AEP quer despedimentos mais fáceis

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Mensagempor jim-lamego » Sexta Set 21, 2007 23:20

pagc Escreveu:
jim-lamego Escreveu:olha neste momento tenho 2 créditos de 5000 eur , pago 103 e 107 por cada um . ora bem 107x12 meses =1284x6anos =7704 . Ok não são 8000 € :roll: ..

Mas ai estás com prazos elevadíssimos, podes não poder fazer melhor mas com prazos desses, não há spread que safe, é a matemática a lixar


O problema é mesmo esse , a grande maioria das pessoas não tem condições para pagar uma prestação tão elevada , logo optam por prazos mais alargados. Optam não são obrigadas senão não tem capacidades de pagar a mensalidade.

pagc Escreveu:
jim-lamego Escreveu:Falou se muito sobre os bancos poderem alargar o prazo máximo para consecção de créditos pk ? de certeza que não é por a maioria os pagar em 15 anos , não achas? :roll:

Os bancos alargaram os prazos porque o nível de endividamento estava no limite, senão não emprestavam mais dinheiro. Para as pessoas foi a forma de esticar ainda mais um pouco a corda, porque esse alargamento ao fazer baixar a prestação permitiu que eles pedissem ainda mais algum.


Sim , o nível de endividamento estava no limite , mas na minha opinião, o factor ponderante para se alargaram os prazos , foi para se conseguirem prestações mensais mais baixas,isto tb fruto da concorrencia .Repara , a grande maioria das pessoas estava a ficar sem capacidade de pagar prestações tão elevadas, os bancos em vez de receberem dinheiro estava m a começar a receber casas devido ao não pagamento da mensalidade das mesmas.



pagc Escreveu:Sabes onde é que eles usam e abusam? Nem é nos spreads é nas comissões que te cobram por tudo e por nada. Agarra num extracto bancário e soma lá os valores pequenos todos e vais ver quanto é que aquilo dá. Quando pagas a prestação da casa pagas despesas de processamento, cobram a manutenção da conta dos clientes, a emissão de cheques, do cartão de crédito, as transferências bancárias, as despesas com o estudo, avaliação e processamento no crédito à habitação,. Essas comissões já valem 25% do lucro dos bancos.


Foi exactamente por esse motivo que eu mencionei:
E as despesas que tens para alem da prestação ? (seguros por ex.)


Sinceramente sou da opinião que os bancos se estão a aproveitar da crise que se instalou no pais para fazerem dinheiro.
Um pequeno esforço feito pelos mesmos poderia resultar num grande ponto a favor do desenvolvimento do pais.

Quando falo do governo tomar medidas quanto ao lucro dos bancos não estou a falar de ameaças nem de extorsão.
Vou dar um pequeno exemplo , o caso das Operadoras de telemoveis e dos portateis .
È deste tipo de medidas que tem se surgir , mas em relação aos bancos .
Relações de proveito simultaneo quer dos bancos quer dos clientes.
Claro que o lucro para os bancos não é o mesmo , aqui está o tal "esforçozinho" que os bancos tem de fazer.
Se não os consegues vencer , [(não te juntes a eles)] ....nem sequer tentes.
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Mensagempor Azarael » Sábado Set 22, 2007 1:17

forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:
forunista Escreveu:Nenhum patrão está pouco avontade para contratar porque o despedimento não é flexivel!
Qual é o patrão que contrata logo sem termo (efectivo) ?
A flexisegurança só iria servir para precarizar ainda mais o trabalho, liberalizando o despedimento. Os patrões ainda não têm mãos livres para despedir os funcionários que estão lá há mais tempo, a flexisegurança cai que nem uma luva e livram-se das indemnizações...
Recibos verdes ? Foram criados pelas mesmas pessoas que defendem a flexisegurança.


Acreditas mesmo nisso?!
Põe-te no lugar de um empregador, vais me dizer que não ficavas preocupado em fazer uma contratação se depois tiveres grande dificuldade a despedir mesmo que tenhas razão. Se te é muito díficil despedir é óbvio que também vais ter extremo cuidado ao contratar para não ficares encalhado.


Mas onde é que há dificuldade em despedir ?
Se tou a contrato, quando acabo o contrato, mandam-me embora. Nem é preciso despedir.
O problema do patronato é se estiver efectivo e eles querem "flexibilizar" para despedir sem justa causa e o Estado que pague o sub-desemprego em vez de serem eles a indemnizar!

Azarael Escreveu:Hmm... uma lei laboral que beneficia extremamente quêm já têm emprego... Claro! Têm que ser obra do patronato...
Só para ter a certeza... estava a ser sarcástico...


Ainda há leis que beneficiem extremamente quem trabalha ?!
Há quem veja beneficios e regalias em tudo o que um sindicato quer negociar, pena é que não vejam o regabofe de mordomias do patronato.

Azarael Escreveu:
forunista Escreveu:Se há um aumento de salários, não é só para os sindicalizados!


Não, é para toda a gente que têm trabalho segundo a lei. Ou seja, tens um milhão de trabalhadores a recibos verdes que passam ao lado sem contar os desempregados.


Mais uma vez, os recibos verdes foram criados por aqueles que defendem a flexisegurança.
Há sindicatos a vários niveis, desde uma empresa a nacionais. Quem negoceia com as empresas são os da própria empresa ou da área a que a empresa pertence. Depois há os nacionais que negoceiam com o governo e esses propõem medidas a nivel do código do trabalho.


Não falo da moda de agora de contratos a prazo, falo de contratos a sério. Que mesmo que o empregador tenha razão têm que pagar indemenização e outras coisas por despedir se é que o pode fazer.

E sim, claro que há leis que ainda defendem e muito quêm trabalha, ainda há muita gente com trabalho para a vida ou perto disso independentemente do que faça, e não estou a falar de funcionários públicos que até entendo que tenham o direito a trabalho para a vida, apesar de não achar justificado muitos dos outros "direitos" que têm.
Outra vez, dúvido muito que tenha sido o "patronato".

A ideia da flexi-segurança senão me engano é dinamarquesa. E podes tirar o cavalo da chuva que vai chegar cá, porque vai ser o novo "modelo social europeu", o que raio isso significa. E como sabes os nosso governantes deixam se simplesmente ir. O que me preocupa é se será bem ou mau transposto para a situação portuguesa.
E os recibos verdes não sei por quêm foram criados, mas também não defendo a sua existência.
Sim, não digo o contrário em relação aos sindicatos, simplesmente não se preocupam, pelo menos no seu discurso, com quêm está desempregado, mas quêm já têm emprego.
Simplesmente acho que devia existir um equilibrio, é que ou é oito ou oitenta, ou tens um trabalho super estável que até podes borrifar-te, ou tens trabalho, usando um eufemismo, instável, em que descontas para SS mas n tens direito ao fundo de desemprego porque segundo a lei não estavas empregado...
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Mensagempor forunista » Sábado Set 22, 2007 11:30

Azarael Escreveu:Não falo da moda de agora de contratos a prazo, falo de contratos a sério. Que mesmo que o empregador tenha razão têm que pagar indemenização e outras coisas por despedir se é que o pode fazer.


Aí depende do motivo de despedimento. O despedimento pode ir desde faltas injustificadas até crimes.
Querias que realmente fosse possível despedir sem justa causa ? Então onde estava a justeza disso ?

Azarael Escreveu:E sim, claro que há leis que ainda defendem e muito quêm trabalha, ainda há muita gente com trabalho para a vida ou perto disso independentemente do que faça, e não estou a falar de funcionários públicos que até entendo que tenham o direito a trabalho para a vida, apesar de não achar justificado muitos dos outros "direitos" que têm.


Que "direitos" são esses que falas ? Assim de repente não estou a ver nenhum.

Azarael Escreveu:A ideia da flexi-segurança senão me engano é dinamarquesa. E podes tirar o cavalo da chuva que vai chegar cá, porque vai ser o novo "modelo social europeu", o que raio isso significa. E como sabes os nosso governantes deixam se simplesmente ir.


Para chegar cá depende dos nossos governantes. E eles não se "deixam ir", interessa ao patronato que este modelo seja aplicado e como este governo é mandado pelo capital, daí quererem-no.
Para mais facilmente este modelo ser aplicado sem que o governo português ou outro governo europeu leve com manifestações nacionais e pressões dos sindicatos, querem que o Tratado Europeu passe. Mas já levou com dois "Não" e um foi da França, isso pesou muito. Mas eles já andam aí e vão voltar "à carga".

Azarael Escreveu:Sim, não digo o contrário em relação aos sindicatos, simplesmente não se preocupam, pelo menos no seu discurso, com quêm está desempregado, mas quêm já têm emprego.


Estás enganado. Os sindicatos defendem não só o posto de trabalho como também propõem outras medidas para a criação de emprego.
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Mensagempor Azarael » Sábado Set 22, 2007 13:44

Aí depende do motivo de despedimento. O despedimento pode ir desde faltas injustificadas até crimes.
Querias que realmente fosse possível despedir sem justa causa ? Então onde estava a justeza disso ?


Não é sem justa causa, mas houvesse mais facilidade. É que os empregadores também estão a tentar gerir um negócio, e não vão despedir simplesmente porque sim se não o mais certo é irem à falência. Além que se tens um bom trabalhador é parvo livrares-te dele.

Que "direitos" são esses que falas ? Assim de repente não estou a ver nenhum.


Como? Que tal o sistema de saúde próprio? Ou a quantidade estúpida de tempo de licença que podem tirar?

Para chegar cá depende dos nossos governantes. E eles não se "deixam ir", interessa ao patronato que este modelo seja aplicado e como este governo é mandado pelo capital, daí quererem-no.
Para mais facilmente este modelo ser aplicado sem que o governo português ou outro governo europeu leve com manifestações nacionais e pressões dos sindicatos, querem que o Tratado Europeu passe. Mas já levou com dois "Não" e um foi da França, isso pesou muito. Mas eles já andam aí e vão voltar "à carga".


O actual é modelado no antigo "modelo social europeu", nada me faz pensar que o mesmo não se passe outra vez. Não têm nada a ver com directivas comunitárias até.

Estás enganado. Os sindicatos defendem não só o posto de trabalho como também propõem outras medidas para a criação de emprego.


Quais ? Abrir mais postos de trabalho na função pública não conta, por motivos óbvios...
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Mensagempor forunista » Sábado Set 22, 2007 13:55

Azarael Escreveu:Não é sem justa causa, mas houvesse mais facilidade. É que os empregadores também estão a tentar gerir um negócio, e não vão despedir simplesmente porque sim se não o mais certo é irem à falência. Além que se tens um bom trabalhador é parvo livrares-te dele.


Ah, então se não é sem justa causa é o quê ? O trabalhador não dá lucro ? Não rende o desejado ? Isso é causa suficiente para despedir, não cumpre com as suas tarefas.

Azarael Escreveu:
Que "direitos" são esses que falas ? Assim de repente não estou a ver nenhum.


Como? Que tal o sistema de saúde próprio? Ou a quantidade estúpida de tempo de licença que podem tirar?


Que sistema de saúde próprio ? Médico na empresa ?
Licença de quê ?

Azarael Escreveu:
Estás enganado. Os sindicatos defendem não só o posto de trabalho como também propõem outras medidas para a criação de emprego.


Quais ? Abrir mais postos de trabalho na função pública não conta, por motivos óbvios...
[/quote]

Principalmente CGTP.
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Mensagempor Azarael » Sábado Set 22, 2007 14:06

Ah, então se não é sem justa causa é o quê ? O trabalhador não dá lucro ? Não rende o desejado ? Isso é causa suficiente para despedir, não cumpre com as suas tarefas.


???

Que sistema de saúde próprio ? Médico na empresa ?
Licença de quê ?


Os funcionários públicos têm um sistema de saúde próprio, a ADSE.
É a licença para te ausentares do trabalho.

Principalmente CGTP.


Mas que medidas ?
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Mensagempor forunista » Sábado Set 22, 2007 14:58

Azarael Escreveu:
Ah, então se não é sem justa causa é o quê ? O trabalhador não dá lucro ? Não rende o desejado ? Isso é causa suficiente para despedir, não cumpre com as suas tarefas.


???



A actual lei prevê despedimento se o trabalhador não cumprir com as suas tarefas, que estão no contrato.

Que sistema de saúde próprio ? Médico na empresa ?
Licença de quê ?


Azarael Escreveu:Os funcionários públicos têm um sistema de saúde próprio, a ADSE.
É a licença para te ausentares do trabalho.


A ADSE está pelas ruas da amargura. Pouco resta dela.
E já agora, porque não lutamos para ter em vez de lutarmos para tirar aos outros o pouco que têm ?
Eu tenho uma tremoço, o outro não tem, qual a solução ? Tirar o tremoço ao outro!
Então e o que dizes dos seguros de saúde nas empresas privadas ? Eu trabalho numa e o meu seguro abrange muito mais do que a ADSE.

Quanto à licença para ausências, é exigida uma justificação, caso de assistência à família. Muitas das empresas é que não a pedem.
Porque não falas da miséria de salários que recebem, ou de um trabalhador do sector publico não ter direito a subsidio de desemprego se o mandarem embora ?


Azarael Escreveu:
Principalmente CGTP.


Mas que medidas ?

Para além das propostas aquando do debate do orçamento de estado, durante o ano tentam negociar com as entidades patronais a criação de emprego nas mais variadas empresas.
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Mensagempor Azarael » Sábado Set 22, 2007 17:35

forunista Escreveu:A actual lei prevê despedimento se o trabalhador não cumprir com as suas tarefas, que estão no contrato.


Não é na mesma fácil se tiver a contrato. Conheço um caso em que para despedir um empregado, que não fazia um cara***, num restaurante teve na mesma que pagar indemnização e umas tantas coisas que já não me lembro.

forunista Escreveu:A ADSE está pelas ruas da amargura. Pouco resta dela.
E já agora, porque não lutamos para ter em vez de lutarmos para tirar aos outros o pouco que têm ?
Eu tenho uma tremoço, o outro não tem, qual a solução ? Tirar o tremoço ao outro!
Então e o que dizes dos seguros de saúde nas empresas privadas ? Eu trabalho numa e o meu seguro abrange muito mais do que a ADSE.

Quanto à licença para ausências, é exigida uma justificação, caso de assistência à família. Muitas das empresas é que não a pedem.
Porque não falas da miséria de salários que recebem, ou de um trabalhador do sector publico não ter direito a subsidio de desemprego se o mandarem embora ?


Não é bem assim, a ADSE ainda dá uma protecção notoriamente mais elevada que o sistema comum. Por exemplo, em cuidados dentários a diferença é no minimo marcante. Por isso, o "pouco" não é pouco...
Eu quero é um sistema público comum, só isso. Os funcionários públicos não têm uma actividade fora de comum para que se justifique terem um sistema público próprio.
Tens seguro privado, lá está, privado.
Mas essa assistência familiar é muito extensa em muitos casos... :roll:
Um funcionário público têm trabalho para a vida, é irrelevante que não tenha subsidio de desemprego, nunca vai precisar dele.
Depende, a função pública não é propriamente mal paga... Em média, recebem mais que os do sector privado. Se estão a começar e tal é normal que não recebam muito, é assim para muita gente.


forunistal Escreveu:Para além das propostas aquando do debate do orçamento de estado, durante o ano tentam negociar com as entidades patronais a criação de emprego nas mais variadas empresas.


Ah, negociar um aumento de 5.8% do salário mínimo? Que na prática apenas ia dificultar o acesso ao emprego para quêm não têm habilitações e pôr mais gente a trabalhar fora da lei? É mesmo grande visão que têm...
E a criação de emprego nas empresas é porque há de facto trabalho? Ou é empregar por empregar? Por mais simpática que seja ideia na prática isso apenas ia desenvolver um desequilibrio perigoso nas empresas.
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Mensagempor forunista » Sábado Set 22, 2007 18:04

Azarael Escreveu:Não é bem assim, a ADSE ainda dá uma protecção notoriamente mais elevada que o sistema comum.


Se o sistema comum é não ter nada, ou seja, vais para uma empresa privada e não tens seguro de saúde, sim a ADSE é melhor, melhor que nada.

Azarael Escreveu:Por exemplo, em cuidados dentários a diferença é no minimo marcante. Por isso, o "pouco" não é pouco...


Não, não é marcante, o meu seguro, que não é mais do que um comum seguro que empresas privadas têm, pagam cerca de 80% da consulta.

Azarael Escreveu:Eu quero é um sistema público comum, só isso. Os funcionários públicos não têm uma actividade fora de comum para que se justifique terem um sistema público próprio.


São funcionário públicos, logo são abrangidos por serviços da função pública, não vejo onde está a dificuldade de perceber isto.
Quando um cidadão vai a um centro de saúde, o centro é publico porquê, porque é do estado ou porque serve a população ? É a mesma coisa do que se fores a uma clinica privada, ela não é publica porque não é do estado ou é porque serve a população ?
Se eu trabalho num banco, sou capaz de ter direitos, privilégios, chama-lhe o que quiseres, que esse banco dá aos funcionários e não dá às outras pessoas. Porque é que um funcionário público não pode ter esses mesmo direitos de empresas publicas ?

Azarael Escreveu:Um funcionário público têm trabalho para a vida, é irrelevante que não tenha subsidio de desemprego, nunca vai precisar dele.


Não, não tem. Uma vizinha minha trabalhou na função publica, o contrato dela acabou, mandaram-na embora. Se fosse no privado tinha direito a sub. desemprego.

Azarael Escreveu:Depende, a função pública não é propriamente mal paga... Em média, recebem mais que os do sector privado. Se estão a começar e tal é normal que não recebam muito, é assim para muita gente.


Estás muito enganado! A maioria não passa da "cepa torta". O meu pai trabalha 37 anos na F.P. e recebe 2/3 do que ganhava se tivesse numa privada porque colegas dele foram pra privada e é quanto ganham.
Não me fales de média porque deve saber muito bem que são valores meramente estatísticos. Eu como 3 galinhas, tu comes 1, a média dá 2 para cada um!
Esta média é assim porque os chefes de departamento, directores e por aí fora ganham mais do que numa empresa privada, aí sim, dou-te razão!

Azarael Escreveu:Ah, negociar um aumento de 5.8% do salário mínimo? Que na prática apenas ia dificultar o acesso ao emprego para quêm não têm habilitações e pôr mais gente a trabalhar fora da lei? É mesmo grande visão que têm...
E a criação de emprego nas empresas é porque há de facto trabalho? Ou é empregar por empregar? Por mais simpática que seja ideia na prática isso apenas ia desenvolver um desequilibrio perigoso nas empresas.


É ? Então não consigo perceber como na Autoeuropa, por exemplo, os acordos com o sindicato tem funcionado e ambos saem satisfeitos!
Realmente, baixos salários, não haver formação, despedimentos, assim vamos longe!
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Mensagempor Azarael » Sábado Set 22, 2007 18:41

forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Não é bem assim, a ADSE ainda dá uma protecção notoriamente mais elevada que o sistema comum.


Se o sistema comum é não ter nada, ou seja, vais para uma empresa privada e não tens seguro de saúde, sim a ADSE é melhor, melhor que nada.


Huh? Eu falo do SNS. Gostava que a ADSE e o SNS fossem um só, que é o que me parece justo.

forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Por exemplo, em cuidados dentários a diferença é no minimo marcante. Por isso, o "pouco" não é pouco...


Não, não é marcante, o meu seguro, que não é mais do que um comum seguro que empresas privadas têm, pagam cerca de 80% da consulta.


Outra vez, em relação ao SNS, é... São ambos sistemas públicos...

forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Eu quero é um sistema público comum, só isso. Os funcionários públicos não têm uma actividade fora de comum para que se justifique terem um sistema público próprio.


São funcionário públicos, logo são abrangidos por serviços da função pública, não vejo onde está a dificuldade de perceber isto.
Quando um cidadão vai a um centro de saúde, o centro é publico porquê, porque é do estado ou porque serve a população ? É a mesma coisa do que se fores a uma clinica privada, ela não é publica porque não é do estado ou é porque serve a população ?
Se eu trabalho num banco, sou capaz de ter direitos, privilégios, chama-lhe o que quiseres, que esse banco dá aos funcionários e não dá às outras pessoas. Porque é que um funcionário público não pode ter esses mesmo direitos de empresas publicas ?


Que atrofio...
Deixa-me só fazer uma pergunta antes de tudo. Defendes que se alguém estiver empregado, não deve ter direito ao SNS, mas sim ter um seguro de saúde ?


forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Um funcionário público têm trabalho para a vida, é irrelevante que não tenha subsidio de desemprego, nunca vai precisar dele.


Não, não tem. Uma vizinha minha trabalhou na função publica, o contrato dela acabou, mandaram-na embora. Se fosse no privado tinha direito a sub. desemprego.


Então não foi funcionária pública. É quase a mesma história dos recibos verdes.

forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Depende, a função pública não é propriamente mal paga... Em média, recebem mais que os do sector privado. Se estão a começar e tal é normal que não recebam muito, é assim para muita gente.


Estás muito enganado! A maioria não passa da "cepa torta". O meu pai trabalha 37 anos na F.P. e recebe 2/3 do que ganhava se tivesse numa privada porque colegas dele foram pra privada e é quanto ganham.
Não me fales de média porque deve saber muito bem que são valores meramente estatísticos. Eu como 3 galinhas, tu comes 1, a média dá 2 para cada um!
Esta média é assim porque os chefes de departamento, directores e por aí fora ganham mais do que numa empresa privada, aí sim, dou-te razão!


Sim, também não gosto muito de médias. Mas também não posso aceitar o absoluto que disseste que os funcionários públicos ganham mal...
Se os colegas dele tiveram a oportunidade de ganhar mais, bom para eles, o que é que queres que te faça? Aposto que não foram para empresas com défices...
Na realidade, em média, desculpa-me, os gestores do sector público ganham menos que os do sector privado. Em ordenado fixo pelo menos, as trapassas que alguns fazem já é outra história.

forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Ah, negociar um aumento de 5.8% do salário mínimo? Que na prática apenas ia dificultar o acesso ao emprego para quêm não têm habilitações e pôr mais gente a trabalhar fora da lei? É mesmo grande visão que têm...
E a criação de emprego nas empresas é porque há de facto trabalho? Ou é empregar por empregar? Por mais simpática que seja ideia na prática isso apenas ia desenvolver um desequilibrio perigoso nas empresas.


É ? Então não consigo perceber como na Autoeuropa, por exemplo, os acordos com o sindicato tem funcionado e ambos saem satisfeitos!
Realmente, baixos salários, não haver formação, despedimentos, assim vamos longe!


Lembro-me de ter lido coisas giras sobre a CGTP nesse caso, se encontrar até coloco aqui, mas deixo já este link: http://www.correiomanha.pt/noticiaImpri ... &id=242246 , e uma citação:

CM – A Autoeuropa é um caso exemplar em Portugal?

J.P. – É um caso diferente e é um bom exemplo, mas que não pode ser extrapolado para outros casos. Na Autoeuropa há uma Comissão de Trabalhadores que tem negociado acordos de empresa, bons acordos, mas com o apoio dos sindicatos.


Na Autoeruopa tens é uma comissão de trabalhadores bem organizada que dá ideia que de facto negoceia, em vez de fazer exigências que podem não encaixar na realidade.
http://troll-urbano.weblog.com.pt/arqui ... a_aut.html - Já têm um ano, mas não sei se houve outras eleições.
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Mensagempor forunista » Sábado Set 22, 2007 19:20

Azarael Escreveu:
forunista Escreveu:São funcionário públicos, logo são abrangidos por serviços da função pública, não vejo onde está a dificuldade de perceber isto.
Quando um cidadão vai a um centro de saúde, o centro é publico porquê, porque é do estado ou porque serve a população ? É a mesma coisa do que se fores a uma clinica privada, ela não é publica porque não é do estado ou é porque serve a população ?
Se eu trabalho num banco, sou capaz de ter direitos, privilégios, chama-lhe o que quiseres, que esse banco dá aos funcionários e não dá às outras pessoas. Porque é que um funcionário público não pode ter esses mesmo direitos de empresas publicas ?


Que atrofio...
Deixa-me só fazer uma pergunta antes de tudo. Defendes que se alguém estiver empregado, não deve ter direito ao SNS, mas sim ter um seguro de saúde ?


Não, eu falei no que acontece actualmente, no publico têm ADSE, no privado têm seguros de saúde.
SNS para este governo e o anterior que por lá passou é para destruir...
Eu trabalho numa empresa privada e posso ir ao SNS, não preciso de ser funcionário publico!

Azarael Escreveu:
forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:Um funcionário público têm trabalho para a vida, é irrelevante que não tenha subsidio de desemprego, nunca vai precisar dele.


Não, não tem. Uma vizinha minha trabalhou na função publica, o contrato dela acabou, mandaram-na embora. Se fosse no privado tinha direito a sub. desemprego.


Então não foi funcionária pública. É quase a mesma história dos recibos verdes.


Não, não passou para os quadros da empresa. Mas, como sabes, os contratos podem ser anuais e ir até 3. E o sub-desemprego já é atribuído com 3 anos de descontos para a SS no regime geral.

Azarael Escreveu:Na realidade, em média, desculpa-me, os gestores do sector público ganham menos que os do sector privado. Em ordenado fixo pelo menos, as trapassas que alguns fazem já é outra história.


Não sei se é no bruto ou no liquido, mas que ganham, ganham. Quanto a isso, é muito normal receberam prémios chorudos por atingirem objectivos de produção e quem realmente trabalhou para tal não vê 1 tostão desse prémio. Para não falar em carros da empresa, combustível pago, cartões dourados, etc...

Azarael Escreveu:Lembro-me de ter lido coisas giras sobre a CGTP nesse caso, se encontrar até coloco aqui, mas deixo já este link: http://www.correiomanha.pt/noticiaImpri ... &id=242246 , e uma citação:

CM – A Autoeuropa é um caso exemplar em Portugal?

J.P. – É um caso diferente e é um bom exemplo, mas que não pode ser extrapolado para outros casos. Na Autoeuropa há uma Comissão de Trabalhadores que tem negociado acordos de empresa, bons acordos, mas com o apoio dos sindicatos.


Na Autoeruopa tens é uma comissão de trabalhadores bem organizada que dá ideia que de facto negoceia, em vez de fazer exigências que podem não encaixar na realidade.
http://troll-urbano.weblog.com.pt/arqui ... a_aut.html - Já têm um ano, mas não sei se houve outras eleições.


Quanto a isto, há 2 sindicatos a nível nacional, a CGTP-IN e a UGT.
A UGT é uma anedota e não admira que a entrevista com o Proença tenha sido de critica à CGTP. A UGT protesta, diz mal, mas na hora das negociações aceita e assina tudo o que o governo quer, não é de admirar são do PS. Por isso, o Proença tem uma credibilidade que deixa muito a desejar! São os chamados "vendidos".
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Mensagempor Azarael » Sábado Set 22, 2007 20:38

Não, eu falei no que acontece actualmente, no publico têm ADSE, no privado têm seguros de saúde.
SNS para este governo e o anterior que por lá passou é para destruir...
Eu trabalho numa empresa privada e posso ir ao SNS, não preciso de ser funcionário publico!


Não destruiram, na minha opinião tentam mantê-lo na única maneira que conseguem, fazendo cortes.

E claro, qualquer um pode ir ao SNS, é essa a ideia... Só que pelo teu discurso estava a tirar ideias muito diferentes...


Não sei se é no bruto ou no liquido, mas que ganham, ganham. Quanto a isso, é muito normal receberam prémios chorudos por atingirem objectivos de produção e quem realmente trabalhou para tal não vê 1 tostão desse prémio. Para não falar em carros da empresa, combustível pago, cartões dourados, etc...


Falo apenas do que entra por cima da mesa, esses "prémios" são curiosos, por vezes. O sector privado é que funciona bem, atraem bons gestores com ordenados chorudos. Não, com ordenados relativamente baixos, que não atraem bons gestores, como na FP (sentido de dever não é coisa que abunda hoje em dia...).

Quanto a isto, há 2 sindicatos a nível nacional, a CGTP-IN e a UGT.
A UGT é uma anedota e não admira que a entrevista com o Proença tenha sido de critica à CGTP. A UGT protesta, diz mal, mas na hora das negociações aceita e assina tudo o que o governo quer, não é de admirar são do PS. Por isso, o Proença tem uma credibilidade que deixa muito a desejar! São os chamados "vendidos".


E a CGTP é PCP...
Bem, a parcialidade já eu sei, mas continua a ser verdade que a Autoeuropa é um caso aparte. E no outro link que te dei pela eleição dos seus membros tira-se a ideia que as centrais sindicais não são uma força dentro da comissão de trabalhadores.
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Mensagempor forunista » Sábado Set 22, 2007 20:54

Azarael Escreveu:E a CGTP é PCP...
Bem, a parcialidade já eu sei, mas continua a ser verdade que a Autoeuropa é um caso aparte. E no outro link que te dei pela eleição dos seus membros tira-se a ideia que as centrais sindicais não são uma força dentro da comissão de trabalhadores.


Sim, em parte são do PCP.
Eu li o link que enviaste, mas é mais o contrário, a comissão de trabalhadores são, não uma, mas várias forças dentro do sindicato.
A maior influência que um sindicato pode ter é quando existem células dentro da empresa.
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Mensagempor Azarael » Sábado Set 22, 2007 21:28

forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:E a CGTP é PCP...
Bem, a parcialidade já eu sei, mas continua a ser verdade que a Autoeuropa é um caso aparte. E no outro link que te dei pela eleição dos seus membros tira-se a ideia que as centrais sindicais não são uma força dentro da comissão de trabalhadores.


Sim, em parte são do PCP.
Eu li o link que enviaste, mas é mais o contrário, a comissão de trabalhadores são, não uma, mas várias forças dentro do sindicato.
A maior influência que um sindicato pode ter é quando existem células dentro da empresa.


Acho que não será só uma parte.
Então porque é que só faz referência a um membro(a) da CGTP?
E de qualquer maneira o que a comissão fez no passado é um bocado diferente do que a central sindical diz no seu disco em loop infinito.

Administração e a Comissão de Trabalhadores desta empresa (AutoEuropa) tinham chegado, aceitando congelamento de salários e mais 22 dias de férias “forçadas” por ano até Setembro de 2005 e trocando aumentos salariais até Setembro de 2005 pela manutenção de todos os postos de trabalho numa conjuntura adversa.


Não têm mesmo nada a ver...
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Mensagempor forunista » Domingo Set 23, 2007 13:49

Azarael Escreveu:
forunista Escreveu:
Azarael Escreveu:E a CGTP é PCP...
Bem, a parcialidade já eu sei, mas continua a ser verdade que a Autoeuropa é um caso aparte. E no outro link que te dei pela eleição dos seus membros tira-se a ideia que as centrais sindicais não são uma força dentro da comissão de trabalhadores.


Sim, em parte são do PCP.
Eu li o link que enviaste, mas é mais o contrário, a comissão de trabalhadores são, não uma, mas várias forças dentro do sindicato.
A maior influência que um sindicato pode ter é quando existem células dentro da empresa.


Acho que não será só uma parte.
Então porque é que só faz referência a um membro(a) da CGTP?
E de qualquer maneira o que a comissão fez no passado é um bocado diferente do que a central sindical diz no seu disco em loop infinito.


Um membro(a) da CGTP ? Não reparei. Estás a referir-te a quê ?
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