por Bad_Cop » Segunda Dez 01, 2008 11:24
não há um consenso na resposta a isso. à uns tempos houve uma discussão interessante sobre isso no xtremesystems mas morreu depressa. até porque naquele forum o objectivo dos oc's não é serem rock stable mas sim fazer o maior numero de pontos/mhz possivel e não há muita gente a preocupar-se com isso. ainda assim disseram-se coisas interesantes.
esses programas de stress servem, acima de tudo, para encontrar estabilidade. não é um benchmark, não dá pontuação, só se certifica que o cpu está a funcionar bem. e sobre estabilidade ouves de tudo. há quem diga que são precisas 24h de orthos em prioridade 10 (alguns até correm 48h), há quem use a regra dos 20% (encontram a maior frequencia de boot para determidada voltagem e depois retiram 20% mantendo a voltagem - este método é usado por muitos oc'ers de renome incluindo o Pedro Rocha) e há quem corra orthos menos tempo e em prioridade mais baixa.
pessoalmente corro 3-4h de orthos em prioridade 8 ou mais. e porque? simples: pelo conceito do proprio programa. o orthos (ou prime, um é baseado no outro) corre um loop de operações e vai comparando o resultado com o que é suposto dar. ou seja, se durante o processo houver um erro no cpu ou memórias que não é critico (o cpu não crasha) o mais certo é o orthos detectar este erro. para muita gente isto não é importante, mas para mim é - não me posso dar ao luxo de estar a usar um programa qualquer e ter um erro num ou 2 calculos intermédios.
o tempo de teste deve ser adaptado a cada uso. se vais usar o pc para codificar video várias horas seguidas, então recomendo vivamente que uses testes de stress mais longos do que o tempo que costumas demorar (se normalmente demoras 8h a codificar, testa o cpu durante 9 ou 10, por exemplo). não te podes dar ao luxo de ter erros, pelo menos se quiseres um trabalho sem erros. como eu faço um uso moderado do pc bastam-me as 3-4h. às vezes mais porque deixo a rodar uma noite inteira ou assim mas ao fim de 3-4h a temperatura já está mais que estabilizada, a probabilidade de dar erro é baixa. provavelmente só com a variação de factores externos (temperatura ambiente, variação do vcore provocado pela board, etc) é que o cpu irá crashar. mas como dizia o outro, nunca fiando - se realmente usas várias horas seguidas calculo intensivo no cpu o melhor é mesmo garantires que é estável.
quanto à prioridade, bom, não conheço nenhum programa que seja tao prioritário como o orthos em prioridade 10. aquilo praticamente não te deixa usar o pc. por isso não uso tanto, 8 é mais do que suficiente para mim. mas claro, para quem usa o cpu oc'ado para trabalho deve ser melhor prevenir do que remediar e pode-se usar um pco mais.
respondendo agora mais em concreto à tua pergunta, provavelmente nesse tipo de programas o stress é maior do que nas aplicações real world, sim. mas é mesmo esse o objectivo dos programas, estabelecer um tecto para que possas dizer que se o cpu está estável com aquele stress todo, então tambem vai estar com menos. é esse o principio de praticamente todos os testes de fiabilidade: usar condições extremas para garantir a operabilidade nas condições normais.
mas tambem acho que o mais importante a retirar desses testes nao é a temperatura, é sim a estabilidade. se te assusta ou não, bom, isso depende de ti e de como interpretas a temperatura. eu não vivo obececado com isso - se ao fim de 3h de orthos tiver o cpu a 60-65ºC com temperatura ambiente de 25-30ºC é normal - desde que esteja estável. mas há malta que vê 60ºC no cpu no verão com 40º à sombra e já quer comprar cooler novo ou meter wc..