Presente no mercado desde Junho de 2004, com o suporte oferecido pelas primeiras placas mães INTEL, o PCI Express ainda não conseguiu substituir completamente o bus AGP.
Na última edição da Computex, em Hannover, inúmeros fabricantes apresentaram novidades AGP. Entre eles, um destaque para a GeCube que apresentou nada menos do que 25 modelos. A chegada iminente das placas baseadas na 7600 GT, com características técnicas equivalentes à sua versão PCI Express, é extremamente esperada. A série 7XXX da NVIDIA estará assim a apresentar opções para todos os suportes. Em contrapartida, a ATI não apresentou nada de novo. O AGP conta ainda com muitos adeptos. O parque de motherboards equipadas com este tipo de bus continua a ser expressivo. A Intel com o seu socket 478 ou os donos de produtos AMD nos suportes socket 754 ou 939.
Vários motivos podem explicar o desejo de alguns consumidores em continuar a utilizar o AGP:
• Algumas destas configurações ainda se encontram em condições de rodar os aplicativos mais exigentes, sem exigir gastos pesados, como a aquisição de uma nova motherboard ou memórias;
• O PCI Express ainda não teve sucesso em manter um distanciamento significativo em relação ao AGP, salvo no caso de configurações muito caras (SLI ou Crossfire).
• Por fim, o atraso anunciado do Windows Vista pode ser a principal explicação: porque mudar agora de placa gráfica quando ainda não existe nenhuma placa no mercado compatível com o DirectX 10, exclusividade do futuro SO da Microsoft? Seria correr o risco de mudar novamente de hardware em menos de 10 meses.
Todos estes factores podem-nos fazer compreender uma certa prudência ou até mesmo uma política da espera, por parte dos consumidores. Em todo o caso, trata-se de um caso único na indústria informática e o AGP está quase a soprar a sua décima vela.
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