escreveu:... mas o que me marca é mesmo a falta de flexibilidade dos trabalhadores.


Mas qual inflexibilidade se foi a administração que não quis negociar ?!

Azarael Escreveu:E a administração não chegou a sugerir alteração do horário de trabalho, e um aumento mais modesto dos salários ?


Chegou ? Sinceramente não me lembro, mas gostava de as conhecer melhor! Que eu saiba, a unica proposta da administração foi a cessação do contrato de trabalho!

Azarael Escreveu:A Opel da Azambuja não tinha perdido o modelo que produzia? Qual era então a razão da fábrica?


A administração quis passar a produção da Opel Combo para Saragoça.
O que a comissão de trabalhadores disse é que a Opel Azambuja era um modelo dentro da GM e dava lucro. Não havia fundamento quanto ao motivo apresentado pela GM. Em relação aos motivos "politicos", não sei ao certo do que se trata, mas iriam abrir novas fábricas no leste da Europa e como sabemos, tal como o governo português deu milhões de incentivos à GM, os outros países também o dão. Mas isto sou eu a especular.
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Mensagempor Azarael » Terça Set 25, 2007 13:30

Vamos lá ver, esperar que a fábrica fechasse eles não esperavam. Mas após o anuncio inalteravel que a administração fez é que já não esperavam outra coisa que não o despedimento colectivo.
Como disse, não existiam motivos para o fecho, por isso é que não se estava à espera!
A reacção da comissão de trabalhadores e sindicatos foi de, em 1º lugar fazer com que a GM cumprisse com as suas obrigações.


Então, estavam afastados da realidade ou não estavam?
Existiam, enquanto que na AutoEuropa tens vários componentes feitos localmente, na Azambuja não tinhas isso. Além de teres um custo de produção superior em comparação com outras fábricas da GM.
E se não existiam, porque é que a GM fechou a fábrica? Puro capricho? Um impulso do momento?
Lá está mais uma vez, quais são as "obrigações" da GM?

PS: Não estou a fazer qualquer juízo de valor aqui.

Mas qual inflexibilidade se foi a administração que não quis negociar ?!


Pelo o que li, a certo ponto, a administração queria alterar os horários de trabalho, e congelar os salários na maneira em que apenas subiam para manter o poder de compra.

A administração quis passar a produção da Opel Combo para Saragoça.
O que a comissão de trabalhadores disse é que a Opel Azambuja era um modelo dentro da GM e dava lucro. Não havia fundamento quanto ao motivo apresentado pela GM. Em relação aos motivos "politicos", não sei ao certo do que se trata, mas iriam abrir novas fábricas no leste da Europa e como sabemos, tal como o governo português deu milhões de incentivos à GM, os outros países também o dão. Mas isto sou eu a especular.


Logo, os trabalhadores deviam ter feito tudo o possível para manter o modelo na Azambuja.
O problema é o que eu disse atrás, a GM estava a tentar equilibrar as contas, e outras fábricas conseguiram de facto oferecer melhor condições para a produção do modelo.
Natural que não saibas os "motivos políticos" porque não houve qualquer um. Aquela frase martelada lá para o meio da resolução é apenas um sinal do mau envelhecimento da CGTP.
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Mensagempor forunista » Terça Set 25, 2007 13:48

Azarael Escreveu:Então, estavam afastados da realidade ou não estavam?
Existiam, enquanto que na AutoEuropa tens vários componentes feitos localmente, na Azambuja não tinhas isso. Além de teres um custo de produção superior em comparação com outras fábricas da GM.
E se não existiam, porque é que a GM fechou a fábrica? Puro capricho? Um impulso do momento?
Lá está mais uma vez, quais são as "obrigações" da GM?


Se a fábrica era um modelo dentro da GM, dava lucro, achas mesmo que o motivo da deslocalização era o custo superior às outras fábricas europeias da GM ou que a mão de obra nos países de leste é mais barata ?!

Azarael Escreveu:
Mas qual inflexibilidade se foi a administração que não quis negociar ?!


Pelo o que li, a certo ponto, a administração queria alterar os horários de trabalho, e congelar os salários na maneira em que apenas subiam para manter o poder de compra.


Gostava de ter lido isso! Se realmente isso aconteceu, então as condições ainda eram melhores do que na Autoeuropa, o que não me parece ser o caso!!

Azarael Escreveu:Natural que não saibas os "motivos políticos" porque não houve qualquer um. Aquela frase martelada lá para o meio da resolução é apenas um sinal do mau envelhecimento da CGTP.


Em relação ao "envelhecimento" concerteza não se aplica à CGTP, bem pelo contrário, estão sempre à frente das questões e é o sindicato que mais conhecimento tem dentro das empresas pois tem ligação directa com os trabalhadores.
São tão "velhos" no pensamento que muitos dos avisos que fazem antes mesmo de uma medida ser aplicada pelo governo quando é anunciada, já sabem o resultado da mesma e do seu mau resultado.
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Mensagempor Azarael » Terça Set 25, 2007 17:28

Se a fábrica era um modelo dentro da GM, dava lucro, achas mesmo que o motivo da deslocalização era o custo superior às outras fábricas europeias da GM ou que a mão de obra nos países de leste é mais barata ?!


O que te diz que a fábrica que ganhou o Combo, não é também um modelo dentro da GM ? :lol:
E dar lucro é relativo... se bem entendo o modelo Combo tinha ido a concurso, a Azambuja perdeu em concorrência com outras fábricas, logo a razão de ser da fábrica desapareceu...
E já estamos a fugir ao inicial, houve ou não houve um afastamento da realidade? Tu próprio o disseste. Os trabalhadores e pior a CGTP não perceberam o que estava de facto em causa até ser tarde demais.


Gostava de ter lido isso! Se realmente isso aconteceu, então as condições ainda eram melhores do que na Autoeuropa, o que não me parece ser o caso!!


Pelo contrário, não eram. Mas vais me dizer que os trabalhadores da Autoeuropa não foram mais flexivéis que os da Azambuja?

Em relação ao "envelhecimento" concerteza não se aplica à CGTP, bem pelo contrário, estão sempre à frente das questões e é o sindicato que mais conhecimento tem dentro das empresas pois tem ligação directa com os trabalhadores.
São tão "velhos" no pensamento que muitos dos avisos que fazem antes mesmo de uma medida ser aplicada pelo governo quando é anunciada, já sabem o resultado da mesma e do seu mau resultado.


Aplica-se à CGTP, o mundo mudou nestes 10 anos, mas parece ter passado ao lado da central sindical.
Se estão lá ou não, não chega, é preciso o discurso apresentar soluções...
E questiono essa ligação, a última Greve Geral foi um pouco fracassada.
Quanto já adivinharem o mau resultado não é mesmo por aí, uma coisa é conhecerem o estado, outra reagirem perante o mundo actual.
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Azarael
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