A AMD tem de conseguir pelo menos duplicar a sua quota no mercado de microprocessadores para sobreviver. Se no final de 2007 a AMD detinha apenas 13% do mercado de processadores – menos de metade do necessário para operar de forma sustentável a longo prazo – desde então o seu progresso foi demasiado débil.
O argumento do fabricante passa por um comportamento anti-concorrencial da Intel, que alegadamente terá colocado o seu futuro em causa. A AMD processou a Intel por práticas anti-trust, mas todo este processo legal pode assustar ainda mais os seus clientes, que já têm conhecimento da delicada situação financeira do fabricante.
Normalmente, as empresas tomam decisões de compra de equipamentos informáticos orientadas por uma visão de longo prazo, que inclui a utilização e a compra de sistemas similares nos anos seguintes.
Preocupações relativas à sustentabilidade de longo prazo e à saúde fiscal da AMD podem levar muitos CIO a considerar a aquisição de sistemas baseados noutros processadores – como nos da Intel.
A AMD acusa a Intel de pagar a fabricantes de computadores para utilizarem exclusivamente os seus chips. Segundo o fabricante, estas e outras tácticas utilizadas pela Intel diminuíram os ganhos da AMD com a linha de chips de servidor Opteron, lançada em 2003. Os constantes adiamentos do lançamento do processador Opteron de quatro núcleos, porém, acabaram por se revelar também num sério problema para o fabricante.
Para Rajnish Arora, director de investigação em servidores empresariais da IDC na região Ásia-Pacífico, considera que as preocupações da AMD quanto ao seu futuro são perfeitamente justificadas. O fabricante posiciona-se num mercado muito intensivo do ponto de vista do capital e com ciclos de produtos muito curtos. “A AMD vai ser desafiada, terá de fazer o seu negócio crescer e obter escalabilidade”. Para Arora, a solução para a AMD passará por conseguir gerar uma forte procura pelos seus processadores nos utilizadores, o que por seu lado fará com que mais fabricantes de computadores produzam e vendam sistemas baseados nos seus chips.
fonte: ComputerWorld Portugal






