Medicamentos vão poder ser comprados na net

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Medicamentos vão poder ser comprados na net

Mensagempor Nuno_Martins » Terça Set 04, 2007 18:12

Medicamentos vão poder ser comprados na net

Em Outubro já vai ser possível aos portugueses encomendar medicamentos através da Internet, desde que não estejam sujeitos a receita médica.

Esta nova medida faz parte da lei que regulamenta a liberalização da propriedade das farmácias, e é uma inovação que se estende a qualquer local de venda autorizada de medicamentos como farmácias, parafarmácias ou supermercados.

Portugal junta-se assim ao grupo de países onde já é possível comprar produtos farmacêuticos através da Internet como o Reino Unido, Alemanha, Holanda e Irlanda, entre outros. Já países como a Espanha e a Bélgica continuam a proibir esta prática.


Fonte: Exame Informática
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Mensagempor devil_angel » Sábado Set 08, 2007 10:47

Como farmacêutico só posso condenar esta possibilidade.... No reino unido estima-se que mais de 5% dos internamentos já se deva ao uso intensivo de analgesicos, devido principalemnte a esta venda indiscriminada de medicamentos como se fossem batatas fritas.

A razão por o qual existem paises que não querem admitir esta possibilidade tem uma razão de ser. Se alguem necessitar de medicamentos desloque-se a uma farmácia ou parafarmácia (disponivel em qualquer continente) e fale com profissionais que lhe aconselharão a melhor opção, e não mande vir caixinhas da internet.

Isto só tira impostancia ao acto de ser automedicar, dando a ilusão que não faz mal praticamente nenhum. Depois é vê-los a tomar ben-u-ron e aspirinas diariamente, e a surgirem ulceras gástricas e problemas hepáticos antes dos 40 anos de idade....

(Desculpem pelo desabafo, mas este governo é simplesmente ridiculo acerca desta matéria, porque rouba nas comparticipações e atira areia aos olhos das pessoas com aquilo que menos importa)
Todos os erros k penses k estás a ler neste post foram colocados de proposito!
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Mensagempor pagc » Sábado Set 08, 2007 13:11

Não vejo diferença entre comprar via Internet e num qualquer supermercado. Se é permitido num local, também o pode ser noutro.

A teoria que os farmacêuticos estão lá para ajudar e evitar a sobre medicamentacão é interessante, mas conforme demonstrou um estudo da proteste, 84% das vezes o farmacêutico vendeu medicamentos de venda livre sem questões e portanto,não houve diferenciação entre a farmácia e o supermercado
Alguma vez o farmacêutico o aconselhou a não comprar um
determinado medicamento de venda livre (que pode ser vendido sem receita médica)? Sim, responderam 16% dos inquiridos.

Razões: o medicamento não era o mais adequado, pelo que seria aconselhável consultar o médico (quase 50% dos casos) ou comprar um outro medicamento mais indicado (42%).
Fonte: Proteste


Continuando nas ajudas, de acordo com o mesmo artigo na parte relativa à venda de medicamentos sujeitos a receita médica:

De qualquer forma, ainda houve uma percentagem importante de utentes (22%) que conseguiu comprar este tipo de medicamentos em farmácias onde ninguém os conhecia e 10% dos inquiridos afirmaram tê-lo conseguido sem que o farmacêutico lhe fizesse qualquer observação
Os medicamentos sujeitos a receita médica mais vendidos aos nossos inquiridos (sem que estes apresentassem a respectiva prescrição) foram o Ben-u-ron (analgésico e antipirético), o Nimed (anti-inflamatório), o Clamoxyl (antibiótico), o Lexotan e o Lorenin (ansiolíticos).
Embora, perante a lei, a venda de qualquer um destes medicamentos sem receita médica seja condenável, do ponto de vista da saúde (é o que realmente interessa proteger) há diferenças a assinalar. Na verdade, o facto de as farmácias dispensarem o Ben-u-ron sem prescrição não é muito grave, até porque existem outros medicamentos de venda livre (mais caros) com a mesma composição. Em relação aos antibióticos e aos ansiolíticos (medicamentos que combatem a ansiedade), a situação é bem mais grave. O uso incorrecto de antibióticos, tal já referimos várias vezes, pode originar o aparecimento de bactérias resistentes ao próprio medicamento, o que evidentemente não é nada desejável (ver também a página 2 desta edição). Quanto aos ansiolíticos, entre outros efeitos secundários, podem criar dependência, pelo que só deverão ser usados quando absolutamente necessários.
Fonte: Proteste


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Mensagempor devil_angel » Sábado Set 08, 2007 16:26

pagc Escreveu:Não vejo diferença entre comprar via Internet e num qualquer supermercado. Se é permitido num local, também o pode ser noutro.

A teoria que os farmacêuticos estão lá para ajudar e evitar a sobre medicamentacão é interessante, mas conforme demonstrou um estudo da proteste, 84% das vezes o farmacêutico vendeu medicamentos de venda livre sem questões e portanto,não houve diferenciação entre a farmácia e o supermercado
Alguma vez o farmacêutico o aconselhou a não comprar um
determinado medicamento de venda livre (que pode ser vendido sem receita médica)? Sim, responderam 16% dos inquiridos.

Razões: o medicamento não era o mais adequado, pelo que seria aconselhável consultar o médico (quase 50% dos casos) ou comprar um outro medicamento mais indicado (42%).
Fonte: Proteste


Continuando nas ajudas, de acordo com o mesmo artigo na parte relativa à venda de medicamentos sujeitos a receita médica:

De qualquer forma, ainda houve uma percentagem importante de utentes (22%) que conseguiu comprar este tipo de medicamentos em farmácias onde ninguém os conhecia e 10% dos inquiridos afirmaram tê-lo conseguido sem que o farmacêutico lhe fizesse qualquer observação
Os medicamentos sujeitos a receita médica mais vendidos aos nossos inquiridos (sem que estes apresentassem a respectiva prescrição) foram o Ben-u-ron (analgésico e antipirético), o Nimed (anti-inflamatório), o Clamoxyl (antibiótico), o Lexotan e o Lorenin (ansiolíticos).
Embora, perante a lei, a venda de qualquer um destes medicamentos sem receita médica seja condenável, do ponto de vista da saúde (é o que realmente interessa proteger) há diferenças a assinalar. Na verdade, o facto de as farmácias dispensarem o Ben-u-ron sem prescrição não é muito grave, até porque existem outros medicamentos de venda livre (mais caros) com a mesma composição. Em relação aos antibióticos e aos ansiolíticos (medicamentos que combatem a ansiedade), a situação é bem mais grave. O uso incorrecto de antibióticos, tal já referimos várias vezes, pode originar o aparecimento de bactérias resistentes ao próprio medicamento, o que evidentemente não é nada desejável (ver também a página 2 desta edição). Quanto aos ansiolíticos, entre outros efeitos secundários, podem criar dependência, pelo que só deverão ser usados quando absolutamente necessários.
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Sem duvida que compreendo o teu ponto de vista, e eu conheço esse artigo, que só me deixa triste com muitos dos meus colegas. Mas grande parte desses que vendem sem perguntar são muitas vezes da velha guarda, quando ainda se vendia composto semelhantes a heroina e outros que tais naturalemente, ou então nem farmacêuticos são. A nova geração já está muito mais bem informada, e, embora por vezes se justifique a venda de medicamentos sujeitos sem a devida receita, grande parte das vezes não o é feito.

Essa do ben-u-ron é engraçada de terem utilizado... Obviamente que vendemos sem receita, existe milhentas formulações com paracetamol que não são sujeitas, e as duas que são apenas o são para poderem ser passiveis de comparticipação. Um medicamento como sendo o ben-u-ron vai estragar essa estatistica toda. Claro que quem vendeu clamoxyl está a transgredir tanto a lei como a sua propria profissão.

Enfim, tal como em tudo nada é perfeito, mas continuo a ser contra a venda de medicamentos fora dos locais proprios para tal.
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Mensagempor Diltiazem » Sábado Set 08, 2007 16:58

pagc Escreveu:Não vejo diferença entre comprar via Internet e num qualquer supermercado. Se é permitido num local, também o pode ser noutro.

A teoria que os farmacêuticos estão lá para ajudar e evitar a sobre medicamentacão é interessante, mas conforme demonstrou um estudo da proteste, 84% das vezes o farmacêutico vendeu medicamentos de venda livre sem questões e portanto,não houve diferenciação entre a farmácia e o supermercado
Alguma vez o farmacêutico o aconselhou a não comprar um
determinado medicamento de venda livre (que pode ser vendido sem receita médica)? Sim, responderam 16% dos inquiridos.

Razões: o medicamento não era o mais adequado, pelo que seria aconselhável consultar o médico (quase 50% dos casos) ou comprar um outro medicamento mais indicado (42%).
Fonte: Proteste


Continuando nas ajudas, de acordo com o mesmo artigo na parte relativa à venda de medicamentos sujeitos a receita médica:

De qualquer forma, ainda houve uma percentagem importante de utentes (22%) que conseguiu comprar este tipo de medicamentos em farmácias onde ninguém os conhecia e 10% dos inquiridos afirmaram tê-lo conseguido sem que o farmacêutico lhe fizesse qualquer observação
Os medicamentos sujeitos a receita médica mais vendidos aos nossos inquiridos (sem que estes apresentassem a respectiva prescrição) foram o Ben-u-ron (analgésico e antipirético), o Nimed (anti-inflamatório), o Clamoxyl (antibiótico), o Lexotan e o Lorenin (ansiolíticos).
Embora, perante a lei, a venda de qualquer um destes medicamentos sem receita médica seja condenável, do ponto de vista da saúde (é o que realmente interessa proteger) há diferenças a assinalar. Na verdade, o facto de as farmácias dispensarem o Ben-u-ron sem prescrição não é muito grave, até porque existem outros medicamentos de venda livre (mais caros) com a mesma composição. Em relação aos antibióticos e aos ansiolíticos (medicamentos que combatem a ansiedade), a situação é bem mais grave. O uso incorrecto de antibióticos, tal já referimos várias vezes, pode originar o aparecimento de bactérias resistentes ao próprio medicamento, o que evidentemente não é nada desejável (ver também a página 2 desta edição). Quanto aos ansiolíticos, entre outros efeitos secundários, podem criar dependência, pelo que só deverão ser usados quando absolutamente necessários.
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Típica reacção de mentalidade portuguesa. Quando há alguma coisa que não funciona bem é justificação suficiente para implementar algo pior.

Se calhar era preferivel fazer um controlo mais apertado sobre o que se vende ou não nas farmácias... Digo eu... Mas claro que isso iria implicar um aumento descomunal das listas de espera do SNS uma vez que para comprar um Ben-U-Ron seria preciso receita, e isso claro está dava muito má imagem do governo. Portanto é mais simples deixar as farmácias continuar a vender, e por medicamentos na net... Digo eu... mais uma vez.

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Mensagempor pagc » Sábado Set 08, 2007 17:18

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Desconheço se é uma medida acertada ou não, mas a reacção contra das farmácias mais não é do que uma reacção corporativista à perda de um monopólio.

Se a venda livre é melhor para o cidadão comum? Não é isso que está causa, isto não passa de mais uma batalha na guerra entre a ANF e o Governo com os respectivos danos colaterais.

Só para te dar um exemplo, a minha filha nasceu na Alemanha. Adivinhas onde e quando lhe receitaram o primeiro antibiótico? Até lá, os médicos alemães diziam-me que o corpo dela tinha que fazer por ela, senão passaria a vida agarrada aos medicamentos. (até um chá de cebola receitaram). Se me receitassem qualquer coisa, tinha que ir à farmácia encomendar e davam-me a dose exacta.

E depois apresentam como argumentos a saúde pública e a sobre medicação?
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Mensagempor Diltiazem » Sábado Set 08, 2007 17:28

Não. Não é uma reacção das farmácias, ou se é não devia ser. É uma reacção que devia pertencer a qualquer profissional de saúde, seja ele médico, enfermeiro, farmacêutico ou qq outro.

Quanto ao que se passou com a tua filha, a minha reacção é simples, quem prescreve não é a ANF (não que me identifique com esta organização ou com as suas práticas), farmácias ou farmacêuticos, quem decide o tamanho das embalagens também não é a ANF, farmácias ou farmacêuticos.

Portanto o que me parece é que se está a misturar alhos com bugalhos. Se acho que a venda de MNSRM pela net é um erro, acho, se as farmácias funcionam perfeitamente, não, se existem farmacêuticos bons e maus profissionais, existem (como de resto em todas as profissões). Agora o que espero que se entenda é que são assuntos que nada têm que ver uma coisa com a outra.

Cumps.
Editado pela última vez por Diltiazem em Sábado Set 08, 2007 17:46, num total de 1 vez.
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Mensagempor pagc » Sábado Set 08, 2007 17:45

Podes ter toda a razão e não tenho conhecimentos para contrariar ou confirmar. Só que após todas as guerras nesse sector, qualquer opinião vinda de quem está ligado ao sector é ouvida com imensas reservas o que não deixa de ser triste, por se ter chegado a este ponto de desconfiança e num sector que já teve os mais altos níveis de credibilidade.

É um assunto que me preocupa muito e que gostaria de ver seriamente discutido, onde se foi longe demais e perdeu-se a confiança nos intervenientes directos. Entendes o que quero dizer

Mas, para que não fiques a pensar coisas, não compro nem tomo medicamentos sem ir ao médico (mas só vou em caso extremo) e mesmo assim, se não me der bem com aquilo, volto lá e digo que, ou paramos ou altera-se. É sério demais para se brincar quer de um lado quer de outro.

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Mensagempor devil_angel » Domingo Set 09, 2007 9:08

Exactamente, o problema é mesmo a falta de seriedade com que se trata destes assuntos.

As prescrições exageradas de antibióticos vêm da parte dos médicos (alguns), que preferem faze-lo do que ter que aturar uma mamã que não percebe porque é que a filha de 4 anos tem que tossir mais que 3 vezes e tem 37.8 de febre.... (é mais facil simplesmente prescrever) Assim como alguem que tem um dorzita na perna tem que se encher de analgesicos lesivos para o corpo e tomar ao mesmo tempo protectores gástricos para os conseguir aguentar.

Estes são dois exemplos, e acerca do tamanho das embalagens, isso não é culpa nem da ANF nem das farmácias. Isso é mesmo entre o Infarmed e a industria farmacêutica.

E ainda acerca do monopólio, na realidade muita coisa não é como quem está fora deste mundo pensa. Por exemplo, os medicamentos que podem ser comprados por internet representam menos de 7% das vendas totais de medicamentos. E obviamente que as farmácias continuarão a vende-los, por isso as quebras nunca serão superiores a 3% (numero especulado mas realista). Logo, por aqui podes ver que como farmacêutico é mesmo a saúde publica que coloco em causa com esta mediada e não lucros ou monopolios.
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