Vtech Escreveu:Azarael Escreveu:Confundes causa e efeito aqui. As famílias mais carenciadas são as que saem com alunos com maior insucesso por factores socio-económicos.
Mas não percebo, então defendes isto como obra de caridade? É que falhas aqui o que interessa, isto supostamente é para melhorar o aproveitamento escolar. Faz alguma coisa significativa nesse sentido? É populismo puro.
Têm a sua quantidade de populismo é lógico, seria impossível uma medida destas não o ter, mas achas mesmo que um PC e internet não ajuda em nada no ensino? Que tal estar em casa e ter acesso a uma vasta informação tipo biblioteca de procura rápida, nem que seja trocar questões pelo Messenger, ou mandar o teu trabalho por e-mail ao prof., ou no final de um texto reparas que tens um erro no inicio, sim porque se achas que o PC não faz nada, terias de entregar trabalhos feitos à mão, até para falar com colegas e dividir trabalhos de grupo etc.., e claro até tem a parte lúdica que ajuda a distrair um bocado.....
Pá, não digo que não possa ser usado para isso, mas é mesmo um possa. Não tenho grandes dúvidas que isto será mais usado para distrair do que para outra coisa, daí a minha perplexidade com esta medida. É que só por poderes fazer uma coisa não quer dizer que será feita. Os putos têm mais tendência a usar o pc para se distrairem. E não tenho grandes dúvidas que assim será.
E qual é o problema de entregar os papéis à mão? (até treinam a ortografia) Ou ter que estar fisicamente com os colegas de trabalho? Quanto muito é menos cómodo.
Lá está....se essas pessoas tem problemas socio-economicos, nao tem possibilidades de adquirir um computador, nem tao pouco uma ligação á internet, logo, a sua experiência na área de informática é nula, ou perto disso!
Se essas mesmas pessoas tiverem acesso a um computador, desde os 15 anos, talvez quando chegarem a um emprego, poderão dizer "tenho alguns conhecimentos de informática", tal como uma pessoa mais favorecida, que sempre teve computador...
ISto sim, eu chamo igualar as oportunidades.
Sim, e depois na prática não sei mesmo se não se lixam ao dizer isso. Sinceramente não sei bem, mas quando é coisas assim os empregadores normalmente querem alguma coisa mais tangível do que "tenho pc em casa". Isto é uma treta, se é por aí que querem igualar oportunidades estamos bem lixados.
Ao estado apenas cabe fornecer esse serviço, depois depende da população, neste caso os pais, educar os filhos de forma a que saibam tirar partido disso.
Apartir de agora nenhum pai pode dizer "o meu filho nunca teve um computador como os meninos ricos, por isso, nao pode ser engenheiro"
E olha, que oiço isto muitas vezes na minha escola...
As aulas de educação sexual que todos aplaudiram, ajudaram realmente quantas pessoas?
Então, o governo deve lavar as mãos do insucesso de um programa por ele criado se isso acontecer? Estou mesmo a ver - "Ah, a culpa não é nossa as pessoas é que não usaram como devia ser". Não vês o grande problema desse raciocínio?
Quanto ao pai livrar-se das culpas, não te preocupes que quando tiverem um computador simplesmente vão dizer outra coisa, ou actualizam e dizem "o computador do meu filho têm menos GHz que dos meninos ricos, por isso, não pode ser engenheiro". Aí ter um pc ou não, não faz diferença, não é uma coisa que muda mentalidades assim.







