A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) voltou a atacar. Em comunicado, a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) informou hoje que se iniciou uma nova acção concertada pelas várias organizações representantes da indústria discográfica mundial contra a distribuição de cópias de música piratas nos sites de Partilha de Ficheiros (P2P). Esta contra-ofensiva legal abrange 17 países – Portugal incluído – e prevê a abertura de mais de 8000 processos contra utilizadores de P2P.
O comunicado não detalha o número de processos que vai ser aberto em Portugal – apenas menciona que os representantes de autores e editores subscrevem as «queixas contra um grupo de utilizadores que disponibilizou ilegalmente dezenas de milhares de canções através da Internet».
A nova vaga de processos conta ainda com um aspecto inédito – pela primeira vez na história portuguesa todas as organizações dos vários quadrantes se unem contra o P2P (as acções legais têm o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores, da Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas Intérpretes ou Executantes e da Associação Fonográfica Portuguesa).
Com a nova investida legal, a IFPI eleva para 13 mil o número de processos legais contra a troca de música não autorizada fora dos EUA.
Na nova investida destaca-se ainda a estreia destas acções no Brasil, onde se estima que, nos últimos 12 meses, mais de um milhão de músicas tenham sido disponibilizadas ilicitamente através de P2P.
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