por gimbras » Terça Mai 23, 2006 15:51
blackspawn: Tens razão no que disseste em relação ao desenvolvimento das personagens no filme, mas eu não quis dizer que as personagens foram bem ou mal desenvolvidas e sim extrair a mensagem que o filme tentou passar. Mal ou bem passou. E sublinhei o crescimento da personagem Robert Langdon, que de facto aconteceu.
Na verdade o livro tem várias incoerências, tais como o nome da corda com que os supranumerários se mortificam, o tempo de uso do cilício. E o filme não segue à linha os pormenores do livro.
E tmb tens razão em relação à minha definição de críticos de arte. Na verdade esqueci-me de um pequeno prefixo nessa palavra. Pseudo. A definição era mesmo para o conceito de pseudo-críticos.
Mas na verdade criticar é sempre mais fácil do que fazer. E houve aqui quem viesse dizer que entendesse mais de cinema do que outras pessoas dando a perceber que estaria intrinsecamente ligado à 7 arte tendo uma participação activa e não como mero obseravdor. Aliás, como pseudo-observador. Era apenas esse tipo de personagem que eu criticava. Alguém que segue à risca, fanaticamente os dizeres de uma comunidade de ... "tomates podres". De facto só pode cheirar mal. Se fosse mulher era apelidada de Barbie.
Pegando no filme os tais pseudo-críticos que tudo criticam, e entram no cinema com o bilhete pago como se fosse para observar obras primas de museu ou mesmo possuir peças de arte (neste caso o cinema em relação às obras de arte é mesmo baratinho) e não conseguem tirar as pequenas lições que os autores tentam passar para o público.
Aliás nem são bem lições são recordações dos factos da vida. Penso que aquilo que me pude relembrar mais no filme, além de no fim o autor ter explicado que o mais importante é a fé, foi mesmo o conceito de verdade.
E a verdade define-se assim: facto ou acontecimento que a maioria crê ser verídica; sublinhe-se maioria. Mas lá por a maioria acreditar que esse facto é verdade isso não quer dizer que o seja na realidade.
O priorado de Sião defendia a sua verdade, a Opus Dei queria que a sua verdade prevalecesse. Silas ao matar o Sanuiere iria apagar a verdade do Priorado para sempre, visto que já tinham sido mortos os restantes 3 senescais.
Pega-se nesta explicação para rematar o seguinte: as opiniões toda a gente tem direito de as dar; toda a gente tem direito de ter uma diferente das outras. Tentar impor uma opinião como a verdadeira e absoluta e obrigar os outros a segui-la, sob pena de serem considerados tótós (q nome fofo) é fanatismo e perfeita estupidez.
Até me lembra o nazismo, o Hitler dizia uma bacurada das suas e os tótós do povo seguiam-no de boca fechada sem ponta de inteligência para concordar ou discordar.
Por fim acabo com uma mensagem, considero a seguinte profissão tão ou mais digna do que as outras, mas quando querem contratar pessoas para estes postos as empresas pedem sempre pessoas que apreciem cinema. Mas pronto, ser vendedor de pipocas no cinema não faz ninguém um entendido da 7ª arte, ao contrário do que certos pseudo-críticos possam pensar.
O nosso querido amigo até podia ter toda a razão do mundo na sua apreciação do filme. Eu nem disse o contrário. Agora tentar impor a opinião dos tomates podres como a única lógica e inteligente aí perde, se a tivesse, toda a razão.