Azarael Escreveu:Quais?
E antes de outra, "é a minha opinião" ou "não preciso de me justificar". Só pergunto porque estamos a discutir (acho). Se não o queres fazer, diz mesmo e acaba-se.
Como já disse se é só para dizer o que achamos, acaba-se depressa.
Epá... Mas tu és mesmo alta melga...
Já disse algumas razões aqui e tu minimizaste o assunto...
Se eu te dissesse mais algumas coisas, farias o mesmo.
Há coisas que eu não vou dizer... E fica-te com o que eu disse atrás.
Estás me a dizer, que o que a lei diz é que qualquer descida do orçamento para a Madeira têm que ser acordada pelos dois lados, é isso ?!
Não tem de forçosamente ser acordada pelos dois lados... Mas a lei aponta para isso.
A lei num país democrático está dirigida de forma a que as partes entrem em acordo, não em conflito. A lei encoraja as duas partes a se relacionarem da melhor maneira entre si, de forma a evitar que se chegue a vias de facto.
E, pelas notícias que ando a ver, AJJ já está mais em sintonia com o governo central.
Agora, veio dizer que a última reunião que teve com um dos representantes do govenro central correu bem, e que tudo está bem e tal...
Como o homem muda... Amanhã, tá a chamar isto e aquilo aos "cubanos".
Não é só o TC que pode dizer que algo é inconstitucional, alías foi o que aconteceu.
Sim, política é muito de fumo e espelhos. Mas, isso não quer dizer que tenhamos que engolir as tretas, e não dizer o que as coisas são mesmo.
Quanto ao que chegou à inconstitucionalidade, mantenho o que disse...
Agora, o que é que achas da inconstitucionalidade que o governo regional cometeu, quando aprovou por si só, a lei da incompatibilidades, por voto da maioria na Assembleia Regional?
O TC classificou-o como inconstitucionalidade...
O que é que dizes a isso? E isto aconteceu, na semana passada...
Então porque é que continuas/constinuaste?! Porque é que não dizes/disseste algo como: Não me apetece discutir?
Não é que não me apeteça discutir... Mas há coisas que eu não vou dizer.
Nem me importo com o que pensam de mim, nem quero ter uma carga de trabalho para convencer ninguém.
Se queres descobrir se o que eu digo é verdade, vai investigar.
Porque assumi que entramos numa discussão, e isso envolve algo mais elaborado que porque sims...
Se estivéssemos num parlamento... Mas eu estou a discutir numa thread duma secção com o nome de "Conversa da Treta"...
Portanto...
Pronto, já estamos a ir a algum lado.
Faça-se luz, e que se atinja a transcendência...
O JM têm como maior accionista uma empresa publica da madeira. Ou seja, tecnicamente não é do governo regional. Da mesma maneira, que a PTM não é estatal apesar de o governo central através da CGD ter o controlo da empresa se assim o desejar.
Se o JM tem só mesmo um accionista essa empresa publica, e aí que dizes que está a diferença, pronto, tens razão é diferente. No entanto vai dar ao mesmo, já que a CGD têm o controlo maioritário. A CGD têm palavra em qualquer assunto interno.
Pareces um político a falar...
Eu não sou ingénuo... Eu sei como é a política e sei os truques que se fazem, de forma a passar certa aparência.
Eu mantenho o que disse anteriormente, e não tem nada a ver com isso que tu disseste.
Se queres acreditar ou não, isso é contigo.
Eu já disse aquilo que tinha a dizer.
Quanto à segunda parte, não é uma questão de fazer oposição ou não (e nem quero mesmo entrar por aí) mas sim com apenas ter "posse" e ter "controlo". É apenas esse acto que digo que é o mesmo.
Como disse acima, o Jornal da Madeira, também é financiado/possuido por uma empresa pública com fundos totalmente públicos. É a mesma coisa que o governo central faz através da CGD.
Era só mesmo por aqui que comecei isto tudo, e o porquê de não se poder fazer muito. Porque o principio base é igual.
Continuas a compara o governo regional da Madeira, ao governo central, minimizando a pouca vergonha que se passa na RAM.
Se eu te dissesse aqui, que na semana do desporto, na cerimónia de abertura dos jogos escolares, um grupo de alunos, vestidos de branco, fizeram uma saudação pseudo-fascista, dirigida aos membros do governo regional, tu irias dizer que o governo central tinha feito uma coisa assim parecida...
Enfim...
Mantenho o que disse.
Pá, isso é diferente. Se um juíz for judeu, também vais dizer que os rabis entram nas decisões desse tribunal? É que ainda hoje muitos juízes são católicos. Ter religião nunca chegou a ser atributo discriminatório no processo de formação de juízes.
Ou tu não estás a compreender o que eu escrevo, ou convenientemente esqueces o que eu digo.
O que eu disse é que os juízes julgavam não só de forma política, mas também religiosa. Ou seja, os princípios religiosos influenciavam as decisões.
Não tem nada a ver com o juíz ser budista ou hindu ou cristão.
Depois, não percebi bem o que estás a dizer... estás a falar da presunção de inocência? Isso manteve-se mesmo no regime do estado novo.
Oh sim... Mas é claro que sim... Aliás, pergunta isso ao Mário Soares e a outros que forma para o Tarrafal, por lhes serem imputados crimes que não tinham cometido.
A estrutura inquisitória, não é só a presunção da inocência... Mas o respeito pela integridade física da pessoa, o princípio do contraditório...
Os quais não estavam assegurados... A "defesa" trabalhava para a acusação, especialmente se o caso fosse político, usava-se a tortura para extraír confissões...
A própria PIDE, fazia os seus julgamentos, sem qualquer tipo de consideração pela pessoa, fosse ela culpada ou inocente...
De resto, se alguém não se consegue defender, bem é julgado como culpado, é a mesma história agora... Se estás a dizer que o acesso à justiça, ou seja, ter advogados competentes era dificultado? Infelizmente acho que nunca saimos dessa situação, mas não o descreveria o processo como inquisitório. É menosprezar o que foi a inquisição...
Mas tu minimizas tudo... Eu sei que aquilo que digo é verdade, porque estudei tudo o que tinha de estudar, falei com gente que passou por esses sistemas.
O regime salazarista não era fascista, a igreja é uma empresa privada como qualquer outra...
Tu és o maior pá!
Que poderes foram lhes atribuidos? Deram-lhes simplesmente um pouco de tempo antena, não é nada de grave. São figuras públicas.
Eu não concordo. Aquele "tempo de antena", foi usado para propaganda religiosa, para manipular as pessoas.
E não foi só tempo de antena. Peças jornalísticas da RTP eram claramente influenciadas pela igreja.
Lembro-me claramente de uma, que na altura dos cartoons dinamarqueses e na violência que isso gerou, a estação pública pôs uma peça a dizer (uma vez mais, de forma indirecta), que os cristãos eram melhores que os muçulmanos, e que estávamos num patamar superior.
Pelo amor de Deus pá!
Isto num Estado que deve ser laico, multicultural e com liberdade religiosa?
Que o fizessem numa estação privada.
Huh?
Não te faças de ingénuo, que é uma coisa que eu tenho a certeza que não és.
O quê?! De que cavalo alado saíu essa?
Pá, se vais fazer uma lei a aprovar um processo, mostrar como é esse processo é propaganda?
E mesmo o que o Sócrates veio a dizer a público, nunca disse que era propaganda, pois não?
Ai... Dois pesos e duas medidas...
Tu és mesmo imparcial.
Assim de memória acho que um dos primeiros reis de Portugal, por exemplo, foi excomungado por ter expropriado terras ao clero. E isto foi ainda muito tempo antes das reformas protestantes...
Sempre houveram protestantes... Sempre houveram várias linhas de pensamento dentro da religião cristã, e sempre houveram monarcas com tendências que desagradavam ao Vaticano.
E também haviam problemas, desavenças políticas normais entre as partes, coisas normais de uma relação.
Aquilo que eu te disse, era para veres o que se passou no século XIX, em Portugal, nas Guerras Liberais.
Isso é apenas um dos infindáveis exemplos das alianças entre a religião e a monarquia.
E explica lá melhor isso do caso Maddie ?
Explicar o quê?
O facto de o padre anglicano ter sido dos primeiros a saber que a pequena tinha desaparecido, e ter dado a chave da capela ao casalinho, dando-lhes acesso privado e sem restrições à instalação?
O facto de os McCann terem sangue real, serem pôdres ricos, sem precisarem de doações, e apenas o fazerem para publicidade?
O facto de a propaganda estar a ser financiada pelo próprio Estado britânico, o qual usa também os seus meios políticos para o mesmo fim?
Dizer que este caso todo, é mais uma publicidade de um produto que vem sempre daquela parte do Mundo, quando querem impôr determinada ideologia, numa altura em que estão de joelhos, e que o PNAC não deu resultado?
E outra vez, não estou a minimizar coisa nenhuma.
Cá nada...
Meu, tu és o maior pá!!
Isto é história europeia. Conheço vagamente um tipo que está a estudar para o desem... quer dizer está a estudar história.
Ou se quiseres, posso sempre tentar ver um documentário no canal história sobre a ascenção do feudalismo e a história medieval...
Se eu quiser? Mas quem sou eu para querer alguma coisa?
E quando me referia ao Duarte, não era ao teu amigo, mas sim a outra pessoa que diz ser rei, mas não é.
O que ele é, é um grande mentiroso.
Mas ainda bem que assim é, porque dá para ver a comédia que aquilo gera, nos círculos monárquicos.
Discorda comigo em quê ? Que o absolutismo afinal não tirava influencia do clero?
Sim.
As monarquias e as ditaduras de direita, sempre tiveram ajuda do poder religioso.
O Reino Unido?! Conheces a história da guerra civil britância? Conheces a evolução da história britânica? Estás a falar do país com maior história democrática da Europa.

Tá boa essa!
Tu és mesmo o maior!
Adoro-te pá! Olha, eu é que te dava um beijo na testa!
E sim tenho noção das guerras liberais. Agora o problema foi o sistema criado no fim das guerras liberais, ter caido no rotativismo (e eram os "liberais" da altura que o dirigam, aliás os "liberais" dominaram a politica dos finais do séc XIX).
Mas aí é que está... Não dominaram nada. Se tivessem dominado, não teriam sucumbido às sabotagens da igreja e da monarquia.
Quanto à 1.ª Republica o sistema era demasiado instavel por si. Segundo me foi ensinado em tempos, os governos podiam cair muito facilmente e caíam facilmente, pelo próprio parlamento. Não por influencias externas.
Além que os dirigentes não eram propriamente representativos do país. E nunca conseguiu acalmar os animos no país.
E sinceramente, o partido dominante, o partido republicano português, parecia uma cambada de jacobinos.
Caiu sozinho, e pouca a gente o chorou.
Discordo. Havia sim, influências externas... Aliás, sempre houveram, até mesmo hoje em dia.
PS: Olhando assim no geral, pelo o que li, há 3 grandes interpretações da 1.ª Republica:
a) Era um regime progressivo, com tendencias de abertura democrática.
b) Era uma extensão dos regimes elitistas e liberais do séc. XIX em Portugal
c) Era um regime de natureza ditadurial e jacobina.
Pois... e uma das interpretações em relação ao salazarismo, era de que não era fascimo.
Outra era de o regime Nazi era de esquerda...
Há muitas interpretações para tudo.
Sinceramente venha o diabo e escolha. E acredita que os tempos da 1.ª Republica também não eram assim pacificos...
Depois, só escrevi aquilo para demonstrar a natureza jacobina do regime.
Venha o Diabo e escolha? Lá estás tu outra vez a compara peidos com marmelos.
Os tempos não eram pacíficos porque havia uma luta ideológica.
Muita sabotagem existia por parte da monarquia e da igreja, e isso levou a reacções extremas dos liberais.
É guerra.
Senão me engano também proibiram feriados religiosos.
E porque será que o fizeram?
Quando há guerra, há extremos.
Sinceramente não me lembro da oposição dizer que não há crescimento economico... Nem o PCP diz isso, arrisco até que o forunista me confirma.
Pois o líder do PSD disse-o, ainda esta semana.
Depois, sei que as sondagens quanto à populariedade do governo têm de facto caído. Quanto ao PM não sei...
E depois?
O governo vai governar para as sondagens, ou vai governar fazendo aquilo que está certo?
Mas já agora, o que é que isso têm a ver com o Sócrates não moderar o seu discurso?
Mas o que é que tu queres que ele diga? Que o país tá de tanga, que tá tudo numa desgraça?
Mesmo assumindo que a posição até dizia isso... ou até podemos pegar em outros exageros que a oposição possa ter dito, de que maneira é que isso justifica e desculpa o Sócrates por não moderar um pouco o discurso?
Mas o que é que tu queres que ele diga?
LOL, aonde é que está isso com a independencia que o AJJ quer?
A política é uma actividade que devia ser nobre, e não o que hoje é.
Na política, muita coisa é escondida, é mascarada, tenta parecer aquilo que não é.
AJJ tem uma linha de acção política como outros políticos quaisquer... Ele tenta pôr os madeirenses, contra o governo central, dizendo coisas estapafúrdias, mentiras e calúnias, ao mesmo tempo que os madeirenses vão comendo espetadas e bebendo vinho nos comícios do PSD-M.
Quando vem para a TV, dizer que "na Madeira, será diferente", não se refere apenas à autonomia, mas sim ao seu desejo de independência.
Ele é separatista, assim como a sua prole política, mas como os madeirenses não o são, ele vai tentando amaciar o assunto, até melhor altura.
O "povo superior", o "não sou português, sou é madeirense", a grande bandeira da RAM na iluminação de Natal (o que nunca tinha acontecido), são coisas feitas e planeadas para esse mesmo objectivo.
Pá, se o BCE tivesse perdido, as taxas já tinham descido.
Olha que a última previsão indica que a inflação parece ter subido para 3,2%, ou seja, parece que subiu 0,1%, ao mesmo tempo que se prevê uma queda no desemprego na Alemanha, pondo-o ao mínimo dos últimos 15 anos...
Descer as taxas? Achas mesmo?
E depois ?! O uso do "apenas" é menosprezar.
Neste momento está a rebentar a bolha do crédito, e quer gostes quer não, os mercados europeus foram afectados. O Trichet esperou para ver e talvez para que a calma se recomponha.
E nunca disse, que a pressão é para descê-las, já disse que concordava contigo que é mais certo subi-las que descê-las. Agora mantê-las por agora é algo justificavel.
Por isso mesmo é que eu quero ver o que o BCE irá fazer, quando se souber os dados do primeiro trimestre deste ano.
Os bancos estão a cortar no crédito que fazem. Os investidores estão inseguros. De que maneira é que achas que isto se está a traduzir no investimento ?!
Um dos maiores erros económicos, é basear as acções dos bancos centrais, naquilo que se passa na banca e nas bolsas.
A linha de acção do BCE tem sido sempre, até agora, nos efeitos reais da economia. Não nas previsões e na situação da banca e das bolsas.
O que me preocupa, é o facto de o BCE se estar a tornar numa Fed, que toma decisões tendo em conta a política, e não a realidade.
Completamente de acordo que a política é má para economia. Mas o aumento "brusco" teve que ser feito.
Porquê?
Pode não ter corrido como esperado, mas as taxas de juro não podiam se manter assim tão baixas durante assim tanto tempo. De uma maneira ou outra, a bolha iria rebentar.
Então porque é que não aumentaram as taxas de juro de forma progressiva?
Os EUA é o país mais endividado do Mundo, com taxa de pobreza que tem vindo a aumentar, desde o ano 2000...
O pessoal da Fed, ao aumentar as taxas de juro de forma brusca, parece que se esqueceram do facto do endividamento maciço das famílias nos EUA... Com o aumento brusco, a classe média e baixa deixaram de pagar, e como deixaram de pagar, foi o que foi.
Porque é que um banco central, de um país de direita, que se orgulha da sua economia omnipotente, não pensou nestas consequências, mesmo depois de ter sido aconselhada por peritos que tal iria acontecer?
Para mim, só há uma razão... política.
Sócrates, faz um discurso positivo acerca da economia do país, para atraír e manter os investidores calmos e confiantes... Tu dizes que é propaganda que precisa de ser moderada.
Nos EUA, a Fed aumenta as taxas de juro de forma puramente política, para "provar" que tudo vai bem na economia dos EUA, causando mais probreza, e tu dizes que era preciso ser feito...
Uau... És o maior.
Ouve, eu não estou a dizer que ele precisa de fazer o discurso da tanga, nem disse isso. Aliás já nem é a primeira vez que digo isto...
Agora ele deve moderar o discurso.
Do ponto de vista economico, ele continua a dizer que a crise dos mercados não vai influenciar nada... Ou pelo menos implica isso quando diz que as projecções se mantém. Como já disse, até o Banco de Portugal já reviu essas projecções.
E sim o factor psicologico claro que influencia, mas não é factor unico. Um dia a realidade bate à porta por muito que queiramos.
Se houver abrandamento, o que é muito provável, será a expressão da realidade. Mas um governo tem uma função política... O governo deve ser moderadamente optimista, transmitir confiança aos investidores. Mostrar que está disposto a funcionar, mesmo que as coisas não corram tão bem no futuro.
O cherne foi dizer que o país tava de tanga, e afugentou os investidores do país...
Acho que aquilo que Sócrates fez, tinha de ser feito. O governo tem uma função política, e desempenhou-a bem neste caso, a meu ver.
Não me estou a fazer de ingénuo...
Só estou a dizer que se o investimento publico é assim tão bom, a economia não teria chegado a este ponto. Seria só injectar mais dinheiro e pronto, problema resolvido.
Qual ponto? Se fôr a este ponto a que chegámos, lembro que o país está a crescer e está a exportar mais.
Lembro que o PIB português deu um salto de 2006, para 2007...
Portanto, estamos muito melhor do que estávamos.
Se estás a falar de motor da economia na maneira de criar infraestruturas para o desenvolvimento, já disse que sim. Agora não é a sua construção sozinha que o gera, apenas canaliza riqueza de outro sitio. Será o seu uso a gerar riqueza.
Explica melhor a parte do sinal de confiança aos investidores privados.
A qualidade do próprio investimento público é também um sinal de confiança aos investidores privados.
As reformas burocráticas que se fizeram, é outro...
A atitude positiva do governo é ainda outro...
Como assim ? Porque é que podem não divulgar a quêm ficam a dever? Bem, porque para começar são pequenas empresas privadas. Enquanto que por outro o estado é de todos nós. Se quiseres (apesar de ser um pouco diferente) encara-nos como accionistas do estado. E como accionistas que somos, temos direito a saber como estão as contas, o que inclui saber a quem deve o quê, para saber como estão as coisas.
Para mim, acho que as coisas devem ser para os dois lados...
Deve haver reciprocidade, não desigualdade.
Se as empresas não pagam impostos, como pode o Estado pagar o que deve? Se o Estado não paga o que deve, como podem as empresas pagar ao Estado?
É um ciclo vicioso, não é?
Esse ciclo tem que ser interrompido, por uma das partes... Se tiver que ser o Estado, pois muito bem, que o seja.
Olha que qualquer dia, podes ter uma surpresa neste aspecto.
Em que país vives ?
Num país da europa ocidental, numa economia de mercado que muitas vezes é injusta, porque o sistema capitalista internacional é injusto e não científico, uma vez que é baseado nos rumores que correm nas bolsas.
Nesse sistema, uma boa empresa pode falir, apenas por causa de um rumor que circula numa bolsa de valores.
E já agora, isso não faz com que a empresa tenha que desviar recursos (que se calhar eram melhor empregues em outra coisa) só para ter o seu dinheiro de volta ?
Se assim fôr, não reage e deixa o Estado ganhar injustamente...
Na vida, muitas vezes temos de ir à luta, e isso é para todos.
É que há gente de certa ideologia, que pensa que as empresas e os empresários têm um maior estatuto, e que se podem fechar os olhos, quando estas não cumprem os seus deveres.
Os deveres são para
todos cumprirem.
Sim, mas agora aproxima-se do outro extremo. Cobra até quêm não deve.
Mas isso é só exclusivo de Portugal e deste governo?
Os erros existem, e é por isso que existem meior legais e económicos para serem resolvidos.
E melhorar o DGI é só parte da equação, um sistema de impostos o mais simples possivel também ajuda. Por exemplo, quando houve reorganização dos impostos nos finais dos 80s, houve também um aumento muito grande das receitas.
Por isso é que eu referi num dos meus posts anteriores, que os problemas não são dos impostos em si, mas sim da génese e aplicação do sistema fiscal.
Isso quer dizer que na altura, se um defensor do Santana usasse o mesmo argumento, mas em relação a Salazar, também estava tudo bem ?
Pá, há sempre alguém pior. Mas isso não é só por si razão para comer e calar.
Comer e calar seria não pôr aquela pandilha de gente incompetente e ganaciosa na rua.
Este governo tem resultados bons, e isso está provado. Contra factos, não há argumentos.
Sim, nem tudo vai bem, há erros, mas serão corrigidos, assim que houverem melhores condições.
As reformas estão a fazer algumas baixas, mas não podem deixar de ser feitas. Se esperarmos mais um pouco, as coisas irão melhorar.
É preciso dar tempo ao tempo, e depois então, avaliar os resultados e darmos a sentença nas urnas.