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Algumas companhias referem-se aos seus seguros como sendo vitalícios, pois não definem limites máximos de idade. Mas todos têm duração anual. Ou seja, se alguém contrair uma doença ou sofrer um acidente que obriga a tratamentos prolongados, no final da anuidade, a seguradora pode cancelar o contrato. Este é um problema que se arrasta há já 14 anos, quando analisámos seguros de saúde pela primeira vez. Por isso, não damos classificação superior a médio (C) a nenhuma das apólices, nem indicamos Escolha Acertada.
É verdade que a seguradora tem de pagar os custos de uma doença que só se manifeste depois de o contrato terminar, durante um ano e até ao limite de capital. Mas, para isso, o cliente tem de comunicar-lhe o facto até oito dias após o fim do contrato, o que é muito curto. Estes seguros deveriam tornar-se vitalícios após três ou quatro anos de vigência.
Seguros de saúde: escolha a modalidade certa
Dependendo dos médicos a que pensa recorrer, da localidade onde reside e do dinheiro disponível, opte por um seguro de reembolso, de assistência ou misto.
Seguros de saúde: escolha a modalidade certa
Seguros de saúde há cada vez mais, mas poucos valem o que custam. O elevado número de exclusões, os limites de idade, os períodos de carência e a duração anual dos contratos retiram-lhes muita utilidade. Ainda assim, são uma alternativa ao Serviço Nacional de Saúde para consultas de especialidade e despesas de valor elevado, como internamentos e partos. Se está a pensar em contratar um, comece por escolher a modalidade que lhe convém.
Reembolso dá mais liberdade
Para poder escolher os médicos, hospitais e clínicas onde é assistido, opte por um seguro de reembolso. O mesmo é válido para quem mora longe dos grandes centros urbanos, onde o número de prestadores de serviços associados à rede de cuidados da seguradora é mais limitado. O consumidor paga tudo do seu bolso, mas pode reaver 80% a 90%, se apresentar à companhia os recibos ou facturas comprovativos do que gastou.
Esta modalidade tem, contudo, uma desvantagem: pode ser difícil adiantar o pagamento das despesas de montantes elevados, como nas cirurgias com internamento. Até porque o reembolso pode demorar 30 dias. Para contornar esta situação, pode pedir um termo de responsabilidade à seguradora. Neste documento, a entregar ao médico ou instituição de saúde onde vai ser assistido, a companhia compromete-se a pagar todos os encargos até ao limite de capital seguro. Actualmente, são já poucas as companhias que comercializam esta modalidade.
Assistência nas grandes cidades
Caso habite num grande centro urbano ou nas redondezas, opte por um seguro de assistência. Se recorrer aos profissionais e instituições da rede de cuidados médicos da companhia, esta paga a quase totalidade das despesas abrangidas pelo seguro, até ao limite de capital contratado. O segurado desembolsa uma pequena parte quando é assistido, geralmente um valor fixo: € 10 a € 15 em consultas, por exemplo.
Em contrapartida, fica limitado na escolha dos médicos e, se tiver de deslocar-se para outras zonas do País, pode não encontrar profissionais associados à companhia. Recorrer a serviços fora da rede não convém, pois a comparticipação é mínima: 30 a 35 por cento.
Misto é flexível
Os planos mistos são mais flexíveis: permitem optar pela rede de cuidados médicos da seguradora ou por serviços fora da rede. Cabe ao segurado decidir o que mais lhe convém em cada momento.
As comparticipações fora da rede são inferiores às dos seguros de reembolso: entre 60 a 70 por cento. Actualmente, a maioria das seguradoras tem seguros de saúde na modalidade mista.






Iohana Escreveu:sou enfermeira e na minha opinião o SNS é gratuito e é bom... podia ser melhor, mas pelo menos sempre temos um SNS tendecialmente gratuito, o que nao acontece por exemplo no EUA. Por isso gimbras, nao compares essa situação com as do nosso pais.



Red_Beret Escreveu:Iohana Escreveu:sou enfermeira e na minha opinião o SNS é gratuito e é bom... podia ser melhor, mas pelo menos sempre temos um SNS tendecialmente gratuito, o que nao acontece por exemplo no EUA. Por isso gimbras, nao compares essa situação com as do nosso pais.
E que interessa ter um SNS bom, se temos de esperar meses por uma consulta e no dia da mesma ainda temos de perder um dia inteiro sentados numa sala a espera (por ma organização) ?



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