jim-lamego Escreveu:Então querias que se fizessem os estádios onde homem ??
Já não chega o de Faro estar as moscas ainda querias lá criar mais ????
Os estádios criaram se onde existiam clubes! ( na sua maioria).
A académica foi um clube que sempre subiu e desceu, aliás, acho que só desta ultima sequência de manutenções conseguiu ficar mais do que duas épocas na 1ª liga.. E teve estádio. O Beira-mar idem. Teve uma época de estabilidade razoável com o António Sousa ao leme mas também nunca foi presença realmente assídua cá em cima. O Leiria era, mas as suas assistências médias sempre foram baixas. Lá para baixo tinhas o Belenenses, o Estrela, o Setúbal e o estádio nacional. Se quisessem fazer mais estádios lá em baixo, facilmente arranjavam motivos. Em vez disso fizeram 2, os que eram "obrigatórios" e fizeram outro no Algarve porque o que não faltou foi iniciativa privada para que ele fosse para a frente.
jim-lamego Escreveu:Bad_Cop Escreveu:A frase do Presidente de Gaia (uma ponte sobre o tejo dava para fazer 500 sobre o douro) então é a paródia completa.. Para além da relação despropositada e exacerbada também se esquece de considerar que as pontes sobre o douro têm todas o tabuleiro apoiado nas margens não necessitando de pilares e apoios no leito do rio, esquece-se de dizer que o tráfego porto-gaia é muito menor do que o lisboa-margem sul, entre outros factores que tornam a comparação uma simples quezília politica.
Tem o tabuleiro apoiado nas margens??? onde foste buscar essa informação?
Sabes que por exemplo o traçado Viseu- Vila real de auto estrada foi dos mais caros do pais?? devido a ser uma zona muito acidentada. pontes , túneis , desterros.
Por exemplo uma das pontes do traçado da A24 penso ser a mais alta do pais . Dá para ter uma ideia do custo que essa ponte teve.
Eu olhei para as fotos e vi que a ponte D. Maria, a ponte da Arrábida e a ponte D. Luís têm o tabuleiro apoiado nas margens, foi daí que tirei a informação e também foi isso que eu disse, nada tem a ver com a A24.
Mas já que falas nisso, sim, sei que a A24 e a A25 foram das mais caras do país, o que é normal pelo terreno mais acidentado e mais rochoso, tal como disseste. Para além disso outro factor que a encareceu foi o simples facto de grande parte do trajecto ser a requalificação de uma IP e não uma AE de raiz.. Eu passo semanalmente na A25 à 5 anos e acompanhei, infelizmente in loco, os desenvolvimentos das obras do troço Albergaria-Viseu. Simplesmente não se podia fechar a estrada e fazer outra, era preciso andar a fechar cada via de sua vez, desviar o trânsito, etc. As pontes na zona da serra do Caramulo, que são salvo erro 3, estavam prontas bem antes do resto do traçado estar concluído. Dessa forma, uma obra alguns podiam considerar fácil e rápida ficou bastante mais cara e morosa, para além dos inconvenientes para os cidadãos daquela que era uma das IP's e é agora uma das AE's com mais tráfego no país. Eu cheguei a demorar 3 horas de Aveiro a Viseu, coisa que hoje demora 50 minutos a cumprir os limites legais de velocidade. E não um simples caso isolado, normalmente não se fazia em menos de 2 horas.
Mas isto das AE's é simplesmente um fetiche dos nosso políticos. Qualquer dia não temos IP's e também não admira que sejamos dos países com mais AE's por habitante, mais AE's por km2, mais AE's por km total de estrada, enfim, mais AE's por tudo e mais alguma coisa. Simplesmente é preciso alimentar o lobby da construção. E depois temos comboios de topo como os alfa-pendular a operar a metade da velocidade possível porque as linhas não permitem andar mais depressa.. Temos uma linha bastante movimentada (linha do norte) com grande parte do seu trajecto com carril único, entre outras preciosidades típicas de quem só olha para obras de encher o olho ao invés das pequenas alterações que realmente alteram a vida dos cidadãos. Mas isso não é só culpa dos políticos, também é de quem os elege que valoriza esse tipo de políticas.
PS: não estou a querer dizer que as AE's sejam um mau investimento sempre. No caso da A25, por exemplo, permitiu reduzir bastante a sinistralidade naquele troço para além de facilitar bastante a vida aos condutores de ligeiros (o ip5 era a via com mais tráfego de pesados na altura e julgo que hoje ainda é devido a ligar Vilar Formoso, a principal fronteira portuguesa.