Olá a todos.
Do que li aqui concordo com parte mas têm que ter mais uma pequena informação. A culpa das médias de medicina serem altas não é um exigência de ninguém reflete apenas o número de vagas nas faculdades. Podemos é discutir se as vagas são as suficientes. Eu penso que no passado não o eram mas neste momento são. Cerca de 1000 médicos por ano é o suficiente para as necessidades do país... se forem bem geridos e aproveitados. E formar um médico sai a cerca de 6000 euros ano ao estado, durante os 6 anos de curso, fora a especialização segundo as últimas estatísticas. E tal como a maioria das faculdades do país praticam a propina máxima (este valor gasto é já descontando as propinas).
E posso garantir que as faculdades estão a "rebentar pelas costuras"! 6 alunos a assistirem uma consulta é mau para os alunos, os formadores e os pacientes.
Logo a seguir fala-se que se o estado não pode abram-se faculdades privadas. Contra isso tenho apenas 2 argumentos: Fiscalize-se profundamente a qualidade de formação e moderem-se por decreto as mensalidades (ou apenas os ricos poderiam ser médicos). Não tenho dúvidas que se hoje as mensalidades em medicina dentária rondam os 700 euros em medicina ultrapassariam os 1500 euros. E já agora gostaria de saber em que hospitais seriam formados os alunos dado que praticamente todos os hospitais centrais têm protocolos com faculdades.
Mas voltando ao tema, as médias não sendo a melhor opção são das que me apresentaram a menos má! Poderemos discutir as percentagens dos exames nacionais e da média do secundário. Quanto a isso há 2 problemas - se se aumenta a percentagem da médica do secundária facilita-se ainda mais a entrada a todos aqueles que estudam em alguns externatos privados (que têm professores extremamente caridosos

a dar notas. E conheço vários casos. Posso mesmo dizer que no ano que entrei 50 alunos na minha faculdade eram de um só externato quando a maioria das escolas não tinham mais que 1 ou 2 alunos. Por outro lado aumentar a percentagem dos exames nacionais podem prejudicar alunos que simplesmente tiveram um dia mau.
Por uma questão de igualdade penso que o sistema actual não é mau. Podem falar em testes psicotécnicos mas isso é de tal modo subjectivo que não faz qualquer sentido ser aplicado.
Agora desde que este governo pegou o leme do país a educação é o facilitismo TOTAL. É 9º ano por saber escrever no word entre outras histórias. E nas faculdades igual: entrar em engenharia sem matemática? concorrer a medicina com português? mas está tudo louco?
Desculpem aqui o testamento!
PS - Cabrões há em todo o lado.
