Indústria fonográfica processa portugueses que roubam música

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Mensagempor xirix » Sexta Abr 07, 2006 17:05

blackspawn Escreveu:
xirix Escreveu:Por essa lógica, vais processar a Magnum por fazer a pistola que foi usada num assassinato em vez de processar o assassino???


Bem já foi feito antes... McDonalds processado, industria tabaqueira processada, programas p2p processados e de certeza que há muitos mais. Infelizmente não interessa de quem é a culpa mas quem é que "tem mais pasta pra me dar"...

Esta guerra toda contra o p2p não se faz atingindo directamente o p2p mas fazendo concorrência (iTunes é um bom exemplo) é obvio que haverá sempre p2p mas a questão está em tornar a alternativa melhor.


Ya, mas por sorte, a nossa lei nesse aspecto não é igual à dos USA, onde um mamifero compra um carro com cruise control, faz uma viagem, resolve ir para os bancos de trás fazer um café, tem um acidente e consegue culpar a marca do automóvel por no manual não estar explicito que não pode abandonar o lugar de condutor quando ligar o Cruise Control :P

Abraços
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Não subscrevam a VIANETWORKS, TVTel ADSL, ASDL.XL, CyclopNet. A VIA aldraba todos os seus clientes iludindo-os c/ velocidades q nunca tem na realidade. Uma ligação 1024/256 (128kB/32kB) na prática é de 6kB/4kB c/ o emule.
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Mensagempor paperless » Sexta Abr 07, 2006 17:06

Para quem nao tiver medo de mentiras nem de chantagens...: Imagem


xirix ainda bem que Portugal não é igual aos USA infelizmente existem determinadas associaçoes que pensam assim..
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Mensagempor Azarael » Sexta Abr 07, 2006 21:02

paperless Escreveu:Para quem nao tiver medo de mentiras nem de chantagens...: Imagem


xirix ainda bem que Portugal não é igual aos USA infelizmente existem determinadas associaçoes que pensam assim..



OFFTOPIC: Sabiam uma coisa engraçada que existe nos states ? Precedentes legais :lol: . A ideia é a seguinte, os juizes fazem a sua decisão baseado no que outro juiz decidiu num caso similar. Ou seja a interpretação da lei até pode estar completamente distorcida, mas o precedente é que ganha. A não ser que alguém queira ir ao Supremo apelar da decisão inicial :lol: .
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Mensagempor |_xenon_| » Sexta Abr 07, 2006 21:24

xirix Escreveu:
|_xenon_| Escreveu:É assim axo um bocado estranho porque esses mans ganham a maioria dos €€€ em concertos, nao sei porque se iriam preocupar com pirataria quando, nestes casos, os maiores lesados são as discograficas. Mas como falei sem certezas, baseado em suposições e na logica vou aceitar o que dizes embora mantendo a opinião pois tambem nao apresentas-te provas concretas.
Cumps


Reparaste no link do meu post?


Na altura em que fizes-te o post nao reparei no link.
Agora acredito em ti, mesmo assim axo estranho... este pessoal anda todo doido!
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Mensagempor Tomaz » Sexta Abr 07, 2006 21:41

Acabei de ler ISTO!!


"Downloads" ilegais dividem opiniões

Membros dos Blasted Mechanism e Primitive Reason opinam sobre "downloads" de música. Jurista considera difícil provar intenção de dolo.

As 28 queixas-crime apresentadas pela Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) contra utilizadores anónimos de programas de partilha de ficheiros levantaram uma questão já antiga. A legitimidade de processar criminalmente quem descarrega músicas protegidas da Internet é dúbia e sujeita a várias interpretações.

Luís Silva Pereira, jurista da Deco, considera difícil provar a intenção de dolo por parte dos "downloaders". Tal é, no entanto, possível pela avaliação de cautelas tomadas por parte de quem descarrega os ficheiros, como a ocultação por meios informáticos dos números de IP ou descarregamento por sítios ou programas que dificultem investigações.

A facultação dos números de IP por parte dos prestadores de serviços de Internet (ISP) à Polícia Judiciária é, explica Luís Pereira, perfeitamente legítima desde que parta de ordens de um Tribunal. Já o encerramento dos servidores de programas que permitem a partilha de ficheiros pela Net é, para o jurista, dependente do grau de abuso e utilização ilegal que proporcionam. Se se verificar que tais servidores são maioritariamente utliizados para a partilha de música e filmes protegidos, então o encerramento será legítimo. Já o encerramento de qualquer servidor de partilha de ficheiros "porque há a possibilidade de utilização errónea e ilegal, é um disparate completo", acrescentou.

"Downloads" dividem músicos portugueses

Nem todos os profissionais de música em Portugal encaram o descarregamento de música pela Internet como prejudicial aos artistas. Dado que o dinheiro procedente da compra de CD reverte sobretudo para as editoras, as bandas e músicos obtêm a maior parte dos rendimentos através de concertos.

Guillermo de Liera, vocalista dos Primitive Reason, declarou ao JPN que "o 'download' legal de músicas é óptimo para as bandas porque lhes dá uma projecção internacional que não obteriam de outro modo". Por outro lado, "os 'downloads' ilegais representam uma quebra de vendas enorme que levam a que as editoras não invistam tanto nos artistas, acabando por despedi-los por não serem rentáveis".

Valdjiu, membro dos Blasted Mechanism, refere que a banda "conseguiu dar a volta a este problema ao criar a sua própria editora que produz não só a banda, como vários outros projectos num espírito de parceria que não existe nas editoras convencionais".

Guillermo de Liera admite que com a disseminação das tecnologias de produção e edição musical, os músicos podem gravar e produzir os seus álbuns em casa, sendo que "a venda das músicas reverteriam exclusivamente para os artistas, em vez de 80% para a editora e 20% para a banda". O descarregamento ilegal de músicas é, para o vocalista, prejudicial, já que se os "downloads" de músicas do Primitive Reason se traduzissem em discos vendidos, a banda já teria obtido vários álbuns de platina.

Já o músico dos Blasted Mechanism afirma que o novo método de disponibilização gratuito do "produto intelectual dos artistas os coloca na vanguarda de uma nova sociedade em que desaparece o capitalismo dos intermediários". Para Valdjiu, "é bom que as pessoas tenham acesso às nossas músicas e as 'curtam' para depois verem ao vivo" a banda.

O preço médio de um CD em Portugal situa-se entre os 15 e os 20 euros, sendo que uma banda que cobre entre cinco e 10 euros por concerto lucra muito mais do que com a venda de álbuns - até porque dá muito mais espectáculos do que grava discos. Por estas razões, e apesar de considerar o papel das editoras importante, Valdjiu frisou que o seu desejo "é que se partilhe". "Em vez de andarmos todos a comprar e a vender, que se partilhe. Se as editoras desaparecem ou não já é entrar na futurologia, mas quiçá aconteça", diz.

André Sá





podem ver a notícia original em: http://jpn.icicom.up.pt/2006/04/07/down ... nioes.html

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Mensagempor Tomaz » Sexta Abr 07, 2006 21:41

Acabei de ler ISTO!!


"Downloads" ilegais dividem opiniões

Membros dos Blasted Mechanism e Primitive Reason opinam sobre "downloads" de música. Jurista considera difícil provar intenção de dolo.

As 28 queixas-crime apresentadas pela Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) contra utilizadores anónimos de programas de partilha de ficheiros levantaram uma questão já antiga. A legitimidade de processar criminalmente quem descarrega músicas protegidas da Internet é dúbia e sujeita a várias interpretações.

Luís Silva Pereira, jurista da Deco, considera difícil provar a intenção de dolo por parte dos "downloaders". Tal é, no entanto, possível pela avaliação de cautelas tomadas por parte de quem descarrega os ficheiros, como a ocultação por meios informáticos dos números de IP ou descarregamento por sítios ou programas que dificultem investigações.

A facultação dos números de IP por parte dos prestadores de serviços de Internet (ISP) à Polícia Judiciária é, explica Luís Pereira, perfeitamente legítima desde que parta de ordens de um Tribunal. Já o encerramento dos servidores de programas que permitem a partilha de ficheiros pela Net é, para o jurista, dependente do grau de abuso e utilização ilegal que proporcionam. Se se verificar que tais servidores são maioritariamente utliizados para a partilha de música e filmes protegidos, então o encerramento será legítimo. Já o encerramento de qualquer servidor de partilha de ficheiros "porque há a possibilidade de utilização errónea e ilegal, é um disparate completo", acrescentou.

"Downloads" dividem músicos portugueses

Nem todos os profissionais de música em Portugal encaram o descarregamento de música pela Internet como prejudicial aos artistas. Dado que o dinheiro procedente da compra de CD reverte sobretudo para as editoras, as bandas e músicos obtêm a maior parte dos rendimentos através de concertos.

Guillermo de Liera, vocalista dos Primitive Reason, declarou ao JPN que "o 'download' legal de músicas é óptimo para as bandas porque lhes dá uma projecção internacional que não obteriam de outro modo". Por outro lado, "os 'downloads' ilegais representam uma quebra de vendas enorme que levam a que as editoras não invistam tanto nos artistas, acabando por despedi-los por não serem rentáveis".

Valdjiu, membro dos Blasted Mechanism, refere que a banda "conseguiu dar a volta a este problema ao criar a sua própria editora que produz não só a banda, como vários outros projectos num espírito de parceria que não existe nas editoras convencionais".

Guillermo de Liera admite que com a disseminação das tecnologias de produção e edição musical, os músicos podem gravar e produzir os seus álbuns em casa, sendo que "a venda das músicas reverteriam exclusivamente para os artistas, em vez de 80% para a editora e 20% para a banda". O descarregamento ilegal de músicas é, para o vocalista, prejudicial, já que se os "downloads" de músicas do Primitive Reason se traduzissem em discos vendidos, a banda já teria obtido vários álbuns de platina.

Já o músico dos Blasted Mechanism afirma que o novo método de disponibilização gratuito do "produto intelectual dos artistas os coloca na vanguarda de uma nova sociedade em que desaparece o capitalismo dos intermediários". Para Valdjiu, "é bom que as pessoas tenham acesso às nossas músicas e as 'curtam' para depois verem ao vivo" a banda.

O preço médio de um CD em Portugal situa-se entre os 15 e os 20 euros, sendo que uma banda que cobre entre cinco e 10 euros por concerto lucra muito mais do que com a venda de álbuns - até porque dá muito mais espectáculos do que grava discos. Por estas razões, e apesar de considerar o papel das editoras importante, Valdjiu frisou que o seu desejo "é que se partilhe". "Em vez de andarmos todos a comprar e a vender, que se partilhe. Se as editoras desaparecem ou não já é entrar na futurologia, mas quiçá aconteça", diz.

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podem ver a notícia original em: http://jpn.icicom.up.pt/2006/04/07/down ... nioes.html

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Mensagempor r25 » Sexta Abr 07, 2006 21:50

Que chatice :!: lá vou eu ter de deitar meu leitor de mp3 no lixo, rádio do carro com leitor de mp3 também vai ter de ir para o lixo. l :lol: :lol: :lol:
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Mensagempor Viriatus » Sexta Abr 07, 2006 22:28

Pelo menos desde o início da década de 90 do século passado -- ou seja, há mais de 15 anos -- que os profetas da revolução digital vinham alertando para as consequências da mudança tecnológica que então se iniciava.

Primeiro em círculos um tanto restritos: publicações de vanguarda cultural e jornais de informática, o que sempre serve de desculpa. Mas depressa todos os grandes meios de comunicação -- que só mesmo um analfabeto pode legitimamente dizer que não leu -- fizeram repetido alarde das preocupações com os conteúdos digitais e a gigantesca máquina de copiar que a Internet representava. Nos piores cenários falava-se da quebra do controlo sobre os direitos autorais e na possibilidade de todos partilharmos com todos as nossas músicas (para o pior ou para o melhor segundo a perspectiva, o cenário dos catastrofistas dos anos 90 confirmou-se).

Os avisos tinham destinatários certos: os músicos à cabeça de uma lista que incluía, entre outros, escritores e produtores de filmes. Uns ouviram, outros fingiram que não.

Todos, excepto a indústria fonográfica. Que se manteve cega e surda. Mas não muda: os seus porta-vozes minimizavam o impacto de um futuro anunciado e largamente exagerado, diziam. A verdade é esta: ao longo destes 15 anos a indústria fonográfica mundial, no todo (a RIAA, associação americana que agregava as sete "majors") ou nas suas partes (as empresas produtoras de qualquer dimensão), teve em relação ao assunto a perspicácia da avestruz perante o perigo. Enfiou a cabeça na areia (movediça...) dos direitos legais e não mexeu um dedo para perceber as mudanças em curso nos hábitos e comportamentos dos seus clientes e agir em conformidade. Como é seu timbre desde os tempos do rolo de cera e do vinil, como já fizera aquando da revolução da cassete, não soube ou não quis interpretar os sinais que apontavam o futuro que vivemos hoje: uma esfera multimedia onde tudo está à distância de um clique, qualquer clique, indistintamente legal ou ilegal.

Uma indústria que não respeita os clientes acaba por lhes perder o rasto. Estes divorciam-se, viram-lhe as costas. Abandonam-na. Partem para outra.

A forma como o que resta da outrora pujante e una indústria musical (hoje um punhado de associativistas inconsequentes) tenta tapar o sol com uma peneira é patética. Declarar que a pirataria «é responsável em 80 por cento da queda das vendas do mercado», como fez Pedro Osório, da SPA, é dar provas de anacronismo social. Tenhamos piedade de quem acredita que os 20 por cento que restam engolem

a) a concorrência de outras formas de entretenimento, dos jogos à Internet social, da televisão aos centros comerciais;

b) a migração de formato, do CD para o computador, a Internet, o webradio;

c) a proliferação dos leitores portáteis de mp3 e formatos audio emergentes (as vantagens do mp3 sobre o CD ao nível da informação prestada sobre a música só por si justificariam a troca dos formatos);

d) o surto de criatividade "alternativa", que começa já a ter sustento comercial com as netlabels, originando uma nova geração de músicos que cresce (e ganha dinheiro) fora do "sistema";

e) uma nova cultura de partilha onde a juventude se mostra mais interessada em dar do que simplesmente receber, sendo simultaneamente produ-consumidor, emitindo os seus "samples" e ouvindo os dos amigos, usando a tecnologia de gravação, reprodução e distribuição que deixaram de ser monopólio dessa indústria.

Na mesma semana em que, por cá, a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) dava início à sua diatribe contra a rede, esta levou ao "top" britânico uma música que só existia em formato digital, tendo vendido 30.000 "downloads" ANTES de alguém se interessar por colocar a banda em CD. "Rings a bell", caro John Kennedy (presidente da IFPI)?

Não. Kennedy está ainda numa de experimentar colocar um polícia à porta da Internet, esperando que o efeito dissuasor da farda chegue para impedir o que classifica de crime (palavra em tempos adequada, hoje injusta e recusada). Digamos que é um pouco tarde para tácticas preventivas.

A nossa SPA avisa-nos, do alto da sua superioridade intelectual, que «a actual estrutura cultural pode ruir». Entreolhamo-nos e sorrimos, condescendentes com o tio da província que veio à metrópole. A estrutura cultural de que falam é actualmente, na realidade, uma entrada de enciclopédia. Da Wikipedia. Com um "hiperlink" para a entrada, não menos histórica, sobre a complexa estrutura legislativa que ao longo do século passado lhe deu suporte judicial, hoje uma impossibilidade até para os investigadores policiais.


Associação de defesa (?) dos infonautas


Entusiasmados com a "perseguição" policial e as putativas invasões da privacidade advindas da missão que a Polícia Judiciária, com nobre sentido de dever, encetou para fazer o frete às IFPI e SPA, alguns carolas da rede apressaram-se a desencantar que devíamos ter uma congénere da Eletronic Frontier Foudation. Para nos "defender" das ameaças.

Esquecem estes desmiolados que tão imprescindível associação já existiu. Eu sei porque fiz parte dela. Como membro da Comissão Instaladora até fui à televisão defender o Terràvista. Cobrimo-nos de glória, efectivamente muito transitória: em vez de fechar o "antro de pornografia" (Tal & Qual dixit) que o seu Ministério da Cultura "subsidiava", Manuel Maria Carrilho aceitou apenas desfazer-se do incómodo das 30.000 páginas de lusofonia (a blogosfera da época). Ele safou-se, o Terràvista não. Mas é a vida e o tema aqui é outro: a Associação Fronteira Electrónica.

Quando a Comissão Instaladora conseguiu finalmente reunir uma assembleia, compareceram 18 pessoas para votar a primeira lista, arranjada à pressa (fui arregimentado para vice-presidente da Assembleia Geral).

18 gatos pingados numa sala de hotel, depois de toda a publicidade feita à Fronteira Electrónica, de tanta tinta, de tanto "post", de tanto reconhecimento da necessidade de "nos" defendermos. Eu devia ter aprendido. Mas não. Como sou reicidente na patologia das boas intenções, voltei a dar para o peditório de uma causa a propósito da blogoesfera e da eventualidade de existir um provedor que servisse de fio de prumo e primeiro descascador de casos. Chamaram-me de tudo, mas ele há males que vêm por bem: curei-me.

Portanto, agora sorrio como um ex-fumador. E do alto da minha cátedra aviso os candidatos a beneméritos dos infonautas: dediquem o vosso tempo a actividades compensadoras.


Paulo Querido


16:20 6 Abril 2006


Retirado de
http://online.expresso.clix.pt/cronica/ ... d=24759753
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Mensagempor |_xenon_| » Sexta Abr 07, 2006 23:23

agora é so esperar que venha o xirix dizer que isso são tudo balelas e que vamos todos ser presos anos a fio sem sequer sermos julgados, etc. etc. lol
Na brinca.
agora a serio este cenario ja era previsivel, oa artistas que ganhem o seu dinheiro com os concertos e que mandem as discograficas a fava!
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Mensagempor zzeuss » Sábado Abr 08, 2006 0:24

Quem já não ouviu isto nas noticias? As multas poderão ir até aos 5000 euros, quem for "apanhado" a roubar músicas da Internet...



Pois bem, é altura de acalmar o pânico de milhares de pessoas e de pais preocupados com o que os filhos fazem no computador.



1º - Os chamados "processos" vão ser criados pela SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) e/ou pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica). Neste ponto, há uma coisa que deve ser clara: nenhuma destas instituições tem autoridade para passar multas a quem quer que seja. O objectivo (imoral) é assustar os utilizadores de Internet e levá-los a pagar uma indemnização até 5000 euros, ou será levado a tribunal. Isto pode ser visto como chantagem, uma vez que ou pagamos, ou levamos com um processo. Estas empresas que vão enviar as tais cartas, não estão a agir através de um processo judicial (pois seria muito dispendioso processar individualmente milhares de pessoas) mas sim através de um processo civil. Que relevância jurídica tem isto? Nenhuma! Simplesmente ameaçam as pessoas e metem medo. Se alguma pagar, melhor. Se ninguém pagar, encolhem os ombros e passam ao próximo. De facto há leis em Portugal, mas não são estas empresas que as escrevem.



2º - Onde está essa informação, e quem decide que valor é que se vai pagar? Em Portugal só há uma maneira de obrigar as pessoas a pagar multas ou indemnizações: o tribunal! Como o Bill Gates disse: "O nosso computador é tão confidencial como a nossa conta bancária". Sem processo em tribunal, ninguém (nem mesmo estas entidades) podem acusar, vigiar, espiar, exigir, passar multas, pedir indemnização, ter acesso ao vosso computador, ou "consultar" que downloads fazem.



3º - Para os menos entendidos, quem tem ligação à Internet, liga-se através de um IP (ex. 255.255.255.255) e mais nenhuma informação é transmitida (e atenção a isto).

Quem mantém o registo a quem pertence cada IP ligado, é apenas a empresa de Internet a quem contraram o serviço (ex. Netcabo, Cabovisão, Sapo, Clix, etc.). Neste caso, só com um processo judicial é que a vossa informação confidencial é disponibilizada. Ou seja: receberam uma carta a pedir uma indemnização. Muito bem, há processo judicial a decorrer em tribunal? Não? Então a carta não vale nada. E se quiserem ir mais além, contactem o vosso fornecedor de Internet e perguntem como é que a determinada instituição obteve os vossos dados, sem autorização do tribunal. E se ainda quiserem ir mais além, iniciem um processo contra o vosso fornecedor de Internet, ou contra a instituição que vos "ameaçou".



4º - Quem faz download de qualquer tipo de ficheiros da Internet (seja musica, filmes, fotografias) é apelidado de "pirata informático" pela comunicação social. Mas há uma grande diferença entre fazer download e desfrutar desse mesmo download no conforto da vossa casa, e de fazer download de filmes e música e ir vender para a feira da ladra, ou qualquer outro local. Quem lucra com estes negócios de downloads para vender posteriormente, é que deve ser apelidado de pirata informático. Ou será que quando se gravava as telenovelas e os filmes da televisão em cassetes, também era chamado de pirata da televisão? É exactamente a mesma coisa. Em vez de copiarem da televisão, copiam da Internet.



5º - Neste momento, em Portugal não há nenhuma lei relativamente à pirataria informática (pelo menos explícita) e em que base se suporta, ou que diferenças existem entre consumo próprio ou para venda. Da mesma maneira que não há qualquer precedente de tal situação. Todos aqueles anúncios no cinema, nunca deram em nada nem nunca ninguém foi preso. Eram só campanhas!



6º - Se estivessem a infringir alguma lei, acham que seriam enviadas cartas para pararem com os downloads e a serem convidados a pagarem de livre vontade? Também ninguém manda cartas a um ladrão para parar de roubar no metro e entregar-se na esquadra mais próxima, ou a um assassino para parar de matar os vizinhos com a caçadeira, e para se dedicar à agricultura. É absurdo! Se neste país nem uma pessoa que viola crianças vai presa, quanto mais nós que nos recusamos a pagar multas! Tirar músicas da Internet dá multa até 5000 euros. E andar a 120km/h dentro de uma localidade dá 500 euros? Passar um sinal vermelho menos que isso? Desencadear um acidente em cadeia na auto-estrada porque se bebeu demais fica-se sem carta? Acham justo? Tirar músicas da Internet é que é mau para a sociedade, e os perigosos somos nós, não?



7º - Recentemente em França foi aberto um processo pelas indústrias e editoras similar a este, e até foi feita uma petição em tribunal para ser criada uma lei que punisse quem fizesse downloads da Internet. No entanto, o Juiz recusou-se alegando que se estaria a violar a divulgação cultural. Temos o direito de experimentar o produto antes de o comprar, ou não?



8º - Quem acham que perde com isto tudo? O terror instala-se, as pessoas começam a parar de fazer downloads, e a Internet em casa passa a ser usada para ver páginas e ler o e-mail. Quem precisa de grandes velocidade para isso? Ninguém...assim os consumidores começam a cancelar a Internet, ou a passar para uma mais barata. E quem sofre? O fornecedor de Internet.



9º - Há vários cantores e grupos de música nacionais que culpam a "pirataria" das baixas vendas que os seus álbuns conseguem no mercado. Esta é a lista de vários artistas que lutam contra a pirataria:



Ágata, Agrupamento Musical Diapasão, Aldina, Alfredo Vieira de Sousa, Ana Moura, António Cunha (Uguru), António Manuel Ribeiro, António Manuel Guimarães (Magic Music), Banda Lusa, Blasted Mechanism, Blind Zero, Bonga, Boss AC, Camané, CantaBahia, Carlos do Carmo, Carlos Maria Trindade, Carlos Tê, Clã, Cristina Branco, Da Weasel, Danae, David Fonseca, Dealema, Delfins, DJ Vibe, Dulce Pontes, Emanuel, Expensive Soul, Fernando Rocha, Filipa Pais, Fingertrips, FNAC, GNR, Gutto, Iran Costa, Íris, Jaguar Band, João Afonso, João Gil, João Monge, João Pedro Pais, João Portugal, Jorge Cruz, Jorge Palma, José Mário Branco, Liliana, Lúcia Moniz, Luís Cília, Luís Represas, Luísa Amaro, Mafalda Veiga, Manuel Faria, Manuel Freire, Manuel Paulo, Mão Morta, Marante, Maria João&Mário Laginha, Mário Fernandes, Mariza, Ménito Ramos, Mesa, Miguel&André, Miguel Guedes (em nome individual), Mind da Gap, Místicos, Mónica Sintra, Paula Teixeira, Paulo Ribeiro, Pedro Abrunhosa, Pedro Ayres Magalhães, Pedro Oliveira, Pedro Osório, Quatro Cantos, Quim Barreiros, Quinta do Bill, Rádio Macau, Rita Guerra, Rodrigo Leão, Rosita, Rui Bandeira, Rui Veloso, Santamaria, Sérgio Godinho, Teresa Tapadas, The Gift, Toranja, Toy, Tozé Brito, UHF, Vitorino, Wraygunn, Xutos e Pntapés, X-Wife e Zé Peixoto.



Por favor, e peço-vos que metam a mão na consciência: Quem é a pessoa com com alguma inteligência que se vai a meter a fazer download de músicas da Ágata? Ou da Rosita? Ou do Agrupamento Musical Diapasão? Ou pior, do Iran Costa?



10º - Ora vejamos:



Fim da Pirataria –> Menos Utilizadores da Internet –> Choque Tecnológico por água abaixo –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu



Fim da Pirataria –> Menos Utilizadores da Internet –> Menos lucros dos ISP's –> PT apresenta prejuízo -> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu



Fim da Pirataria –> Aumento dos Processos que se acumulam nos tribunais –> Justiça mais lenta –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu



Fim da Pirataria –> As pessoas não vão comprar Cd's só porque a pirataria "acaba" ou diminui podendo mesmo criar uma certa "revolta" contra as editoras e afins –> O povo começa a cagar para os artistas –> Menos lucros para editoras e artistas –> Mundo da música e não só com dificuldades –> Portugal país cada vez mais atrasado a nível europeu



Continuamos...?



11º - Ok, concordo que os direitos de autor têm que ser protegidos. Mas não concordo que um simples CD de música cujo custo de fabrico ronda 1 euro, seja vendido por 15/20 euros, em que apenas cerca de 2 euros vão para os artistas. E ainda têm a lata de chamar piratas a nós?



12º - Concluindo, não se deixem vencer pelo medo. Não digo para olharem para o lado caso recebam essas cartas, mas sim que se informem e que pesquisem as maneiras legais de se fazer o correcto. Informem e mantenham-se informados, pois basta haver um decréscimo dos utilizadores deste tipo para essas empresas pensarem que podem fazer tudo e que podem ganhar.

Eu posso considerar-me culpado, mas sou culpado, não por fazer downloads de musicas e filmes mas pelo facto de fazer parte da classe média que mal tem dinheiro para pagar a renda de casa, e ainda faz um sacrifício enorme em pagar 60€ pela Internet, mais não sei quantos euros pela tvcabo, mais não sei quantos euros pelo telefone, mais não sei quantos euros pela assinatura mensal do telefone, e de trabalhar de sol a sol. Mas NÃO SOU CULPADO, pelos roubos de ministros, deputados, e administradores de empresas estatais, pelos buracos financeiros que causaram a empresas estatais. NÃO SOU CULPADO, pelo buraco financeiro em que o pais se encontra, e muito menos pelo valor do défice 6,8.



Agora só vos peço para levarem a vossa vida atrás do computador calmamente, não castiguem os vossos filhos por algo que não estão a fazer, e acima de tudo, divulguem toda esta informação, para que essas empresas que vêm do estrangeiro, não pensem que somos uma cambada de saloios e que nos podem meter medo!
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Mensagempor sLiNk » Sábado Abr 08, 2006 0:45

zzeuss já li esse manifesto para aí 500 vezes em diversos foruns. Até já foi colocado o link para esse manifesto neste tópico.
Até já foi noticia num jornal esse manifesto.
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Mensagempor pedrom30 » Sábado Abr 08, 2006 0:57

[/quote]Por essa lógica, vais processar a Magnum por fazer a pistola que foi usada num assassinato em vez de processar o assassino???[/quote]

Meu caro, quanto muito tal situação poderia ser comparada a quem detem/fabrica as redes de cobre/fibra optica por onde passam as informaçãoes. Mas não é disto que se trata. A comparação plausivel se pensada, seria no armeiro que vende a magnum (arma que requer uma liceça quer para uso quer para a venda) a um individo sem licença, e que este individo pega na arma e mata alguem. Objectivamente, a morte não será imputável ao armeiro, mas a sua negligência em não acautelar que tal arma só fosse vendida a quem tivesse um licença, poderia ser condenado em sede mesmo que não penal, antes mesmo do crime ser efectuado,e mesmo que este não se viesse a verificiar.
é obvio que no caso do p2p não deixaria de haver processos a quem utiliza ficheiros protegidos e os utiliza e deles tira proveitos. Mas é muito mais facil processar quem permite que isto aconteça....bastava bloquearem o trafego deste tipo de softwares...e perderem €€ com as rescisões de contratos e diminuições de tarifários.

Já agora...e eu que saquei um dvdrip do SLB-Barcelona e que quando vi, era o filme da sharon stone, com o ultimo album dos Naifa...será que fiz pirataria com aquele trafego? afinal era um fake...só que para azar meu a unica fonte que dizia que era o rip do SLB-Barcelona foi a que eu saquei...todas as outras tinham o nome correcto....
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Garantia de anonimato em P2P

Mensagempor ruimonteiro » Sábado Abr 08, 2006 10:47

undivided Escreveu:desculpem a minha ignorancia : é possivel sacar musicas dum p2p .. ou entao num website sem descobrirem nada cerca da nossa identidade( ip , etc etc ) , isto é , o software TOR resolvia esse problema ou nao?
cumpz


Parece que sim, segundo o que vi na wikipedia (http://wikipedia.org/), no entanto comparados com os P2P de segunda geração como o eMule são um pouco mais lentos, pois usam técnicas de encriptação.

Um deles (que eu acho bastante interessante) o freenet (http://freenetproject.org/) tem uma filosofia muito diferente do que estamos habituados, basicamente cria um canal de saída em que garante o anonimato e a utilização é feita via Browser IE ou Firefox.
Ou seja, navega-se numa segunda rede sem qualquer restrição onde quem publica e quem vê é completamente desconhecido e impossível de se detectar.

Existem outros da mesma geração (3.ª) mas que funcionam de maneira mais tradicional como sejam:
I2P: http://www.i2p.net/
GNUnet: http://www.gnunet.org/
Entropy: http://entropy.stop1984.com/en/home.html

Para mais informações sobre file sharing existe uma página no wikipedia muito boa:
http://en.wikipedia.org/wiki/Filesharing

Quanto ao copyright e ser pirata ou violador sempre que se tira a porra duma musiquinha, subscrevo o que é dito no site da freenet:

Of course much of Freenet's publicity has centered around the issue of copyright, and thus I will speak to it briefly. The core problem with copyright is that enforcement of it requires monitoring of communications, and you cannot be guaranteed free speech if someone is monitoring everything you say. This is important, most people fail to see or address this point when debating the issue of copyright, so let me make it clear:

You cannot guarantee freedom of speech and enforce copyright law

It is for this reason that Freenet, a system designed to protect Freedom of Speech, must prevent enforcement of copyright.

in http://freenetproject.org/index.php?page=philosophy&PHPSESSID=3de07ef37817c64639aa8e789a953cc6
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Mensagempor xirix » Sábado Abr 08, 2006 20:00

|_xenon_| Escreveu:agora é so esperar que venha o xirix dizer que isso são tudo balelas e que vamos todos ser presos anos a fio sem sequer sermos julgados, etc. etc. lol
Na brinca.
agora a serio este cenario ja era previsivel, oa artistas que ganhem o seu dinheiro com os concertos e que mandem as discograficas a fava!
Cumps


É pá, presos até não acredito.

Existem duas cenas que é importante dividir. Uma é a legitimidade do processo, outra é os incomodos que podem advir desse processo.

Por mais razão que o pessoal tenha (ou ache que tenha), vão ter que comparecer em tribunal se por acaso o vosso nome for revelado através da consulta aos ISP em relação aos IPs. Vocês têem noção do tempo que vocês vão perder? Mesmo que o tribunal no primeiro processo dê o ganho de causa aos desgraçados dos IPs, eles podem sermpre recorrer e andar com aquilo durante uma eternidade (sabemos que dinheiro para isso eles têem), basta os média darem-lhes cobertura, que no fundo serve de publicidade de "graça" para a campanha do "Contra cópia ilegal de música".

Que os contratos que os músicos fazem com as editoras/produtoras (os mamões) sejam mais justos ou não. Isso não nos compete julgar. Aliás, sinto-me indignado com tanto movimento que se faz por causa da música, quando á ligeiramente pouco tempo o IVA subiu de 19% para 21% e ninguém (leia-se o povo) disse nada.

Ora bem, se para uma coisa destas que afecta toda a gente ninguém "piou", qual a importância de 28 "gatos pingados" terem que pagar indemizações por roubarem músicas?


Abraços
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X|r|X
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Não subscrevam a VIANETWORKS, TVTel ADSL, ASDL.XL, CyclopNet. A VIA aldraba todos os seus clientes iludindo-os c/ velocidades q nunca tem na realidade. Uma ligação 1024/256 (128kB/32kB) na prática é de 6kB/4kB c/ o emule.
xirix
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Mensagempor |_xenon_| » Sábado Abr 08, 2006 22:34

nunca fizes-te um download de musica???? Axo que aki no forum nao ha um user que nao tenha feito um download dito "ilegal" por isso se formos processados que sejamos todos.
Cumps
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|_xenon_|
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