Quanto ao caso da Opel da Azambuja, não se estava à espera que a empresa despedi-se 1200 trabalhadores, visto que não estava em causa a produtividade, apoios e até era um modelo dentro da GM!
Existiam todos os motivos para demonstrarem a sua indignação e aqui podes ver quais eram.
Eu sei que não estavam à espera, senão o comportamento dos trabalhadores não poderia ser descrito de outra forma senão de suicida. É esse completo afastamento da realidade que crítico, o que inclui a CGTP. A comissão de trabalhadores da Autoeuropa apercebeu-se muito melhor da situação.
E pelo contrário estava em causa a produtividade, é que tens que ver que estavam em concorrência com outras fábricas. Pior, concorriam pelo único modelo fabricado na Azambuja, a razão da fábrica.
Deviam ter feito todos os possíveis para segurar o modelo, tal como na AE.
Não se pode contar com a divina providência, ou neste caso, o estado providência, para resolver as coisas, que é o que me dá a ideia que estavam à espera.
Li os motivos, e percebo a ideia, simplesmente são coisas que não se ajustam à realidade de hoje.
Porque assinaram um acordo social que está em vigor até Dezembro de 2007, no pressuposto de assim estar assegurada a produção da “Combo” até 2009, bem como o inicio dos preparativos para a vinda de um novo modelo para Portugal;
Infelizmente não estamos a falar do estado, por isso "acordo social" não faz lá muito sentido. Além disso estamos a falar da GM, uma multinacional que têm vindo a ter alguns problemas com as contas...
E ironicamente, segundo entendo, devido às suas obrigações sociais, o fundo de pensão dos trabalhadores dos EUA, têm tido mesmo pressão para equilibrar as contas.
Porque a GM foi subsidiada com mais de 40 milhões de euros dos nossos impostos, com o compromisso de se manter no nosso país
É completamente injusto, mas se a GM achar que a fábrica não é viavel acaba depressa. E de qualquer maneira, por esta altura esse investimento já teve o seu retorno.
Porque há mais de 40 anos que os trabalhadores portugueses contribuem com a sua dedicação e o seu trabalho para garantir o lucro e o prestigio de que a opel tem desfrutado em Portugal e na Europa;
- Porque, graças a esse esforço, a fábrica da Azambuja é produtiva, dá lucro e é considerada um modelo dentro dos padrões estabelecidos pela própria GM;
Não dúvido, outras fábricas seguiram bem o modelo...
Porque, face à disponibilidade manifestada pelo trabalhadores para negociar, propondo soluções para corrigir a desvantagem de 500 Euros por carro que a Direcção da GM diz existir relativamente a outras fábricas, esta fugiu ao diálogo e à negociação, o que mostra que se trata de uma decisão política e não de um problema de competitividade.
É contra este comportamento e esta ameaça que os trabalhadores das fábricas da GM(...)
Decisão política ?! E que diálogo? Segundo me lembro nem mudar o horário de trabalho queriam.
Em relação às propostas apresentadas pela comissão de trabalhadores e pelos sindicatos em que a USL/CGTP-IN faz parte, houve uma tentativa de diálogo com a administração para solucionar o problema levantado e que levava à deslocação da empresa. A administração não quis dialogar e não aceitou uma negociação.
Hmm... mas os trabalhores queriam dialogar?
Além que isso (o link da TSF) não me parece uma proposta muito realista... Esperava mais...
É mesmo um afastamento da realidade... e tu deves ter também uma noção disso.